O Lado Sombrio de Abi (2023)

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O Lado Sombrio de Abi
Original:Abigail
Ano:2023•País:EUA
Direção:Melissa Vitello
Roteiro:Gunnar Garrett
Produção:Stacy Snyder, Melissa Vitello
Elenco:Ava Cantrell, Tren Reed-Brown, Gene Farber, Hermione Lynch, Karimah Westbrook, Yanni Walker, Trace Talbot, Patrick Hilgart, Meredith Vivian, Conner Stiles, Rob Gore

A vantagem de ser infernauta é justamente esta: assistimos a filmes ruins para que vocês não precisem desperdiçar tempo com eles. E esse é exatamente o caso de O Lado Sombrio de Abi, um suspense genérico que tropeça em praticamente tudo o que tenta construir.

Na trama, a problemática Abigail (Ava Cantrell, que interpretou a antagonista mirim em Lights Out — 2016, de James Wan) se muda para uma nova cidade ao lado da mãe, Eve (Hermione Lynch). Lá, conhece Lucas (Tren Reed-Brown), o vizinho tímido que sofre bullying constante na escola e ainda precisa lidar com a própria mãe abusiva, interpretada por Karimah Westbrook (Suburbicon: Bem-vindos ao Paraíso — 2017). Disposta a ajudá-lo a se vingar de seus agressores, Abi começa a enfrentar os valentões. Porém, conforme os dois se aproximam, Lucas percebe que a garota esconde um lado muito mais perturbador do que aparenta.

O problema é que o filme nunca consegue transformar essa premissa em algo minimamente interessante. Tudo soa reciclado: adolescentes traumatizados, mães disfuncionais, bullying escolar, comportamento sombrio e mortes jogadas na narrativa sem impacto ou explicação convincente. A sensação constante é a de assistir a uma colagem de clichês de thrillers adolescentes já vistos inúmeras vezes — só que executados sem personalidade.

As atuações também não ajudam. O elenco entrega interpretações artificiais e pouco convincentes, tornando ainda mais difícil criar qualquer empatia pelos protagonistas. Mesmo os conflitos emocionais, que deveriam servir como base dramática da história, são tratados de maneira superficial e caricata. Nada parece genuíno; tudo soa apressado, como se o roteiro tivesse sido escrito sem qualquer preocupação em desenvolver personagens ou criar tensão de verdade.

Nem mesmo a tentativa de reviravolta no terceiro ato funciona. O filme entrega suas intenções cedo demais e conduz o espectador por uma narrativa previsível, sem suspense ou impacto emocional. E o mais curioso é que, apesar da curta duração, O Lado Sombrio de Abi consegue parecer interminável.

No fim, fica a impressão de um filme feito apenas para ocupar catálogo de streaming: esquecível, sem identidade e incapaz de provocar qualquer sensação além do tédio. Um suspense que tenta parecer sombrio e provocador, mas termina apenas vazio.

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