
![]() A Câmara do Terror
Original:Fear Chamber
Ano:1968•País:México, EUA Direção:Jack Hill, Juan Ibáñez Roteiro:Jack Hill, Luis Enrique Vergara Produção:Luis Enrique Vergara Elenco:Boris Karloff, Julissa, Carlos East, Isela Vega, Yerye Beirute, Eva Muller, Santanón |
A Câmara do Terror foi um dos últimos trabalhos do ator Boris Karloff, sendo o último a ser oficialmente lançado após três anos de sua morte em 1969. Trata-se de uma pobre produção filmada no México, com a participação de Karloff gravada nos Estados Unidos, o que de antemão gera erros absurdos de edição. Como fã do gênero é de sentir pena que uma personalidade ímpar como Karloff estivesse envolvido em uma produção tão malfeita e ruim.
O roteiro é simplista como aparenta ser: Durante uma expedição no interior de um vulcão, através de interferências no sinal de seus equipamentos, uma equipe de cientistas encontra uma nova forma de vida, uma espécie de rocha, conduzida até o laboratório para estudos. O chefe de pesquisas é o Dr. Mandel (Karloff), que logo descobre que a rocha se alimenta de uma substância chamada Puriculum, que só é produzida em seres humanos aterrorizados.
Então para conseguir tal substância, o Dr. Mandel, com sua equipe, recruta garotas e as fazem passar pela tal ‘Câmara do Terror’ do título, onde existem animais peçonhentos, caveiras e outras coisas assustadoras que parecem saídas de um filme do Zé do Caixão.
Mendel acredita que alimentando a rocha, ela pode fornecer informações sobre a origem da Terra e do Universo, porém devido à falta de resultados, ele decide que só fará mais uma extração. Porém a próxima cobaia é uma criminosa que acaba morta pelos tentáculos da rocha após invadir o laboratório. Irritado, Mendel decide abandonar o projeto e acaba sofrendo um ataque pulmonar enquanto destruía o equipamento que mantinha o organismo vivo.
Mas outros membros da equipe pretendem continuar o projeto sem o consentimento de Mendel, aproveitando-se de sua fragilidade e incapacidade devido à doença. E a nova forma de vida vai manipular os computadores e as pessoas envolvidas para que sirvam ao seu propósito, exterminando todos os obstáculos..
O filme é lento e muito precário em todos os sentidos: produção, edição, direção (de Jack Hill e Juan Ibáñez) e roteiro, parecendo mais um projeto caseiro. Os efeitos sonoros e o som que a rocha emite são intermitentes e irritantes, que dá vontade de assistir o filme sem volume.
Os personagens também são mal trabalhados e as atuações beiram o amadorismo, onde alguns podem encontrar momentos de risos involuntários. O destaque nesse aspecto vai para o personagem maluco Roland (‘interpretado’ por Yerye Beirute), que deve ter umas cinco frases feitas que fica repetindo insistentemente. A única exceção está em Boris Karloff, que, mesmo visivelmente abatido e sem poder andar direito, é o único que interpreta com um pouco mais de dignidade, sendo o único motivo real para assisti-lo.
Ao final do filme, pior que a sensação de perda de tempo vem a constatação de que a carreira de uma lenda como Boris Karloff merecia um desfecho a altura de sua importância e contribuição à sétima arte.



estou fora.