![]() Poltergeist II: O Outro Lado
Original:Poltergeist II: The Other Side
Ano:1986•País:EUA Direção:Brian Gibson Roteiro:Mark Victor, Michael Grais Produção:Michael Grais, Mark Victor Elenco:JoBeth Williams, Craig T. Nelson, Heather O'Rourke, Oliver Robins, Zelda Rubinstein, Will Sampson, Julian Beck, Geraldine Fitzgerald, Susan Peretz, Noble Craig, Kelly Jean Peters, Jaclyn Bernstein |
A maldição de Poltergeist se concentra em suas continuações. Não havia necessidade realmente de realização de outros filmes, além da obra original, lançada em 1982, na parceria afinada de Tobe Hooper e Steven Spielberg. Independente de quem realmente tenha assumido as rédeas do longa, Poltergeist foi um absoluto fenômeno, levando as produções que envolvem casas assombradas a um novo nível, algo que já havia se iniciado dois anos antes com O Iluminado, de Stanley Kubrick. O pesadelo da família Freeling, portanto, moradores de uma residência comum em Cuesta Verde, passaria a ser uma das principais referências do subgênero e uma das produções mais importantes dos anos 80, com cenas memoráveis de horror sobrenatural. Tudo envolto em uma interessante crítica à febre dos televisores, que, com o lançamento dos aparelhos de VHS, trazia sinais de que estaria despontando uma geração de pessoas escravas das telas pequenas ao ponto de evitar o contato social e a ida aos cinemas. Somam-se a isso os problemas que as antenas causavam desenvolvendo “fantasmas” na sintonia das imagens.
Com o imenso sucesso comercial, sendo considerado o melhor filme de 1982 pelos críticos, com indicações ao Oscar e premiações no Saturn Award, Poltergeist também conquistou popularidade pelos bastidores, a tal maldição Poltergeist com a morte de várias pessoas do elenco, como visto no documentário E! True Hollywood Story: Curse of the Poltergeist (2002). As lendas se constroem a partir do fato da produção ter utilizado esqueletos reais no original e na continuação, culminando inicialmente com a morte da atriz Dominique Dunne, que fez Dana, a irmã mais velha da família. Seu relacionamento abusivo com John Thomas Sweeney culminou com seu estrangulamento na porta de casa em 30 de outubro de 1982. Mas ela não foi a única “vítima da maldição“, sendo que duas outras aconteceram no processo de realização de Poltergeist II: O Outro Lado; e a mais sentida, claro, foi a de Heather O’Rourke, após o terceiro filme.
Em maio de 1985, começaram as filmagens do segundo filme. Duraram 64 dias, em Los Angeles, com algumas gravações acontecendo no deserto do Arizona, principalmente o desnecessário prólogo. Para a produção, foi contratado o especialista em efeitos biomecânicos H.R. Giger, que concebera a criatura de Alien, o Oitavo Passageiro (1979), mas, envolto em projetos, não pôde comparecer pessoalmente e enviou seu parceiro Cornelius De Fries. A cena que justifica a contratação envolve um verme que possui Steve e depois adquire vida própria. O resultado não agradou Giger, que lamentou não ter ido pessoalmente, embora seu nome esteja associado ao filme: “Não havia mais tempo. Então eu pensei que era a maneira errada de trabalhar. Se você trabalha em um filme, você tem que estar lá o tempo todo e estar sempre olhando para o que eles estão fazendo, caso contrário eles farão o que quiserem“.

