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Ingrid (2009)
Você não tem sete vidas!
Ingrid
Original:Ingrid
Ano:2009•País:Espanha
Direção:Eduard Cortés
Roteiro:Eduard Cortés, Marta Puig
Produção:Xavier Atance
Elenco:Eduard Farelo, Elena Serrano, Victòria Pagès, Jürgen Müller, David Alandí, Iris Aneas

O casamento de Alex (Eduard Farelo) e Olga (Victoria Pages) terminou de forma não muito agradável, obrigando-o a sair de casa e se mudar para um novo apartamento, embora ainda seja perseguido pela sombra da ex a cada telefonema. Na nova morada, uma espécie de duplex, ele conhece a belíssima artista multi-talentosa e perfomática Ingrid (Elena Serrano), com sua aparência angelical e seus mistérios, envolvendo um passado negro e relacionamentos diversos: apesar de transar com Diego (Santi Bottino), ela prefere Sonia (Marta Morera), mas sua melhor amiga é Bea (Iris Salmeron).

Alex fica encantado com a vizinha, tentando acompanhá-la em suas aventuras na noite, incluindo boates sinistras, pessoas bizarras e festas esquisitas, com todo tipo de música e performance. Drogas, bebidas, tatuagens, corpos pendurados são alguns dos ingredientes que fazem parte da rotina de Ingrid para aqueles que quiserem segui-la. Mas, há ainda outros mistérios na vida da protagonista: uma tatuagem que resume suas atitudes (você nunca vai alcançá-la), o suicídio da mãe, a morte aparentemente acidental de um ex-namorado, e um passeio noturno em estado de sonambulismo, onde Alex a vê se exibindo para três senhores de preto numa residência isolada da cidade.

Estranho…essa é a palavra mais correta para descrever a película espanhola Ingrid, que foi nomeado como melhor filme no Festival de Sitges, e foi exibido no SP Terror 2010, concorrendo na categoria Ibero-Americana. Longe de ser um filme de terror, o longa contém elementos góticos conduzidos num drama psicológico pouco convencional que pode agradar aqueles que gostam de um cinema diferente. Eduard Cortés parece ter realizado uma produção voltada para a divulgação de bandas e músicos diversos, colocando a personagem Ingrid como uma peça dessa engrenagem absurda. O próprio assume essa característica outdoor em entrevistas onde diz que durante anos visitou sites, Facebooks, MySpaces a procura de artistas ousados para estrelar seu filme, tendo a maior parte da equipe técnica encontrada nessas navegações virtuais.

Esse é o primeiro trabalho de Elena Serrano, e a jovem atriz apresenta carisma e talento inquestionáveis, fazendo com que o público fique realmente encantado com sua presença doce e atitudes peculiares. Sua personagem é aquela amiga que todos gostariam de ter: misteriosa, encantadora e imprevisível. Não é a toa que o roteiro traça um paralelo da jovem a um gato, pois Ingrid aparece e desaparece quando quer, e só se aproxima daqueles que a tratam bem e quando se sente querida, não teme o perigo e adora a noite.

Embora tenha suas qualidades, também por vezes incomoda. É uma produção curiosa, de difícil digestão como os cogumelos de Bea, e que conduz o espectador a uma viagem estranha e única, mas fácil de ser esquecida.

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3 Comentários

  1. Como faço pra assistir esse filme não encontro ele

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