Críticas

Deep Dark (2015)

Misturando humor, drama e um pouco de gore, o filme deve garantir o entretenimento não apenas dos fãs do horror, mas de variados gêneros!

Deep Dark (2015) (1)

Deep Dark
Original:Deep Dark
Ano:2015•País:EUA
Direção:Michael Medaglia
Roteiro:Michael Medaglia
Produção:Todd E. Freeman, Jason Freeman, Lara Cuddy, Thomas Ethan Harris, Michael Medaglia, David Woods
Elenco:Sean McGrath, Denise Poirier, Anne Sorce, John Nielsen, Mary McDonald-Lewis, Monica Graves, David Loftus, Tabor Helton

Muitos de nós têm uma profissão dos sonhos desde pequenos. Imaginamos uma carreira de sucesso fazendo algo que sempre quisemos fazer. Quando crescemos, porém, nem tudo é como pensamos e as coisas, seja por qual motivo, podem dar errado. Encaramos o fracasso, a falta de apoio, dificuldades financeiras, ridicularização. Se alguém (ou algo) pudesse nos dar um empurrãozinho! Parte daí Deep Dark, primeiro longa dirigido por Michael Medaglia, responsável também pelo roteiro, com produção da Polluted Pictures.

No filme, Hermann Haig (Sean McGrath) escolheu sua profissão bem cedo: queria ser um artista. Já adulto, começou a aplicar sua arte a móbiles que, na verdade, consistiam de bugigangas aleatórias penduradas em fios de náilon. Depois de prometer a Devora Klein (Anne Sorce), dona de uma galeria de arte, que teria um trabalho inesquecível pronto em duas semanas, Hermann se isola em uma casa que alugou do tio para ter paz enquanto trabalha. Sem ideias e a ponto de desistir, ele acaba recebendo uma ajuda inusitada: um buraco na parede da casa (voz de Denise Poirier) dá a Hermann o incentivo e o material de que ele precisa para se tornar um sucesso. O preço, porém, é alto. O buraco exige cada vez mais de Hermann, e deixa vítimas no percurso.

Deep Dark (2015) (2)

Medaglia fez um bom trabalho ao selecionar o elenco da produção. É inevitável não nos colocarmos no lugar de Hermann. Ainda que possa ser considerado um trapaceiro, como não aceitar ajuda para realizar um sonho? Além disso, não é difícil entender os motivos de o buraco na parede ser cada vez mais chantagista e grudento: qualquer criatura em busca de algum afeto e atenção também poderia sê-lo, ainda mais quando não se tem outra opção a não ser esperar até que alguém venha até você, não podendo sair do lugar. Denise Poirier faz um bom trabalho ao emprestar personalidade a algo que seria apenas um defeito em uma parede.

Deep Dark foi feito de forma independente e contou com um orçamento baixo, mas o resultado foi um longa competente e original. Misturando humor, drama e um pouco de gore, o filme deve garantir o entretenimento não apenas dos fãs do horror, mas de variados gêneros.

Deep Dark (2014)

A resposta do público poderá ser vista no próximo dia 23, quando Deep Dark fará sua estreia mundial no Fantaspoa, em Porto Alegre. A sessão contará com a presença de Michael Medaglia para um bate papo. Não perca!

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