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Murders in the Rue Morgue (1932)
Bela Lugosi na clássica história de Poe
Murders in the Rue Morgue
Original:Murders in the Rue Morgue
Ano:1932•País:EUA
Direção:Robert Florey
Roteiro:Robert Florey, Tom Reed, Dale Van Every, John Huston, Ethel M. Kelly, Edgar Allan Poe
Produção:Carl Laemmle Jr.
Elenco:Bela Lugosi, Sidney Fox, Leon Ames, Bert Roach, Betty Ross Clarke, Brandon Hurst, Arlene Francis

por Matheus Ferraz

Uma caravana de variedades chega a Paris e, junto com ela, o Dr. Mirakle (Bela Lugosi), um estranho homem que apresenta um número com um gorila treinado chamado Eric (“interpretado” por Charles Gemora, que fez diversos filmes no papel de gorila). Mirakle choca a plateia conservadora com seu discurso pró teoria da evolução, e se propõe a provar o parentesco entre homem e gorila através da genética. Seu discurso atrai um jovem estudante de medicina, Pierre Dupin (Leon Waycoff), que não sabe que Mirakle é um maníaco que sequestra garotas para fazer testes genéticos, injetando-lhes sangue de gorila. Os experimentos sempre dão errado, e as moças acabam morrendo. Quando Mirakle percebe que o animal parece atraído pela namorada de Dupin, Camille (Sidney Fox, que cometeu suicídio aos 34 anos), ele resolve raptá-la para ser sua próxima cobaia, e cabe ao rapaz resgatar sua amada do cientista louco.

Primeira das três adaptações da obra de Edgar Allan Poe estrelando Bela Lugosi que a Universal faria nos anos 30, Murders in the Rue Morgue é um delicioso exemplar de horror clássico, com todos os periféricos que consagraram os filmes da época. Lugosi está carismático como sempre no papel do excêntrico Dr. Mirakle, no único filme da série em que não dividiria a tela com o rival Boris Karloff.

O roteiro se desvia bastante do texto original de Poe, e leva um tempo para que a situação básica do conto (a investigação de um assassinato em quarto trancado) se estabeleça, mas mesmo assim esta é a única das três adaptações que guarda alguma semelhança com a obra original.

A direção de Robert Florey é inspiradíssima, com tomadas incrivelmente avançadas para a época, vide a cena em que a câmera acompanha um balanço em movimento. A cena final, com o gorila carregando Camille pelos telhados de Paris lembra, e muito, o clássico King Kong, que só seria lançado no ano seguinte…

Murders in the Rue Morgue é curto (apenas uma hora), e por isso mesmo bastante dinâmico. Não há tempos mortos, nem nenhuma grande pretensão. É apenas uma história de horror ágil e rasteira, feito à moda antiga, perfeita para os admiradores da era dos monstros clássicos.

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