
![]() Jogos Mortais: O Final
Original:Saw 3D
Ano:2010•País:Canadá, EUA Direção:Kevin Greutert Roteiro:Patrick Melton, Marcus Dunstan Produção:Mark Burg, Gregg Hoffman, Oren Koules Elenco:Tobin Bell, Costas Mandylor, Betsy Russell, Cary Elwes, Sean Patrick Flanery, Chad Donella, Gina Holden, Laurence Anthony, Dean Armstrong, Naomi Snieckus, Rebecca Marshall, James Van Patten, Sebastian Pigott, Jon Cor, Anne Lee Greene |
Desde 2004 os fãs de horror tem um compromisso anual: o de assistir aos filmes da franquia Jogos Mortais. A bem da verdade, a precisão anual nos lançamentos entre os filmes poderia ser usada para contar o tempo: eu casei no ano de Jogos Mortais 14; meu filho nasceu em Jogos Mortais 17; me aposentei em Jogos Mortais 68.
Porém estes tempos chegaram ao fim, ao menos é o que promete o título nacional de Jogos Mortais: O Final (Saw 3-D, 2010) lançado nos cinemas em 05 de novembro de 2010. Será que a distribuidora brasileira não foi precipitada demais ao colocar um ponto final no título (Jason Vai ao Inferno, A Morte de Freddy e Sexta-Feira 13: O Capítulo Final que o digam).? A história é que por conta da injusta baixa arrecadação em bilheteria da sexta parte, o conceito do que seria Saw 8 foi incorporado no 7 o que pode realmente ter colocado o último prego no caixão de Jigsaw que passou mais tempo morto na cinessérie do que vivo.
Primeiro (e único, talvez?) filme da franquia a ser rodado usando a tecnologia 3-D, o diretor Kevin Greutert, os roteiristas Patrick Melton e Marcus Dunstan e a produtora Twisted Pictures tinham um missão difícil, igualar ou superar seus feitos no elogiado Jogos Mortais 6 e ainda colocar um pouco de açúcar nos espectadores que acompanharam com tanto afinco esta longa saga cheia de altos e baixos, mais altos do que baixos para nosso deleite.
Réu confesso, não vivi nos anos 80 o suficiente para criar empatia com uma franquia como em Jogos Mortais: Foram sete anos, sete filmes, sete idas ao cinema. Digamos que me afeiçoei ao estilo de narrativa de um filme que redefiniu o horror a sua época e criou uma própria divisão que hoje está moribunda, o torture porn. E embora tenhamos Cativeiro, O Albergue, Temos Vagas, e afins, nenhum foi tão longevo e criou uma rede de fãs tanto quanto Saw e seu eterno monstro Jigsaw. Inclusive a franquia tornou-se grande o bastante para ganhar uma citação no Guiness como a série de horror de maior sucesso do cinema (os seis primeiros filmes renderam quase 3/4 de bilhão de dólares).
Portanto posso me considerar um tanto nostalgico sim ao ter a provável perspectiva de ver uma última vez as armadilhas nos cinemas. Reservadas as devidas proporções, assim como Lost não teve substituto, como 24 Horas também não, Jogos Mortais deixa as telas sem outra franquia que seja tão numerosa quanto significativa.
Talvez por causa deste sentimento, não posso deixar de externar minha ponta de decepção com Jogos Mortais: O Final, principalmente porque ele enfraquece aquilo que eu mais gosto na série, o roteiro, em detrimento daquilo que a maioria do povo vai para ver, as armadilhas.
E quem leu anualmente minhas análises sobre as partes de 3 a 6 sabe que eu sempre peguei no pé disso: Você pode ter um filme com grandes mortes, contudo é a trama intrincada e detalhista, os personagens complexos e interessantes que te fazem tenso durante o filme, te fazem sorrir ao sair da sessão e que te fazem comentar sobre e instigando ao ver o que a próxima continuação tem a oferecer no ano seguinte.
