O Bebê de Manhattan (1982)

Manhattan Baby (1982)

O Bebê de Manhattan
Original:Manhattan Baby
Ano:1982•País:Itália
Direção:Lucio Fulci
Roteiro:Elisa Briganti, Dardano Sacchetti
Produção:Fabrizio De Angelis
Elenco:Christopher Connelly, Laura Lenzi, Brigitta Boccoli, Giovanni Frezza, Cinzia de Ponti, Cosimo Cinieri, Andrea Bosic, Carlo De Mejo, Enzo Marino Bellanich, Mario Moretti, Lucio Fulci

O pior filme de Lucio Fulci / Confuso e sonolento / Chato do início ao fim / Um dos piores filmes de horror de todos os tempos

Veja bem, estes são apenas alguns dos elogios que fazem parte da reputação de Manhattan Baby, último grande filme de horror dirigido pelo mestre do terror italiano Lucio Fulci na antiga produtora Fulvia Films (onde concebeu pérolas como The Beyond e A Casa do Cemitério). A produção de 1982 é tão chutada tanto pelos fãs do gênero quanto pelos fãs de Fulci que não descansei até não encontrá-la para uma revisão.

Revisão” porque, a bem da verdade, já tinha visto Manhattan Baby há alguns séculos, quando a Bandeirantes exibiu o filme com o nome O Bebê de Manhattan num domingo à noite. Como nesta época da Antigüidade eu ainda era uma criança com seus 10 anos de idade, pouco me lembrava do filme a não ser alguns detalhes esparsos, como uma mulher que tinha os olhos brancos e um negrão que caía no fosso do elevador. E amém. Não tinha como argumentar se o filme era bom ou se era ruim.

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Como esta pérola rara tinha sido lançada no Brasil pela extintíssima Video Ban lá no final dos anos 80, topar com uma cópia do filme por aí era impossível. Até que um bom amigo chamado Reinaldo Gonzaga, exímio garimpador de sebos e lugares obscuros, conseguiu este VHS raro para mim por míseros 8 reais. Era a segunda chance de Lucio Fulci, ou seja, finalmente eu poderia argumentar sobre a ruindade ou não de seu Manhattan Baby.

Bem, sinceramente… O filme é ruim! Mas não tão ruim quanto dizem. É melhor que muita porcaria feita pelo cinema americano até hoje, mas mesmo assim… não é um filme de Lucio Fulci! Quer dizer, É, mas não parece!

Só para começar, vocês já imaginaram um filme de John Woo sem tiroteios? Ou um filme de Quentin Tarantino sem palavrões? Ou um filme de Zalman King sem peitos de fora? Ou um filme feito em Hong-Kong sem pelo menos um soco ou chute??????? Pois Manhattan Baby é um filme de Lucio Fulci que não tem gore, sendo que o diretor é justamente conhecido pela extrema violência e sanguinolência de seus filmes!!! Por aí se percebe que alguma coisa está errada. Afinal, Lucio Fulci tentando fazer um terror psicológico, sem mostrar sangue e mutilações, soa meio esquisito, ou não?

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Até não soaria, se Manhattan Baby realmente fosse assustador. Mas não é. Seus sustos são fraquíssimos e canhestros, com efeitos fracos, mortes off-screen e muita bobagem. Pouco ou nada faz sentido, mas isso é tradicional nos filmes de Fulci. O problema é que aqui ele exagera. Lá pela metade nada faz sentido MESMO!

O pior é que o filme começa bem, no Egito. Um arqueólogo americano chamado George Hacker (interpretado pelo canastrão supremo Christopher Connelly, astro de filmes como Os Caçadores de Atlântida e 1990 – Os Guerreiros do Bronx) está fazendo escavações em uma antiga tumba enquanto sua esposa Emily (Martha Taylor, em seu único papel no cinema) e a filhinha Susie (Brigitta Boccoli) passeiam por ruínas nas proximidades.

George desenterra um velho bloco de pedra repleto de inscrições antigas que, ele acredita, fazem sentido dentro da sua pesquisa – qual é a pesquisa nós nunca ficamos sabendo, já que o roteiro esquece de desenvolver esta parte. Emily está encantada tirando fotos das ruínas e Susie encontra uma misteriosa mulher vestida de preto e com os olhos branquinhos (como Fulci faz questão de mostrar no seu tradicional superclose dos olhos, repetido infinitamente durante todo o filme).

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A mulher aproxima-se da menina e fala uma frase enigmática: Tumbas são para os mortos. Depois passa às suas mãos um antigo colar egípcio e simplesmente desaparece do nada! Apesar disso, Susie não estranha o fenômeno e nem comenta nada com a mãe. Pior: guarda o velho amuleto, que obviamente é amaldiçoado – caso contrário, não teríamos um filme de horror!

