![]() Chat - A Sala Negra
Original:Chatroom
Ano:2010•País:UK Direção:Hideo Nakata Roteiro:Enda Walsh Produção:Laura Hastings-Smith, Alison Owen, Paul Trijbits Elenco:Aaron Taylor-Johnson, Imogen Poots, Matthew Beard, Hannah Murray, Daniel Kaluuya, Megan Dodds, Michelle Fairley, Nicholas Gleaves, Tuppence Middleton, Ophelia Lovibond, Richard Madden |
Não se engane pelo título nacional ou pela exibição na capa do nome Hideo Nakata e dizeres que se referem a ele como o diretor de The Ring. Ao contrário do que é mostrado, ele não dirigiu O Chamado, apenas a versão original e a continuação americana. Talvez a intenção seja associar o cineasta como rótulo de produção assustadora, mas não é o caso de Chat – A Sala Negra. Trata-se um drama psicológico, com alguns elementos de thriller e uma condução que remete ao fantástico, embora não avance mais do que a narrativa se propõe.
Quem já experimentou salas de bate-papo sabe que o ambiente é virtual, um espaço onde as pessoas se manifestam como querem, assumem personalidades e criam sua própria identidade. Embora sejam separadas por faixa etária e assuntos, os chat-rooms recebem visitantes de vários estilos que se endeusam no local, enquanto, muitas vezes, escondem uma vida particular diferente da apresentada. Há os valentões, os interesseiros, os safados, os pedófilos…trocando informações com pessoas bem intencionadas, sentimentais, ingênuas e, principalmente, carentes. Como antigo frequentador das salas virtuais, posso dizer que já me deparei com situações bizarras, engraçadas e até assustadoras envolvendo os participantes.
Talvez como forma de alerta ou apenas uma visão distorcida dessa forma de entretenimento Nakata tenha aceitado dirigir o roteiro e peça teatral escrita por Enda Walsh. Na trama, cinco jovens se encontram numa sala de bate-papo intitulada Chelsea Teens!, criada pelo perturbado William (Aaron Johnson, de Kickass – Quebrando Tudo). Enquanto apresentam suas personalidades, o grupo demonstra ter problemas na vida pessoal, seja através da inveja que sente pelo irmão, pela distância dos pais e até mesmo por nutrir uma paixão secreta por uma criança.
Eva (Imogen Poots, de Extermínio 2) se encanta com a dialética de Will, permitindo que ele até resolva um problema pessoal em sua busca pela carreira de modelo. Ainda há o solitário Jim (Matthew Beard), a infeliz e tímida Emily (Hannah Murray) e o problemático Mo (Daniel Kaluuya), que se sente atraído pela irmã de 11 anos de seu melhor amigo. Com todos esses problemas se confrontando, torna-se fácil para Will manipular o grupo para conseguir o que quer: há uma sala – dark place -, cujo ambiente depressivo pode conduzir a pessoa ao suicídio, e esse local passa a ser o objeto de desejo do rapaz. Será que ele seria capaz de conduzir alguém para um ato drástico como esse?
As conversas virtuais são exibidas de forma física na produção, mostrando literalmente os personagens numa sala, trocando informações. O recurso torna-se interessante porque você nota que os diálogos parecem digitados, bem distantes de um batepapo entre pessoas presentes: note como uma mentira é contada em certo momento do filme, dificultando para que os demais saibam o que realmente acontece. E há também a possibilidade criativa de postar vídeos e fotos, coisas comuns em chats, mas esquecidas em produções como Mensagem para Você e Confiar, por exemplo.
Fica evidente que Nakata quis remeter seu filme ao clássico Clube dos Cinco, embora as personalidades não são tão fortes como no longa de John Hughes, lançado em 1985, assim como o elenco é bastante limitado para assumir tal importância. Aliás, um dos pontos mais fracos da produção está exatamente em não estabelecer vínculo com o espectador, devido a falta de tridimensionalidade das personagens.
Chat – A Sala Negra não é um filme ruim, mas está distante de uma recomendação. Como desenvolve diálogos fúteis – típicos da adolescência -, pode ser que o espectador se encontre ausente por diversas vezes ou até opte por mudar de sala.






Salas de bate-papo tem de tudo, nunca se sabe ao certo com quem está conversando, se tivesse um desenvolvimento mais dinâmico o filme seria melhor
OlÁ!!! Este filme eu passo neste momento para os alunos da turma que ministro aulas, pois vivemos no momento da dependência tecnológica. Marcelo, valeu pela dica.
Eu amo esse site! Lembro que eu acessava ele quando eu tinha uns 14 anos, hoje tenho 26.
Lembro do fórum que tinha para descobrir qual era o filme.. quantos filmes maravilhosos descobri com ele!!
Bom saber que vocês ainda se mantêm firme! Adoro a criatividade de vocês no nome das coisas, como Boca do Inferno, nome forte, sempre gostei! Horreviews, também é ótimo! haha, parabéns galera!
Uau! Amei o comentário! Muito obrigado!!
🙂
um filme regular,mas dá pra assistir,vale pelo Aaron e pela Imogem.
Gosto muito desse filme! Aaron Taylor-Johnson e suas expressões luciféricas são de assustar mesmo! O clima é bastante denso, e eu curto isso em filmes teen. Concordo que as personagens poderiam ter sido melhor apresentadas, a fim de que realmente a gente se importasse com o que elas fariam de fato com suas vidas após o logoff da chatroom.
Só não entendi a referência a Confiar sobre a possibilidade criativa de postar fotos e vídeos: o pedófilo também mandava fotos de si próprio para a menina, mas é óbvio que eram fotos de quando ele tinha 15 anos, hehe!