Porém antes desta dissecação regada de nostalgia, vamos ao que Saw 3-D nos mostra – tomei o cuidado de usar poucos spoilers, portanto podem ficar tranquilos: A cena de abertura é o desenrolar do final do primeiro filme, com o aguardado retorno do Dr. Lawrence Gordon (Cary Elwes, em pouquíssimas, mas marcantes cenas) se arrastando pelos corredores após ter serrado o pé. No caminho encontra um cano de vapor e cauteriza o ferimento.
A próxima cena é a “armadilha de abertura” que pode ser vista no trailer: dois homens Ryan (Jon Cor) e Brad (Sebastian Pigott) competem com serras circulares apontadas para cada um deles para ver quem morre para salvar a vida de seu amor mútuo, Dina (Anne Lee Greene), suspensa e ameaçada por uma terceira serra. A diferença (que infelizmente não possui a menor aplicação prática para a trama) é que eles estão jogando em um lugar público e movimentado, a vista de todos os transeuntes do local.
Um novo corte e agora é hora de lembrarmos o final de Jogos Mortais 6: Mark Hoffman (Costas Mandylor) ficando igual ao Coringa do Batman, mas sobrevivendo a nova versão da armadilha de urso reversa colocada nele por Jill Tuck (Betsy Russell), viúva do Jigsaw original, John Kramer (Tobin Bell). Jill escapa e pede socorro para Matt Gibson (Chad Donella), policial da corregedoria que já havia denunciado Hoffman no passado por abuso da força.
É quando finalmente conhecemos o protagonista Bobby Dagen (Sean Patrick Flanery), um guru da auto-ajuda que arrecadou fama e fortuna por alegar ter sobrevivido a uma armadilha de Jigsaw, portanto não é spoiler nenhum ou surpresa alguma descobrir que Dagen é um farsante e será a próxima vitima de Hoffman junto com seus colegas de trabalho que compartilham a mentira. Live or Die, Make Your Choice…
Bem, em Jogos Mortais 6 coloquei um parâmetro que vale em toda a franquia: Os melhores filmes são aqueles focados na história de John Kramer e suas vítimas (partes 1, 2, 3 e 6), não em Hoffman cujo personagem não tem profundidade e a motivação suficiente (partes 4 e 5). E neste cai no desagrado de Tobin Bell ter praticamente uma participação simbólica, aparece tão pouco (talvez até menos) quanto no primeiro filme. As próprias vitimas aparecem muito rapidamente, nenhum dos personagens que já não conhecíamos dos filmes anteriores – nem o próprio protagonista – possui carga dramática, talento ou tempo de tela suficiente para causar sentimentos no público.
[Potencial Spoiler neste parágrafo] E com a revelação nada surpreendente pelo que vemos através da participação de Cary Elwes, a conclusão é que o roteiro foi um mix de tudo o que vimos até agora: A revelação e a cena final de Jogos Mortais 2, a sequência de armadilhas principais encadeadas como a de Jogos Mortais 6 (e Jogos Mortais 4) e um policial obcecado como em Jogos Mortais 5.
As tramas paralelas só fazem atrapalhar: Jill Tuck não faz nada melhor a não ser ficar fugindo de Hoffman, é inaceitável que Matt Gibson seja tão burro ou inocente em sua investigação para interpretar cada sinal que o vilão tinha a dizer achando que Hoffman estava ficando “desleixado” (até eu que não sou uma mente brilhante praticamente vi o vilão dizendo, ISTO É UMA ARMADILHA!).
E olha que eu sempre faço vista grossa em certos buracos de roteiro como o reloginho das armadilhas que mesmo marcando 10 segundos para o fim, a cena se arrasta por mais 25. Só que desta vez não dá, a sensação é que Melton e Dunstan disseram “foda-se, vamos bolar umas armadilhas legais terminar logo isso aí“.
