Uma Noite de Crime: Anarquia (2014)

The Purge: Anarchy (2014)

Uma Noite de Crime: Anarquia
Original:The Purge: Anarchy
Ano:2014•País:EUA, França
Direção:James DeMonaco
Roteiro:James DeMonaco
Produção:Michael Bay, Jason Blum, Andrew Form, Bradley Fuller, Sebastien Lemercier
Elenco:Frank Grillo, Carmen Ejogo, Zach Gilford, Kiele Sanchez, Zoë Soul, Justina Machado, John Beasley, Jack Conley, Noel Gugliemi, Castulo Guerra, Michael K. Williams

O primeiro Uma Noite de Crime era uma produção de baixo orçamento que apresentava uma ideia intrigante, mas não a explorava em todo o seu potencial. Ficava claro que o objetivo do criador James DeMonaco era abrir as portas para uma franquia que pudesse se estender em vários filmes e outras mídias, criando toda uma mitologia envolvendo a Noite do Expurgo.

E de fato, apenas um ano depois, DeMonaco ataca com Uma Noite de Crime: Anarquia. Mais do que uma simples sequência, o filme é uma expansão do conceito original. Mais uma vez temos uma trama situada num futuro próximo onde a criminalidade e desigualdade social no Estados Unidos caíram drasticamente. Conscientização social? Melhora da educação? Nada disso. O crédito por essa mudança é da Noite do Expurgo, uma feriado onde todo e qualquer crime é legal. Uma noite onde se pode matar, incendiar, estuprar, roubar e torturar sem se sofrer nenhuma consequência legal. É claro que o grande mote da Noite do Expurgo é uma limpeza étnica e social, onde os ricos podem aproveitar para massacrar os menos favorecidos e assim ajudar a economia.

Longa chega aos cinemas americanos no dia 20 de junho.

A diferença de Uma Noite de Crime: Anarquia para o antecessor é a ambientação. Enquanto o primeiro filme se confinava em uma casa de classe alta, aqui temos cinco pessoas soltas nas ruas, tentando sobreviver ao caos e violência que essa noite proporciona. O grupo é liderado por Seargent (Frank Grillo, de Capitão América: O Soldado Invernal), um homem atormentado que quer aproveitar a Noite do Expurgo para se vingar da morte do seu filho. Em seu caminho ele encontra um casal em crise (Zach Gilford e Kiele Sanchez), a garçonete Eva (Carmen Ejogo) e sua filha Cali (Zoë Soul), todos eles à deriva nas ruas e com poucas chances de sobrevivência. A contragosto Seargent se torna o protetor do grupo, mas não quer desistir de saciar sua sede de sangue antes que o Expurgo termine.

Como expansão do conceito original, Uma Noite de Crime: Anarquia funciona relativamente bem. Finalmente podemos ver todas as consequências da Noite do Expurgo nas ruas e bairros pobres. O roteiro inclusive brinca com nossas expectativas quanto a quem está disposto a aproveitar a impunidade dessa noite e quem quer aquelas sobreviver a ela. Infelizmente não demora para o filme entornar o caldo, quando apresenta uma sociedade de ricaços assassinos que chega a ser mais ridícula do que a de O Albergue 3. É uma caracterização forçada e que não choca mais ninguém, a menos que ainda seja novidade mostrar o quanto pessoas ricas são essencialmente malignas.

Se a Noite do Expurgo é mais bem explorada, infelizmente os sobreviventes não são. E embora os personagens não sejam exatamente mal escritos, os atores que os interpretam são completamente desprovidos de carisma. Falta um Ethan Hawke, uma Lena Headey, ou um vilão que seja tão memorável como Rhys Wakefield no primeiro filme. Você acaba seguindo a história mais pelo conceito do que pelo lado humano, e isso nunca é bom. Esperemos que isso seja consertado no inevitável próximo filme.

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Matheus Ferraz

Matheus Ferraz

Mineiro, autor publicado e mestre em Biografia pela University of Buckingham

8 comentários em “Uma Noite de Crime: Anarquia (2014)

  • 26/02/2018 em 11:55
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    Achei que faltou um pouco mais de realismo. Sexto ano de expurgo e as pessoas não aprenderam nem a atirar direito? Não tem uma arma consigo? Não faz sentido. Mesmo que você queira apenas sobreviver ainda assim não pode-se garantir que ninguém vai entrar na sua casa.

    Mas eu gostei do filme, o começo é muito bom, e a parte SPOILER que eles estão na casa da amiga da garçonete e tudo desanda é muito inesperado aquilo SPOILER. Realmente as atuações não são maravilhosas mas não é horrível não, é bem ok. Vamos ver o terceiro.

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  • 30/06/2015 em 23:32
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    eu acho esse filme quase tão bom quanto o primeiro, e considero até os dois como alguns dos meus preferidos, gosto muito da ideia de ambos os filmes e de como são construídos, e não vejo problema nenhum com as atuações.

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  • 28/06/2015 em 02:55
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    A interpretação dos personagens foi fraquíssima, tinha hora que chegava a ser irritante. O filme é legal pelo conceito, só isso.

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  • 23/11/2014 em 15:08
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    Eu achei esse filme horrível, e olha que o primeiro eu já não achava grande coisa.História mau explorada, protagonistas ridículos e muitos outros defeitos.Essa segunda parte foi reduzida a um filme de ação classe Z, daria uma caveira só por respeito.

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  • 29/09/2014 em 12:46
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    Assisti ao primeiro filme e sinceramente, esperava bem mais do final. Gosto muito do trabalho do Ethan Hawke, e na verdade só assisti por causa dele. Tomara que essa continuação seja melhor.

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  • 25/09/2014 em 13:57
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    Depois de ler o artigo, imaginava um filme bem pior.
    Pode não ter a intensidade nas interpretações do anterior, mas a crítica social permanece forte. Vale a pena conhecer.

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  • 10/09/2014 em 01:49
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    Tenho que discordar do comentário, achei o 2 muito melhor que o primeiro que já era bom, Frank Grillo faz muito bem seu papel ( Cuidado com Spoiler), ele se torna lider por ser um bom homem, tanto que podemos observar isso no final, quando ele não mata o assassino de seu filho, mesmo tendo a proteção do Governo para isso, e consequentemente é salvo por isso.No meu ponto de vista o dia do Expurgo tornasse no enredo do filme uma data em que os ricos praticam ( o que eles pensam ser) uma purificação de pecados, como se fosse um sacrificio, e o filme nitidamente de forma coerente demonstra a imbecialidade que é o expurgo, colocando uma equipe que pretende aniquilar o governo e quem é a favor do expurgo, o governo é o grande vilão do filme, quando usam o expurgo para pretexto de matar pessoas de classes pobres para manter o equilibrio de pessoas.
    Diante de toda a podridão do expurgo, colocam o personagem sargent como prova de que a sociedade pode sobreviver sem expurgo, pois ha homens bons, ele coloca sua vida em risco para salvar seu semelhante, mesmo sabendo do risco que corria confiou armas a estas pessoas, todas pessoas boas, que são obrigados a se unir para tentar se manter vivos no expurgo, sem contar que no fim ele tem o homem que matou seu filho em suas mãos ,mas resolve perdoa lo, em um final sensacional.

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  • 07/09/2014 em 23:01
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    Concordo em relação aos personagens,mais na verdade acho que não devia haver uma especie de “líder” que salva todo mundo,todos deveria lutar pela sobrevivência.

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