![]() Premonição 5
Original:Final Destination 5
Ano:2011•País:EUA, Canadá Direção:Steven Quale Roteiro:Eric Heisserer Produção:Craig Perry, Warren Zide Elenco:Nicholas D'Agosto, Emma Bell, Miles Fisher, Ellen Wroe, Jacqueline MacInnes Wood, P.J. Byrne, Arlen Escarpeta, David Koechner, Courtney B. Vance, Tony Todd, Brent Stait, Barclay Hope |
por Gabriel Paixão
A primeira coisa que você deve estar se perguntando se está lendo este artigo e já assistiu as “premonições” anteriores é: depois de quatro filmes e uma grande contagem de corpos, ainda há alguma história a ser contada? Ou este filme é só mais um amontoado de cenas de morte? Bem, caro infernauta, se esta é a sua dúvida já abro este artigo dizendo de antemão que, sim, Premonição 5 é mais um amontoado de mortes sangrentas e criativas, porém isto não impede os realizadores de pelo menos tentar algo diferente. Afinal, se a Warner Bros. quer fazer da franquia seu filão Jogos Mortais e lucrar, pelo menos nós, espectadores temos que fazer valer nosso rico dinheirinho, não acham?
Chegando as telas brasileiras em 23 de setembro, pouco mais de 1 mês após seu debut americano (aprendeu agora né, dona Playarte?), Premonição 5 foi novamente rodado em 3-D como seu antecessor, todavia na cadeira de diretor, uma novidade na franquia: David R.Ellis sai para a entrada do novato Steven Quale, diretor de segunda unidade de Titanic e Avatar, ambos de James Cameron.
Tudo o que você precisa saber sobre o roteiro é que na empresa de papel que convenientemente se chama Presage os empregados do escritório estão se preparando para um retiro de dois dias onde se integrarão para uma produtividade maior, os personagens principais são apresentados de modo estereótipo com paralelo só em Todo Mundo em Pânico: o mocinho Sam (Nicholas D’Agosto), que sonha em ser um grande chef, mas encontra barreiras logísticas na namorada Molly (Emma Bell, The Walking Dead), o melhor amigão Peter (Miles Fisher, o Tom Cruise de Ciudad del Este) e a namorada meio-nerd Candice (Ellen Wroe), a gostosona Olivia (Jacqueline MacInnes Wood), o feioso metido a comedor Isaac (P.J. Byrne, Um Jantar para Idiotas), o supervisor negro Nathan (Arlen Escarpeta, Sexta-Feira 13 remake) e o chefe “filho-da-puta” Dennis (David Koechner, The Office).
São estes oito que saem do ônibus e escapam da morte certa devido a premonição tida por Sam referente a uma ponte suspensa em manutenção. E é uma cena grandiosa e bem realizada, incrível, altamente valorizada em profundidade pelo 3-D, de fato é a com maior duração de toda a franquia: são mais de 4 minutos entre destruição e sanguinolência.
Enfim, como é de praxe para quem já é acostumado, a polícia (na figura do agente Jim Block, interpretado por Courtney B. Vance) tenta encontrar uma explicação e não consegue, os sobreviventes ilesos da grande tragédia, chamados pela imprensa de “Lucky 8? (os oito sortudos), são dizimados um a um por terem enganado a morte, até que descobrem um viés inédito na franquia: que podem ter uma chance de equilibrar a balança se encontrarem outras pessoas para morrer em seus lugares.
É visível que os efeitos digitais evoluíram muito quando comparados com o anterior, seja em qualidade quanto em quantidade, apesar do orçamento ter ficado na casa dos 40 milhões de dólares como o anterior. O 3-D faz grande diferença e é utilizado sabiamente em quase todas as tomadas em que lhe é exigido (talvez pela experiência do diretor com Avatar). Na primeira metade o filme é divertido e saborosamente sádico, rememorando os bons momentos do melhor filme da série (pelo menos, na minha opinião) Premonição 2. E a volta de Tony Todd a franquia numa participação mais substancial que nos dois primeiros filmes dá um destaque ainda mais nostálgico a fagulha de trama que intercala as cenas violentas.