Meu maior desapontamento, portanto é que do mundo de possibilidades deixado pelo final de Saw 6 e o retorno de Elwes ao papel entre outros personagens vivos da “mitologia” – a família do Dr. Gordon e o próprio David Tapp de Saw 1, o filho de Erick Matthews de Saw 2, a filha de Jeff em Saw 3, entre outros – os roteiristas optaram pela saída mais fácil, do tipo como Hoffman faz faz sozinho o que uma equipe de engenheiros não conseguiria em um mês de trabalho e no absurdo de uma das revelações finais [Spoiler pesadíssimo no próximo parágrafo]: Para invadir a delegacia e tentar pegar Jill, Hoffman explode um carro nas imediações de uma cena de um crime das armadilhas para distrair os policiais, só com isso ele teve tempo de tirar um corpo do saco de cadáver, levar para seu esconderijo em uma porta secreta, vesti-lo e colocar numa cadeira para se passar por vivo. E não obstante voltar, se enfiar dentro do saco e fechá-lo por dentro(!) e ninguém nota a diferença. Duro de acreditar…
Bom, se o roteiro não é grandes coisas, as atuações também não são: Sean Patrick Flanery dá o seu melhor “cigano Igor” em emoções, especialmente para quem está vendo as pessoas morrerem a sua volta e com a esposa em perigo. Chad Donella então é o cúmulo do absurdo; sua função na trama é a mesma que já foi realizada na franquia por Danny Glover (Jogos Mortais), Donnie Wahlberg (Jogos Mortais 2), Lyriq Bent (Jogos Mortais 4), Scott Patterson (Jogos Mortais 5) e Athena Karkanis (Jogos Mortais 6), contudo é caricato e desmotivado o suficiente para ser inferior a todos eles. Betsy Russell parece que endoidou de vez na pele da transtornada Jill Tuck. Carey Elwes é soturno, mas aparece muito pouco. O filme também tem pontas do vocalista do Linkin Park, Chester Bennington, da vencedora da segunda temporada do reality show Scream Queens do canal VH1, Gabby West, e de alguns dos personagens sobreviventes dos filmes anteriores para os mais atentos.
O diretor Kevin Greutert ao menos não compromete, pois depois de ter seu contrato amarrado a produção para não rodar Atividade Paranormal 2 poderia haver uma espécie de “sabotagem” criativa. Isso não ocorre, mas não há muita paixão envolvida, tanto na direção de atores, quanto na das armadilhas, Greutert faz o papel de funcionário padrão, fica latente que os ajustes feitos por ele no roteiro duas semanas antes das filmagens começarem acabou conspirando para a aparência apressada e do excesso de cenas sem conexão com a trama principal.
A cinematografia e o visual em 3D em compensação são brilhantes, uma reclamação minha em Saw 6 foi sanada, a falta de tomadas externas. O contraste de cores dá um realce amarelado ao rosto dos personagens, um clima meio noir até. Diferente dos anteriores que empalideciam os atores tamanho o uso de luzes fluorecentes.
O 3D não é profundo como em Resident Evil 4, mas dá pro gasto. Sangue espirra e pedaços de carne voam em cenas espalhadas, só que na maior parte do tempo a única função real é dar um sentimento de profundidade razoável as cenas, não chega a ser um gimmic só pra atrair público e arrecadar mais pela diferença de preço, contudo se a grana tiver curta não precisa ficar de consciência pesada ao ver na tela convencional.
Falando nisso, o grande atrativo é a violência e o grafismo. Impulsionado pelo excelente contraste proporcionado pelo 3-D e a concorrência pesada dos últimos 7 anos, Jogos Mortais: O Final traz algumas das cenas mais explícitas da franquia, o suficiente para precisar ser editado seis vezes para conseguir uma classificação R nos Estados Unidos (qualquer coisa acima disso é fracasso comercial na certa). Repugnâncias para todos os gostos variando desde armadilhas simples envolvendo uma extração dental até outras mais elaboradas em todas as onze (recorde da série) não poupam o público dos detalhes, nada escatológico, mas ataques brandos de náusea podem pegar o espectador mais fraco de surpresa.
Resumindo: Um Jogos Mortais 5 melhoradinho. Queria deixar registrado minha ordem final de preferência da franquia, caso queiram pegar só os melhores individuais: 1, 6, 2, 3, 7, 4 e 5 (podem jogar no bicho também, kkk). Pra fechar, quando escrevi que gostei de Jogos Mortais 6 por ser “profundo”, não quis dizer que gostaria de Jogos Mortais: O Final só por ser um filme raso em 3-D.
