
![]() Mulheres-Gato da Lua
Original:Cat-Women of the Moon
Ano:1953•País:EUA Direção:Arthur Hilton Roteiro:Al Zimbalist, Jack Rabin, Roy Hamilton Produção:Jack Rabin, Al Zimbalist Elenco:Marie Windsor, Sonny Tufts, Victor Jory, Susan Morrow, Douglas Fowley, William Phipps, Carol Brewster, Bette Arlen, Suzanne Alexander, Roxann Delman, Ellye Marshall, Judy Walsh |
“As maravilhas eternas do Espaço e do Tempo. Os sonhos distantes e os mistérios de outros mundos, outras formas de vida, as estrelas, os planetas. O Homem está frente a frente com eles há séculos. É quase impossível desvendar seus segredos desconhecidos. Em algum tempo, em algum dia, essa barreira será rompida. Por que devemos esperar? Por que não agora?”
A maioria dos filmes bagaceiros com elementos de horror e ficção científica dos anos 1950 são divertidos pela somatória de características típicas de produções com orçamentos minúsculos como atuações ruins do elenco, efeitos práticos toscos e roteiro ingênuo, com falta de lógica, excessivamente fantasioso e cheio de clichês e principalmente furos absurdos. Mulheres-Gato da Lua (Cat-Women of the Moon, EUA, 1953) é um exemplo perfeito que se enquadra nessa ideia, onde apenas pelo título já se imagina o nível de tranqueira.
Com direção de Arthur Hilton, fotografia em preto e branco e metragem de apenas 64 minutos, o filme está em domínio público e disponível no “Youtube” com a opção de legendas automáticas em português.
Uma expedição científica com cinco viajantes espaciais num foguete para a Lua é formada por uma tripulação com quatro homens e uma mulher. São eles, o comandante da missão Laird Grainger (Sonny Tufts), o piloto Kip Reissner (Victor Jory), o engenheiro Walt Walters (Douglas Fowley), o operador de rádio Doug Smith (William Phipps) e a navegadora Helen Salinger (Marie Windsor).
Após uma viagem turbulenta que inclui o choque com um meteoro, o foguete é misteriosamente persuadido pela navegadora a pousar no lado sombrio da Lua, e a equipe inicia uma exploração na superfície. Eles entram numa caverna e descobrem a existência de oxigênio, sendo também atacados por aranhas peludas gigantes. Sobrevivendo ao confronto patético, eles encontram uma misteriosa cidade habitada apenas por algumas belas mulheres (do título) e são bem recebidos inicialmente pela líder Alfa (Carol Brewster), além de Beta (Suzanne Alexander) e Lambda (Susan Morrow), entre outras. Elas são as últimas remanescentes de uma civilização subterrânea e antiga de dois milhões de anos que possui poderes telepáticos e que está em processo de extinção pela escassez de oxigênio.
Uma vez desconfiado da estranha sociedade das mulheres selenitas, o destemido piloto Kip decide investigar e descobre a real intenção delas, com um plano de roubar o foguete e fugir para o nosso planeta para uma invasão e conquista da humanidade.
O filme recebeu o título original alternativo “Rocket to the Moon” e foi lançado nos cinemas na época em 3D. Os efeitos práticos bagaceiros com o foguete, a cabine de controle e os cenários, além dos figurinos do pequeno elenco foram reciclados em outro filme quase lançado simultaneamente, Projeto Base Lunar (Project Moon Base), e também foram reutilizados, assim como a aranha gigante de pelúcia, movimentada por fios “invisíveis”, na refilmagem Terríveis Monstros da Lua, também conhecido por aqui como Míssil Para a Lua (Missile to the Moon, 1958). A simulação da superfície lunar através da técnica de “matte painting” foi criada por Chesley Bonestell.
O filme é curto e percebe-se claramente uma pressa dos realizadores em finalizar a história no terceiro ato, com a falta de filmagem de cenas que garantiriam uma melhor continuidade e coerência nas ações, principalmente no confronto decisivo entre os viajantes espaciais e as mulheres-gato da Lua pela posse do foguete que retornaria para a Terra.
Curiosamente, alguns atores como Marie Windsor e William Phipps fizeram questão de revelar em entrevistas o quanto consideraram o filme ruim, especialmente o roteiro mirabolante e os efeitos práticos com o ataque das aranhas gigantes.




