4.5
(8)

A Cadeira do Diabo
Original:The Devil's Chair
Ano:2007•País:EUA, UK
Direção: Adam Mason
Roteiro:Simon Boyes, Adam Mason
Produção:Nadja Brand, Eric M. Breiman, Patrick Ewald, Adam Mason
Elenco:Andrew Howard, Pollyanna Rose, Olivia Hill, Nadja Brand, Eric M. Breiman, Gary MacKay, David Gant, Louise Griffiths, Elize du Toit, Matt Berry

Produzido, dirigido e escrito pelo multifuncional cineasta inglês Adam Mason (de Jogos Sangrentos e Rios de Sangue), A Cadeira do Diabo passou rapidamente (e sem chamar a atenção) por alguns festivais americanos e canadenses em 2007, sendo lançado mundialmente em DVD  no ano seguinte.

A trama tem início narrando o pesadelo do casal Nick e Sammy, que após invadirem um hospital psiquiátrico abandonado, são envolvidos numa sequência de eventos macabros. No porão do local eles encontram uma cadeira parecida com um instrumento de tortura medieval. Após consumirem drogas, resolvem  transar em cima do estranho artefato. Sammy é capturada pela cadeira, sangra até quase a morte, enquanto Nick, entorpecido, nada pode fazer. O rapaz é acusado de assassinato, mas acaba internado no Sanatório Hildon, já que o corpo da namorada não é encontrado. O jovem insiste que sua parceira desapareceu no ar após ficar presa na cadeira.

Quatro anos depois, Nick é inocentado e permanece sob a tutela do psiquiatra Dr. Willard, que propõe um experimento controverso: retornar ao local do suposto crime e “reviver” o fatídico dia em que Sammy desapareceu. Ainda segundo o psiquiatra, um médico chamado Dr. Blackwater teria realizado no mesmo local experiências com seus pacientes, que eram cruelmente torturados até a morte.

(o parágrafo a seguir apresenta spoilers importantes sobre o enredo do filme em questão)

O excêntrico Dr. Willard explica que o também psiquiatra Dr. Blackwater realizava suas terríveis experiências procurando provar a existência da alma humana. A cadeira, resultado destas buscas, abriria um portal para uma dimensão onde as almas serviriam de alimentos para um terrível demônio. Mas o roteiro de Mason guarda algumas pequenas reviravoltas que anulam quase tudo o que acontece durante a primeira hora de filme. Em determinado momento, é revelado que tudo o vimos até ali não passava de um delírio do personagem Nick West, que é na verdade um assassino psicótico. Ele realmente havia matado Sammy e agora, com um machado nas mãos, parte para um novo massacre. A desconstrução do que acreditávamos ser a realidade, neste caso, acaba diminuindo o pouco de originalidade que havia no roteiro. É irônico que após o twist não existam mais nem “cadeira” ou muito menos o “diabo” do título. O enredo, que já não era lá muito genial, se transforma em um slasher dos ruins.

O elenco é formado pelo quase sósia (até a voz é parecida) de Jason Stathan, Andrew Howard (Rios de Sangue, Transformers) vivendo o protagonista Nick West e uma versão pobre do Christopher Lee, David Gant, interpretando o Dr. Willard. Completam o elenco as belas vítimas Nadja Brand (Jogos Sangrentos), Pollyanna Rose (Turistas), Louise Griffiths (Tekken) e Elize du Toit.

A narrativa e a edição em A Cadeira do Diabo pecam por tentarem, sem sucesso, serem inovadores e inteligentes. O fato do protagonista Nick West narrar o desenrolar da trama já levanta algumas suspeitas sobre a veracidade dos acontecimentos narrados. Em determinados momentos, num lapso metalinguístico, o narrador se volta para o espectador e questiona como alguém pode gostar de ver tanto sangue ou filmes trash como o que está sendo exibido. A edição, irritantemente, insiste em congelar a todo o momento as imagens, num procedimento que lembra mais filmes de comédias do que os de horror.

Apesar de uma boa dose de sangue, falta carisma e originalidade ao longa de Mason, que é enfadonho e confuso e em muitos momentos beira o amadorismo. Enfim, o leitor que arriscar conferir com os próprios olhos esta preciosidade, sinta-se à vontade. Só não espere ser muito bem recompensado. Fica ainda uma última reflexão: o alemão Uwe Boll parece não ser o único diretor “ruim” do universo – nem o pior do mundo, como alguns afirmam por aí. Tem muita gente quase no mesmo nível, como nosso amigo Adam Mason

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Média da classificação 4.5 / 5. Número de votos: 8

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5 Comentários

  1. Assisti este filme a uns dez anos ou mais atrás, fiquei sem entender desde aquela vez, assisti novamente após um longo período, pra ver se não havia compreendido por conta da idade, hoje com 22 anos, vi que realmente não era questão de compreensão e sim da falta de conexão dos fatos no filme.
    O filme entrega um trailer instigante para o filme, porém o roteiro não faz sentido, fora a controvérsia de saber se você está vendo um filme de terror ou uma comédia.

  2. A busca pela felicidade pode se tornar fonte de grande infelicidade. Afinal, na ânsia por sermos felizes o tempo todo, tendemos a nos sentir como se estivéssemos perdendo tempo, na maior parte de nossa vida em que não felizes, ou sequer alegres. Nesse caso, mais do que a busca desenfreada da felicidade como um fim em si mesmo, que muitos advogam, defendem e vendem por aí, inclusive através de livros de autoajuda, nós devemos buscar primeiro o cumprimento do dever, não rechaçando, claro, a felicidade se esta se nos apresentar.

    Então, é de saltar aos olhos a dedicação que o crítico parece colocar à análise de um título que, realmente, é muito ruim. Resta-nos especular se o fez assim com tanto esmero porque temos uma tendência natural a falar mal de qualquer coisa, ou se costuma fazer tudo bem feito, por simples hábito, já que, como dizia Aristóteles: “Somos o que repetidamente fazemos: a excelência, portanto, não é questão de sorte, mas de hábito”.

  3. Assisti o trailer e achei assustador, o que me fez procurá-lo até encontrar. Isso foi ha quase dez anos, mas é dificil esquecer um filme tão ruim. Essa reviravolta é ridícula, cheia de furos. Como a namorada dele morreu? Derreteu com àcido? E aquela fala ao contrário no final? Deu pra perceber que esse diretor faz tudo aí achou que estava fazendo uma obra prima inovadora. Que nem um certo diretor indiano que passou anos acumulando fracassos por aí…

  4. Assisti a cadeira do diabo e sinceramente pensei,”-filme de baixo orçamento, furos no roteiro , n me flagelaria se gastasse meu tempo por estar ciente que poderia ser um fiasco.” bom, foi e não foi. A sensação foi de entrar num grande susto e sair dele numa piscada, senti como viajasse na maionese e respirei fundo para continuar assistindo… E vem o final conseguindo levantar o filme, quase aplaudo de pé pela ênfase de não ter perdido o total tempo perdido nele. Presentiaria com pontuação 2,5

  5. muito ruim,sem falar na fotografia que é horrorosa.

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