Ao fim de tudo, apesar dos problemas, quando vi a porta se fechar em um cenário velho conhecido ao som de “Hello Zepp” pela última vez, pensei que se esta realmente for a última instalação da franquia, a ausência de um novo Jogos Mortais em cartaz no próximo mês de outubro vai fazer falta, só não sei se para alguém além de mim. Game Over.
Jogos Mortais: Os Jogos
Com o final da franquia nos cinemas (será mesmo?), ainda há a chance do público interessado de participar dos Jogos Mortais no conforto de sua casa, através dos dois jogos até o momento lançados baseados na franquia, para PC, Playstation 3 e XBox 360. Embora muito menos dolorosos como estar “in-loco“, os games trazem a tona a experiência de se colocar na pele de alguns cativos de Jigsaw, além das mais de 50 que padeceram nos filmes.
Saw: The VideoGame
Lançado ano passado a tempo para a estreia de Jogos Mortais 6 nos cinemas, este primeiro é o único até o momento que efetivamente mexe com a mitologia da cinesérie. Passado entre os filmes Jogos Mortais 1 e 2, o game conta a história do que aconteceu com o detetive Tapp ao final do primeiro filme.
Tapp acorda em um hospício abandonado preparado previamente por Jigsaw e seu comparsa Pighead. O motivo para ele estar participando é a obsessão do ex-policial para tentar capturar o maníaco. Através das etapas, Tapp deverá libertar outras pessoas que estão presas em armadilhas (incluindo Amanda Young novamente) por meios que causam dor também no protagonista. Outra personagem que faz referência ao filme é a viuva do detetive Sing jamais perdoou Tapp pela morte violenta do marido, o suficiente para negligenciar o filho e ser mais uma vitma de Jigsaw em outra armadilha.
Os demais inimigos são pessoas que estão presas no hospício e para se libertar precisam pegar uma chave que foi implantada cirurgicamente dentro de Tapp, contudo a exceção de Pighead no final, não há chefes, se constituindo num jogo contínuo muito mais elaborado nos seus quebra-cabeças simples, a maioria se tratando de construir caminhos em labirintos lógicos ou apertando um botão na hora certa.
O jogo entretém, contudo a jogabilidade não é das melhores. O game é simples esteticamente e com comandos fáceis vai se tornando repetitivo com o tempo, somado com a história que não é intrincada o suficiente para despertar um interesse maior, mas as referências aos filmes da série talvez satisfaçam mais do que aos fãs do gênero survival horror dos games.
Citando alguns exemplos Tapp veste um colar repleto de cartuchos de espingarda igual ao de Lynn Denlon em Jogos Mortais 3 e Tapp também precisará escapar de um freeser antes que morra congelado, bem semelhante a uma das vítmas deste mesmo filme. Uma das armadilhas é um pêndulo referência a abertura de Jogos Mortais 5. Usando referências mais explicitas, Tapp precisa salvar Obi Tate em um crematório (destino igual ao do personagem em Jogos Mortais 2 que morreu naquela ocasião) além de Jeff Ridenhour – que participou brevemente de Jogos Mortais original como vitima da armadilha com furadeiras e que Sing conseguiu salvá-lo – de outra armadilha.
Também citando este filme, um dos puzzles recorrentes é enfiar a mão em privadas cheia de seringas para pegar chaves (referências ao filme original e ao segundo). Há também a possibilidade de montar armadilhas muito semelhantes àquela que matou o detetive Sing em Jogos Mortais, só que todo o cuidado é pouco, você também pode ser pego por elas, inclusive enquanto abre portas.
Saw: The VideoGame oferece duas conclusões ao jogador que chegar até o final. Em uma última escolha, Tapp precisará optar por uma das duas portas: “Liberdade” onde todos os que Tapp salvou serão libertados, porém sem o ex-policial saber a identidade de Jigsaw e sem finalizar sua obssessão ou “Verdade” onde Tapp deixa todos presos no local, porém segue sua obsessão em busca de respostas.