Porém dois fatores principais corroem a experiência que poderia torná-lo incrível de ponta a ponta: na segunda metade, quando a guinada na trama acontece, a fuga da morte deixa de ser o fator primordial para o roteiro e cai na besteira de “aprofundar” o filme com o dilema moral de cometer homicídio para livrar a própria barra com a morte – isto toma muito tempo de cena e corta qualquer suspense, pois o blá-blá-blá incessante deixa as mortes posteriores súbitas, esquemáticas e pouco criativas, coisa que não acontecia na primeira metade. Dá vontade de gritar pro projecionista: “Aperta o FF aí que eu quero ver a próxima vitma!”.
Segundo, o próprio roteiro em si com suas soluções fáceis… Se nos anteriores, os protagonistas descobrem por si mesmos o que está acontecendo, neste eles tem praticamente uma aula com o legista interpretado por Tony Todd onde tudo “faz sentido” para eles e posteriormente num clímax final, a drástica decisão de um dos personagens dentre tantas outras possibilidades que acaba apelando para a ignorância e para a inteligência de quem assiste. Para não falar das tentativas frustradas de se colocar um certo drama no casal protagonista. Agravado pelo elenco fraco (a exceção de Tony), personagens com grande potencial que são muito mal desenvolvidos e os diálogos beirando o ridículo.
Para a quinta instalação de uma franquia chamada Premonição iniciada 11 anos atrás, pode ser que esteja querendo demais, mas já que estamos com 5 filmes na cinessérie e chegou a hora de ousar, não seria nada de mais colocar um pouco de foco sobre porque raios os protagonistas recebem esse “dom instantâneo” de reverter suas mortes e quem é, afinal, o misterioso legista que sempre está as voltas com as mortes que acontecem.
Não posso negar, contudo, que o roteirista Eric Heisserer (do remake de A Hora do Pesadelo) não tenha se esforçado para colocar sangue novo em uma fórmula já batida, com direito até a “final surpresa” (entre aspas, pois quem assistiu aos filmes mais recentemente vai sacar com bastante antecedência) mas é nítido que nas cenas mais sangrentas quando a “morte” é mais sutil, quase como uma máquina de Rube Goldberg, os efeitos práticos no espectador são muito, muito mais aproveitados.
Enfim, entre mortos (e muito bem mortos!) e feridos, Premonição 5 serve de pedido de desculpas e consegue ofuscar a má impressão dos dois anteriores e diverte bastante, fechando a pentalogia com a cena mais empolgante do filme: um imperdível recap das vítimas dos quatro primeiros filmes ao som de If You Want Blood (You’ve Got It) do AC/DC… Nada mais apropriado, afinal o público que pediu por sangue o terá até a última gota. E que venha o próximo destino final!







Tenho todos os filmes dessa franquia e adoro as mortes são muito criativas.
tenho que assistir essa Premonição da Quinta Avenida final!!!
Mto boa essa quinta parte!
É realmente uma surpresa eles decidirem fazer algo decente depois do quarto filme, ao invés de apenas tentar lucrar com outro filme ruim em 3D. Acho que se eles quiserem fazer outro filme terá de ser algo mais perto do suspense, como no primeiro filme (eu considero ele mais suspense que terror), pq se for pra mostrar mais mortes em 3D a franquia vai acabar no sexto filme.
E QUE VENHA MESMO UM PRÓXIMO FINAL DESTINATION,ADORO ESSA FRANQUIA,E ESSE É DEMAIS ASSIM COMO OS OUTROS.SÓ O 4 QUE DEIXOU A DESEJAR,MAIS MESMO ASSIM MERECE SER VISTO,AMOOOOOOOOOOOOOO ESSA FRANQUIA DEMAIIIIIIIS.