Paralelamente, George decide visitar uma antiga e amaldiçoada tumba (lógico), onde os nativos egípcios se recusam a ir. Um deles não tem medo e resolve acompanhá-lo. Seu nome é Vítima Número 1. hehehehe. A dupla desce até o interior da pirâmide, que apesar de estar lacrada há séculos nem tem teias de aranha, e logo topa com uma esquisita (e inverossímil) armadilha: um buraco na parede dispara (isso mesmo, dispara) uma serpente para cima dos heróis! Quer dizer, mesmo considerando que os egípcios tenham inventado um aparato para disparar uma serpente, quanto tempo a cobra teria que ficar viva lá dentro até aparecer algum trouxa e acionar a armadilha???

A não ser, claro, que dentro da armadilha tenha se desenvolvido toda uma geração de cobras, que passaram milhares de anos esperando que algum desavisado entrasse lá e acionasse a armadilha. Então, pode-se dizer que a cobra que nossos heróis encontraram era a tataratataraneta da primeira cobra colocada lá. Não que isso importe muito, porque a serpente logo vai para o saco, quando o heróico egípcio que acompanha o arqueólogo explode ela a tiros. A cena é bem realista e desconfio que usaram uma pobre cobra de verdade…

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Mas logo George, que de Indiana Jones não tem nada, aciona outra armadilha, o piso se abre aos pés da dupla e eles caem sobre um monte de estacas. O pobre egípcio é empalado (cadê o sangue, Fulci???), mas George consegue acrobaticamente escapar de uma forma que até agora eu não entendi. Ele então vê um desenho na parede que parece muito com o medalhão que sua filha ganhou da misteriosa mulher cega. Logo, uma luz azulada se forma no desenho, George grita e dois dos raios mais falsos já mostrados no cinema saem da parede e acertam o arqueólogo bem nos olhos, deixando-o cego.

A história tem continuidade aonde??? Nova York, claro. Afinal, o título do filme é Manhattan Baby, certo? Aliás, esqueçam este título. A história não tem nenhum bebê, e não consigo imaginar outra utilidade para este título que não seja chupar diretamente O Bebê de Rosemary.

George e Emily estão num oculista. Mais alguns supercloses de olhos e o doutor faz um diagnóstico impressionante: Você voltará a enxergar daqui há um ano. hahahaha. Isso sim que é médico! Ele coloca alguns curativos brancos cobrindo os olhos do arqueólogo (para que Connelly não precise se esforçar muito para interpretar o papel de cego) e tudo volta à normalidade. Somos apresentados aos outros personagens da trama: o chatinho Tommy, filho menor do casal (interpretado pelo loirinho Giovanni Frezza, que trabalhou com Fulci em A Casa do Cemitério), e a babysitter Jamie Lee (Cinzia de Ponti, que morreu em New York Ripper, filme anterior do diretor). O nome da personagem é citação direta a Jamie Lee Curtis e seu papel de babá em Halloween.

Dr. Lucio Fulci
Dr. Lucio Fulci

Começa então a parte chata do filme. Aos poucos vamos desconfiando que Susie está possuída por um antigo e malvado demônio egípcio graças ao medalhão amaldiçoado que ela ganhou (e que passa a usar no pescoço). Estranhos fenômenos passam a acontecer, mas nada muito emocionante: numa noite de tempestade, um reflexo do medalhão aparece na janela e Susie grita desesperada; ela abre uma gaveta e encontra um escorpião em seu interior; uma gravação feita por George registra gritos terríveis do além, e por aí vai. Resta dizer que em determinado momento raios azulados saem de um espelho comum, vindos sabe-se lá de onde, e fazem com que o arqueólogo recupere a visão. Mas não há grandes explicações para o fenômeno, isso simplesmente acontece, e pronto!

É mais de meia hora de lenga-lenga até que as coisas comecem a esquentar. Certa noite, por exemplo, Jamie Lee não consegue encontrar as crianças na casa e liga para o segurança do prédio. O segurança é o tal negrão que falei no começo do texto, que pega o elevador para subir até o andar e o negócio (o elevador, não o negrão) começa a sacudir temerosamente. O segurança então tenta desesperadamente abrir as portas, arrebentando as pontas dos dedos no processo (mas nada tão violento que as unhas quebradas de Katherine MacColl em Pavor na Cidade dos Zumbis), mas logo o fundo do elevador cai, e com ele a pobre vítima (cadê o sangue, Fulci???). Misteriosamente, ninguém nota o sumiço do cara até o final do filme!