[Spoilers sobre a final dos games nos próximos dois parágrafos] Interessante como as duas finais dão panoramas completamente diferentes sobre o game: Escolhendo “Liberdade”, Tapp liberta todos os sobreviventes e é celebrado como herói nos jornais. Mas volta a remoer sua obsessão na solidão de seu quarto, pois Jigsaw continua a solta e Tapp sem saber quem ele é e sem recursos ou pistas para prosseguir. Sem aguentar a decepção, o ex-policial comete suicídio.
Já escolhendo “Verdade” o jogo prossegue por mais um pouco e Tapp persegue a figura vestida de Jigsaw. Ele consegue pegá-la, contudo após agredir muito a pessoa encapuzada, descobre que se trata na verdade da esposa de Sing com a boca costurada participando de um último jogo para proteger o filho capturado (referência a Zepp e a final de Jogos Mortais 1?). Um flash e Tapp acorda gargalhando histéricamente amarrado como se estivesse em outra armadilha, contudo alternando a imagem suja do cenário com o mesmo personagem amarrado em uma maca em um quarto de hospital sendo observado por médicos, esta final dá a entender que Tapp enlouqueceu e que todo o game foi um delírio do protagonista. Talvez por uma falha da equipe de desenvolvimento, você não precisa jogar duas vezes para ver ambas finais, só carregar de novo.
Saw II: Flesh & Blood
Quase um ano depois, em 19 de Outubro de 2010, é lançado Saw II: Flesh & Blood, o segundo jogo também para fazer par com o lançamento de Jogos Mortais: O Final nos cinemas uma semana depois. Uma nova engine gráfica torna as imagens mais realistas e um sistema de combate totalmente remodelado. Porém com alguns puzzles exageradamente difíceis, um sistema de checkpoints meio doido e uma curva de aprendizado maior que a do jogo original, tira a empolgação do que seria uma evolução natural da franquia.
A história já destoa mais do universo do filme o que tem aspectos bons e maus, se por um lado este jogo desenvolve uma trama paralela para novas potenciais continuações, por outro, os fãs dos filmes não ficarão tão interessados pelo que a trama apresenta além das referências.
O jogo também tem finais diferentes e tudo depende do que você fizer no início do game: O jogo abre com Campbell, uma vitima de Jigsaw em uma Venus Flytrap idêntica a abertura de Jogos Mortais 2 com a diferença que você precisa sobreviver para continuar. Uma vez fora da armadilha, os comandos básicos são apresentados e mais a frente você precisa tomar uma decisão: Morrer ou viver na próxima armadilha (um corredor com paredes que se estreitam aos poucos), a final exibida depende desta escolha.
Independente do que você fizer, corta para o quarto do detetive Tapp algumas horas depois da final do primeiro game (levando em consideração a final “Liberdade”, obviamente). A polícia encontra o corpo do oficial e vasculha em busca de evidências, no local conhecemos o protagonista Michael Tapp, filho do detetive que também está atras de pistas sobre o ocorrido com o pai.
Michael é jornalista e conforme a história avança descobrimos que suas matérias escritas para o jornal sobre a cobertura dos assassinatos de Jigsaw foram comprometedoras a ponto de expor a operação frustrada sem autorização da corporação ou sequer um mandado de busca que culminou na morte de Sing no primeiro filme. Desta forma Tapp, o pai, se deprimiu o suficiente para se culpar pela morte do parceiro e justificar suas ações no restante de Jogos Mortais e Saw: The Video Game, além de implicá-lo como suspeito de ser Jigsaw. Motivos suficientes para ser capturado pelo antagonista e enviado a um hotel abandonado onde a ação inicialmente se desenrola.
O restante do game é quase um repeteco do primeiro, Michael deverá escapar das armadilhas de cenário e libertar as vitimas de Jigsaw resolvendo puzzles, a diferença para o primeiro é que na maioria das vezes há um motivo para salvá-las, pois elas contém informações que são importantes para que Michael continue no jogo.