Após uma cena no deserto para mostrar a força do nativo Taylor (Will Sampson, falecido de insuficiência renal logo após as filmagens), é mostrada uma escavação em Cuesta Verde, embaixo da casa da família, com a descoberta de uma caverna. Tangina percebe que ali jaz o cadáver o líder espiritual Henry Kane (Julian Beck, falecido de câncer no estômago durante as gravações), presente em muitos dos seus pesadelos, e que ele ainda irá atrás de Carol Anne (O’Rourke). Estabelecidos em Phoenix, no Arizona, os Freelings, Steve (Craig T. Nelson), Diane (JoBeth Williams), Robbie (Oliver Robins) e Carol Anne moram com a avó Jess (Geraldine Fitzgerald), tentando esquecer o terror experimentado um ano antes.
Sem televisão em casa, para desespero de Robbie, Jess começa a perceber que a garotinha pode ter herdado seus dons de clarividência, o que poderia justificar sua conexão com os espíritos no primeiro filme. Após um encontro na cidade com Kane, que aparenta não ser visto por ninguém além dos Freeling, a família passa a sofrer as primeiras manifestações sobrenaturais, desta vez muito mais agressivas. A avó falece durante a madrugada, notada pela sensibilidade da pequena, que ainda tem chance de se despedir pelo telefone de brinquedo. É ele que será o acessório de comunicação com “o outro lado“, substituindo a TV do primeiro filme. Quando os móveis começam a se agitar, obrigando Robbie a proteger a irmã, Carol Anne pronuncia sua frase mais famosa do longa: “Eles voltaram“.
Pensando mais uma vez em fugir, os Freelings são abordados por Taylor, inicialmente hostilizado por Steve. Mesmo tendo experimentado horrores no primeiro filme e algumas situações no segundo, o pai da família age de maneira incrédula às tentativas de ajuda, como fizera com Tangina no original. O nativo dará indícios de seus poderes, atraindo borboletas ou insinuando que o carro da família “não está feliz“, necessitando de reparos. Com a vinda de Taylor, Kane também resolve aparecer para assediar Carol Anne, em uma cena extensa e que poderia ter sido reduzida no corte final. É claro que a justificativa dessa verborragia é identificá-lo como um falecido líder de um culto religioso, tal qual Jim Jones, inspiração para o roteiro de Mark Victor e Michael Grais.
Novos fenômenos acontecem na casa, como as ações incontroláveis do aparelho dentário de Robbie – no roteiro, seriam abelhas, mas o ator não quis -, esqueletos que aparecem em reflexos e outros locais e o ataque da mangueira e da motosserra na garagem. De acordo com as trivias, essa sequência traria de volta o boneco de palhaço do primeiro filme, mas não achariam que haveria razão para o brinquedo estar ali depois da casa ter sido engolida por um vórtice. Os episódios levam Taylor a um trabalho de orientação espiritual com Steve no deserto, dando-lhe uma “fumacinha” que poderia servir para expelir o mal. Posteriormente ele engolirá um verme Mezcal e passará a agir como Kane, nas falas (chamando Carol Anne de “anjo“), e agirá com agressividade, tentando até mesmo estuprar Diane. Depois de vomitá-lo, a criaturinha irá se desenvolver em um monstro com tentáculos, atacando a família.

Como se percebe, Poltergeist II vive à sombra do original. Talvez possa funcionar pela curiosidade em rever a garotinha sensitiva e os familiares, mas está muito distante do que Tobe Hooper e Spielberg conceberam em 1982. Na tentativa de complicar o que parecia simples e funcional, acrescentaram subtextos e deram um rosto a um vilão, mencionado no primeiro como uma entidade maléfica, que quer apenas influenciar Carol Anne para seus propósitos. Mas não deu certo. Não teve o mesmo sucesso, não despertou os mesmos arrepios, em uma evidente tendência oportunista.
Assim, a grande maldição que acompanha a franquia pode não envolver o uso de esqueletos ou a ideia de uma relação com um líder espiritual e os poderes sensitivos da pequena. Simplesmente trata-se do objetivo comercial de tentar continuar algo que não necessitava de novos capítulos.






Você pode não gostar da continuação mas tem que concordar que a refilmagem que fizeram e ainda pior e a Fox ou mgm nem quis fazer continuação da refilmagem devido ao fracasso de crítica e de público o amigo do site que fez a crítica deve lembrar que quase todos os filmes dos anos 80 com raras excessões de o iluminado tiveram continuação essa continuação ainda e um pouco melhor que a parte 3 que se passa no prédio e nem tem a mesma família vale pela no fotografia imagem clara e o que raro em filme de terror a mesma família boas atuações de todo o elenco eu gosto da cineserie Poltergeist e meio nostálgico morcou época os filmes de hoje tentam imitar mas não conseguem mas pro site que deve ter gostado da refilmagem como lembro de ter lido a crítica o cara tecia elogios pro filme novo eu prefiro os 3 originais mesmo o último e melhor que aquela porcaria nova e a série de tv ridículo nada ver.