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Murder Mouse: Parque da Morte
Original:Murder Mouse
Ano:2026•País:EUA
Direção:Kjell Dokkvarr
Roteiro:Kjell Dokkvarr
Produção:Kjell Dokkvarr
Elenco:Kaitlyn Jackson, Matthew Perl, Rebi Jordan, Levi Peterson, Michael Ronan, Jayd Swendseid, James Hawthorn, Jazlyn Nicolette Sward, Anna Keene

O Twisted Childhood Universe (ou TCU, também conhecido pelo apelido de Poohniverse) — o universo de filmes de terror que transforma personagens infantis de domínio público em assassinos — encontrou seu buraco negro com o terrível Murder Mouse: Parque da Morte (Murder Mouse, 2026). Ainda que outras produções feitas de qualquer jeito para explorar essas franquias sejam péssimas — como A Maldição de Cinderela (Cinderella’s Curse, 2024) e o intragável Alice no País das Trevas (Alice in Terrorland, 2023) —, dificilmente alguma conseguirá superar o fiasco do novo filme do “Mickey assassino“.

Se comparado a outras pérolas que envolveram o famoso ratinho, como Mouse Trap: A Diversão Agora é Outra (Mickey’s Mouse Trap, 2024) e Screamboat – Terror a Bordo (Screamboat, 2025), Murder Mouse: Parque da Morte é, sem dúvida, o fundo do poço. Kjell Dokkvarr estreia na direção, roteiro e produção de um longa que poderia encerrar o TCU de vez, pelo bem do bom senso. Claro que não vai, já que há muito mais tranqueiras a caminho, comprovando essa amarga tendência. De toda forma, a obra está aí para quem quiser desperdiçar tempo com uma criação abominável, que não funciona nem como diversão descompromissada entre amigos.

No enredo, um incidente do passado — envolvendo um homem obcecado por uma jovem, assassinatos e um incêndio — encerrou as atividades do parque Mickey’s Playhouse. A partir de então, o local virou palco de lendas sobre o desaparecimento de adolescentes, atraindo jovens em busca de encontros e aventura. Embora não esteja interessada na ideia, Lucy (Kaitlyn Jackson) aceita a proposta dos amigos, principalmente de Bianca (Rebi Jordan), pensando na oportunidade de se aproximar do seu interesse amoroso. Contudo, o espaço abriga um culto ao Mickey, o assassino do passado, e não demora para a carnificina tomar conta, vitimando também outros visitantes, pela necessidade de mostrar cenas de morte.

Também intitulado Mickey’s Slayhouse, o filme é uma trasheira desenfreada. Com uso abusivo de chroma key, efeitos digitais de quinta categoria e inteligência artificial sem inspiração, nada se salva. Com um elenco amador e uma narrativa irritante, Murder Mouse lembra os primeiros trabalhos de Johannes Roberts — Hellbreeder (2004) e Darkhunters (2004) —, quando nem a edição nem a trilha sonora eram capazes de salvar a tragédia cinematográfica. O problema é que se trata de um filme de 2026, que deveria ao menos dosar os efeitos ou investir em cenários reais: aqui, fica nítido que os atores não estão em um parque abandonado. Os efeitos são tão toscos que até em uma cena dentro da escola nota-se a inclusão de “figurantes digitais” para disfarçar a falta de elenco de apoio.

Se ao menos fosse um filme sangrento ou seguisse a linha de outros slashers de baixíssimo orçamento, o resultado poderia ser aproveitável. Mas quando é impossível se convencer de que algum personagem está realmente desesperado — e o sangue que jorra é puramente digital —, fica difícil aceitar qualquer coisa em cena. O longa não diverte nem como “bagaceira“, não serve como exemplar do TCU, não agrada aos fãs de horror e muito menos aos do Mickey. É apenas algo a ser evitado, até mesmo pelos mais corajosos que não se importam em assistir a um filme ruim.

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