Os outros inimigos desta vez em sua maioria não buscam liberdade, mas executar queima de arquivo: O jornalista vai adquirindo provas e informações durante o game de um cartel de drogas encabeçado por policiais corruptos que era investigado pelo detetive Tapp. Eles tentam matar Michael e outros personagens secundários para eliminar todas as pontas soltas.
Então chegamos a uma das três finais possíveis [Spoilers do Game no Próximo Parágrafo]: Se Campbell sobreviveu no final do primeiro ato, Michael é deixado a própria morte no hotel. Jigsaw liberta Campbell para encontrar o filho, contudo a vitima (que também sofre de câncer), hostiliza seu captor e acaba morto. Fim.
Contudo, se Campbell padecer em seu desafio Michael sobrevive e recebe uma fita em que Jigsaw clama que ambos são parecidos ao tentar trazer justiça a um mundo de criminosos. Então o protagonista escolhe uma de duas portas: Uma liberta o jornalista e a chance de usar as evidências encontradas no caminho para expor o cartel e a outra revela uma fantasia de porco e uma oferta para que ele se torne aprendiz de Jigsaw, neste caso o jogador não fica sabendo da decisão de Michael.
As referências ao cinema continuam neste game, apesar de menos numerosas e significativaqs: Além da Venus Flytrap da abertura, uma das envolve salvar uma pessoa de uma variação da caixa de vidro que matou Addison Corday em Jogos Mortais 2 e uma armadilha recorrente, também do mesmo filme, são pistolas armadas atrás do olho mágico de portas, como a que matou o personagem Gus Colyard.
A única referência a personagens que existem no cinema é Carla Song – capturada por Jigsaw por roubar medicamentos do hospital e vender para viciados – na cinesérie ela é a estudante de medicina que acumula o ofício de amante do Dr. Lawrence Gordon no primeiro filme.
Flesh & Blood apesar de muito parecido com seu antecessor divide opiniões: A jogabilidade ainda é um problema agravado desta vez pela agilidade que é exigida para desviar de alguns inimigos, contudo o jogo passa a ser muito mais de exploração, de apertar um botão na hora certa (inclusive nos momentos de combate), conseguir os números para abrir portas e cadeados e de resolver puzzles, alguns fáceis, outros demasiadamente complexos, tornando novamente o jogo monótono e até irritante entre os salvamentos das vítimas, só que assim como o anterior é um passatempo sem muitas pretensões que vale uma checada pelo menos.












Jogos mortais acabou no 3º filme. Mas a ganancia dos produtores forçou o publico a assistir as outras 357 merdas que foram feitas.
De longe, o pior da franquia. Gostei da participação do Cary Elwes, do grupo de apoio aos sobreviventes dos jogos… e só. Para um filme considerado de final, as subtramas não se conectam e parece que estamos vendo 2 ou 3 filmes (bem mais ou menos) em um só. As pontas soltas de toda a franquia foram mal costuradas,
(SPOILER)
exceto pelo personagem de Elwes, que fazia parte de uma teoria antiga, e que achava que não se confirmaria, mas que, baseado na participação dele, era mais do que óbvia a sua função na trama.
Meu Deus, seu comentario foi tão parecido com o que ia fazer, que se não fosse a data, acharia que tu ta me espionando aqui, rssss.
Pra mim só vale o primeiro o resto virou carne de vaca de terceira.
é legalzinho,e só. l
Vou vê pra vê se é legal. Pelo que eu me lembro da década passada, o jigsaw era um “paisão que dava uma lição de moral nas crianças” para saberem dar valor a vida na perda da mesma… eeeeu não sei se ele ou legado dele continuaram com a boa ação! Eu vo vê pra vê como que ta a série e seu fim na área cinematográfica (o que realmente aconteceu… só que não kkkk botaram mais fichas vem ai o 8)! Tem tbm o “Colecionador de corpo” que é criativo no mesmo estilo jigsaw(palavras do meu amigo). Eu vou ver o jigsaw 6 e vou ver tbm esse colecionador de corpo e espero muita lição de moral espatifando o corporal kkkk… o jogo mortal kombat eu sei que é assim ^^