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Outra grande ameaça do filme é quando a porta do quarto das crianças não abre! Parece selada por magia! hehehehe. Carlo De Mejo, que apareceu como um psiquiatra em Pavor na Cidade dos Zumbis, aqui interpreta Luke, um jornalista engraçadinho que trabalha com Emily numa revista. É aquele tipo de personagem insuportável que só aparece mesmo para morrer, embora o ator seja o mais simpático do elenco. Ele acompanha a colega de trabalho até sua casa para tentar resolver o enigma. Começa uma encenação para brincar com as crianças, cheia de abracadabra e hocus pocus, mas quando vai abrir a porta do quarto é fulminado por um raio e desaparece com um grito infernal.

Emily sobre rapidamente até o quarto e só encontra um punhado de areia no chão. Mesmo assim, pelo restante do filme, tanto ela quanto George acreditam que se trata de mais uma brincadeira de Luke e nem estranham seu desaparecimento!!! Pode uma coisa dessas??? O melhor de tudo é que o casal manda analisar a areia e descobrem que se trata de areia do Nilo! E mesmo assim não suspeitam de que alguma coisa sobrenatural possa estar acontecendo! E mesmo assim não se preocupam em procurar pelo pobre Luke ATÉ O FINAL DO FILME!!! Quer dizer, é perfeitamente normal que uma pessoa desapareça num apertado apartamento nova-iorquino. Porra, mesmo que ele estivesse fazendo uma sacanagem, o cara não aparece mais em casa nem no trabalho, e mesmo assim NINGUÉM DESCONFIA!!! hehehehe. Corta para uma cena no Egito, mostrando o corpo sem vida de Luke atirado ao lado de uma pirâmide!!! Ou seja, o raio que fulminou Luke quando ele entrou no quarto das crianças o teletransportou para o Egito!!!

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Enquanto isso, Susie vai ficando mais e mais possuída pelo espírito egípcio. Certo dia, quando ela está passeando com Tommy e Jamie Lee, a babá tira uma foto Polaroid da menina e nada aparece no retrato. Deixada para trás, a foto finalmente se revela, mostrando não a menina, mas sim um close no amuleto egípcio. Uma velha misteriosa (claro) aparece do nada e pega o retrato para si. Esqueça a velha, porque ela não faz qualquer diferença na trama.

É quando entra em cena uma figura também misteriosa chamada Adrian Mercato (Cosimo Cinieri), um vendedor de antiguidades que parece saber muito a respeito do amuleto demoníaco. Ele tenta alertar George e Emily, mas o casal não dá ouvidos. Então Jamie Lee também desaparece, como Luke, e mesmo assim o casal não estranha o fato! Argh! Em seguida Wiler (Enzo Bellanich), um amigo do arqueólogo, que investigava a história por trás do amuleto, morre picado por uma serpente venenosa em plena biblioteca pública. Aí sim a dupla de heróis começa a desconfiar que algo está errado.

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O casal então pede ajuda a Mercato e aí é que a trama degringola de vez, virando uma cópia medíocre de O Exorcista, arrastando-se sem criatividade. Tudo aquilo que a mãe faz com a menina no início de O Exorcista os pais de Manhattan Baby fazem no final (levar para o médico e tal). Isso vai até a conclusão forçadamente feliz, onde finalmente somos brindados com uma cena de gore (aleluia!), onde três aves empalhadas atacam um dos personagens centrais da história, furando seus olhos e devorando seu rosto. Mesmo assim, dá para ver os fios que seguram as aves, fazendo com que o espectador dê risada, constrangido com a pobreza da produção.

No final, muita coisa fica sem explicação. Exemplos: qual o interesse do tal demônio em Susie? Qual seu objetivo em fazer as pessoas aparecerem e desaparecem, ao invés de matá-las de uma vez? O que Mercato tem a ver com a história, já que ele parece saber muito sobre o amuleto demoníaco e sobre a própria família Hacker? E finalmente: por que George perde a visão dentro de uma tumba egípcia com dois raios azuis disparados nos olhos apenas para recuperá-la uma semana depois, novamente com dois olhos azuis disparados nos olhos???

A verdade verdadeira é que Fulci realizou Manhattan Baby sem o menor empenho. O filme se resume a meia dúzia de boas situações esparsas (o desaparecimento de Luke e posterior reaparecimento em pleno Egito é uma daquelas cenas que não saem da cabeça), a um clima arrastado de suspense que não se concretiza (o espectador não tem aquela ideia de perigo iminente, como em The Beyond, até porque NADA acontece), e os inúmeros supercloses nos olhos dos personagens chegam a irritar em determinado momento. Especialmente numa cena de diálogo entre George, Emily e Mercado mostrada apenas com supercloses nos olhos do trio!!! Putz! Fulci realmente tinha algum fetiche por olhos!

