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Os assassinos de Heather em A Bruxa de Blair

E se não havia bruxa realmente? E se tudo tivesse partido de um terrível plano envolvendo sustos e assassinato?

Em 1999, três estudantes de cinema entraram numa floresta em Maryland para fazer um documentário sobre a lenda de uma bruxa local, e fizeram um dos mais influentes found footages de todos os tempos, trabalhando apenas com o sugestivo, a falta de iluminação e os sons noturnos. Dirigido por Daniel Myrick e Eduardo Sánchez, A Bruxa de Blair veio com a proposta de enganar o público a respeito de uma suposta história de desaparecimento real. Fizeram um site, espalharam notícias em jornais diversos e até um falso documentário falando sobre o que poderia ter acontecido com Heather, Josh e Mike, três rostos desconhecidos do público.

Foi feito também um diário de Heather, completamente escrito como se fosse os últimos relatos da garota. Com tantas informações divulgadas e que davam credibilidade ao desaparecimento, as famílias dos jovens chegaram a receber condolências em cartões e telefonemas. É claro que o efeito não foi o mesmo no Brasil, quando o filme foi exibido posteriormente e todos já sabiam que se tratava de uma mentira bem contada. Contudo, MatPat, do ótimo canal The Film Theorists, apresentou uma teoria de fã bem interessante e que pode trazer um novo olhar sobre o filme original.

Em sua teoria, não existe bruxa alguma. Tudo partiu de um plano, arquitetado por Josh e Mike, para assombrar e assassinar Heather. E os pontos apresentados são bem convincentes: em primeiro lugar, os rapazes não eram amigos de Heather até a realização do projeto. Assim, não havia nada que justificasse um interesse pelo bem estar da jovem. Além disso, a garota parece ter sido manipulada o tempo todo, seja quando segue os rapazes ou quando um desaparece e ela estava simplesmente dormindo profundamente.

Heather ficou com o mapa o tempo todo, mas Mike questionava sua capacidade de compreensão da imagem para confundi-la ainda mais. Era ele que tinha a bússola e controlava as direções, e brigava com a garota quando ela demonstrava saber para qual lado ir – provavelmente o correto. Os sons noturnos, as rochas empilhadas, os gravetos…eram colocados quando Heather estava em seu sono mais profundo. E Mike era o técnico de som, e poderia muito bem ter criado os sons para deixá-la ainda mais confusa e desequilibrada.

Não há cadáveres, nem bruxa. Josh desaparece, mas continua gritando na mata escura. Conduzem a garota como querem, levando-a para a casa velha onde pretendiam cometer o crime, e depois se safar através da própria lenda. Os acontecimentos originais foram gravados em 1994, mas só divulgados em 1999 através do filme A Bruxa de Blair, permitindo assim que os garotos pudessem já, inclusive, ter mudado de identidade e país.

Parece loucura, mas até faz sentido numa segunda conferência. Veja a teoria completa abaixo!

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2 Comentários

  1. Por essas e outras que filmes com finais em aberto são mais interessantes, em sua maioria, do que estes que mastigam tudo pro telespectador.

  2. Sergio Coruja

    Sabe que tal teoria é bem interessante?

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