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Mas o pior é o desperdício de talentos: este é o único trabalho de Fulci com o simpático Christopher Connelly, astro de dezenas de produções classe B italianas até sua morte, por câncer, em 1988 (seu último papel foi como vilão no faroeste Django Strikes Again). Também chega a ser lamentável que um filme sem gore e sem grandes efeitos especiais tenha na sua equipe o brilhante maquiador Maurizio Trani, responsável pela maquiagem de filmes como New York Ripper e A Casa do Cemitério, ambos de Fulci. Ele só tem uma chance para exercer seu talento na carnificina no final.

Outro colaborador habitual de Fulci envolvido em Manhattan Baby é Fabio Frizzi, novamente o responsável por uma trilha sonora tétrica e arrepiante, especialmente na primeira parte do filme.

É uma pena ter que concordar com as críticas negativas, logo eu que sou um verdadeiro adorador do cinema italiano, mas Manhattan Baby é mesmo o pior filme de Lucio Fulci (embora seu trabalho posterior, Aenigma, também seja muito ruim). Mas a falta de empenho do cineasta neste filme é justificada: Fulci era obrigado a fazer mais um filme para a Fulvia Films e o produtor Fabrizio de Angelis estava pressionando ele e o roteirista Dardano Sacchetti (colaborador habitual do cineasta) para fazerem uma cópia barata de Poltergeist, de Tobe Hooper, então um sucesso de bilheteria em todo o mundo.

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Sacchetti escreveu em apenas três dias um roteiro misturando escavações arqueológicas (já que também estava na moda o personagem do herói arqueólogo, graças à estreia de Os Caçadores da Arca Perdida no ano anterior), os toques de Poltergeist (pessoas desaparecendo em portas de casa, parapsicologia) e a possessão demoníaca chupada diretamente de O Exorcista. Há ainda a referência (só no título e no nome do personagem Mercato) a O Bebê de Rosemary. O problema é que depois do início criativo e bem realizado no Egito, o filme perde o fôlego por resumir-se, basicamente, ao apartamento da família em Manhattan. Apartamento que, diga-se de passagem, logo se torna muito pequeno para o desenrolar da ação, cansando o espectador.

A produtora Fulvia Films passava por dificuldades financeiras na época de produção deste filme (e com ela a maioria das produtoras italianas); por isso, Manhattan Baby foi realizado a toque de caixa, o que em parte explica os fracos efeitos especiais. Some-se a isso o fato de Fulci estar de saco cheio de fazer filmes de horror (como declarou em entrevista na época) e temos o porquê do filme ter saído tão ruim. Era desde 1979, quando lançou Zombie, que ele dirigia um ou até dois filmes de horror por ano sem parar. É óbvio que o cineasta fez este último sem qualquer pretensão, apenas para ganhar seu pagamento e cumprir o contrato com Fabrizio de Angelis.

De qualquer forma, Manhattan Baby foi o último filme de Lucio Fulci exibido nos cinemas nos Estados Unidos. Suas próximas obras seriam feitas por produtoras menores, e a partir de então os filmes italianos de segunda linha dificilmente entravam no circuito internacional, sendo exibidos apenas nos cinemas europeus.

E depois de sua participação em Manhattan Baby (onde inclusive interpreta o papel do médico dr. Forrester), Fulci realmente tentou dar um novo rumo à sua carreira, dirigindo uma sangrenta aventura medieval copiada de Conan, chamada La Conquista (1983, inédito no Brasil), uma ficção científica pós-apocalíptica chamada The New Gladiators (1984, inédita no Brasil), cuja trama lembra o posterior O Sobrevivente, com Schwarzenegger, e Murder Rock (1984), de longe a maior porcaria feita pelo diretor, misturando Flashdance e Sexta-feira 13.

Para a desilusão do próprio Fulci, ele só seria novamente celebrado pelos fãs ao voltar à produção de filmes de horror. E qualquer coisa que ele fez fora do gênero durante este período acabou esquecida.

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Felipe M. Guerra

Felipe M. Guerra

Jornalista por profissão e Cineasta por paixão. Diretor da saga "Entrei em Pânico...", entre muitos outros. Escreve para o Blog Filmes para Doidos!

3 comentários em “O Bebê de Manhattan (1982)

  • 08/03/2018 em 18:19
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    Um filme que aluguei quando tinha uns oito anos , e estava com problema , ai devolvi e aluguei outro . Séculos depois baixei essa pérola . E com certeza o pior filme de terror que já vi na vida . Sem emoção nenhuma . Que decepção Fulci .

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  • 25/06/2017 em 16:18
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    Tenho esse vhs lançado pela vídeo cast

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  • 03/08/2014 em 02:23
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    Sem gore é o principal motivo pra mim não me interessar em ver Manhattan Baby , até parece que não é um filme de Fulci . E pelo que o Felipe diz sobre o filme deve ser muito ruim mesmo .

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