
![]() Amityville 3D
Original:Amityville 3D
Ano:1983•País:EUA Direção:Richard Fleischer Roteiro:William Wales Produção:Stephen F. Kesten Elenco:Candy Clark, Carlos Romano, Frederikke Borge, John Beal, John Harkins, Leora Dana, Lori Loughlin, Meg Ryan, Neill Barry, Peter Kowanko, Robert Joy, Tess Harper, Tony Roberts |
O escritor Jay Anson lançou um interessante livro chamado Horror em Amityville (The Amityville Horror), contando uma típica história de fantasmas e assombrações, inspirada em eventos reais ocorridos em 1975, onde uma família formada pelo casal George e Kathy Lutz e seus filhos pequenos, mudou-se para uma mansão em Amityville, Long Island, e passou a enfrentar uma série de situações misteriosas envolvendo fenômenos paranormais em vários cômodos da casa, num horror cada vez mais progressivo que culminou com a fuga desesperada dos novos moradores depois de 28 dias. A história anterior da casa revelava que um jovem, Ronald DeFeo, matou sua família com uma espingarda, alegando estar recebendo orientações de uma estranha voz em sua mente, e que os espíritos perturbados dos que morreram assassinados ainda permaneciam assombrando o local. O livro serviu de base para a realização de um filme em 1979, lançado em VHS por aqui como A Cidade do Horror (The Amityville Horror), de Stuart Rosenberg; e posteriormente em DVD com o título Terror em Amityville, mesmo nome usado para o lançamento do segundo filme em VHS. Por abordar uma temática sempre interessante para os fãs do cinema de horror, a famosa história de mansão assombrada, e reforçada ainda pela ideia da existência de fatos reais sobre o caso, o filme tornou-se um grande sucesso e originou uma enorme franquia com mais outros oito filmes, todos inferiores ao original, e a partir da parte 3, os roteiros nem tinham uma relação coerente com o argumento principal que inspirou todo o universo ficcional em torno de Horror em Amityville. O segundo filme, dirigido por Damiano Damiani, lançado na televisão e no mercado de vídeo VHS como Terror em Amityville (Amityville 2 – The Possession, 1982), e depois em DVD de banca como Amityville 2, tem seu argumento justamente enfocando os eventos anteriores à chegada da família Lutz à Amityville, e os quais seriam a motivação para a assombração na casa. O roteiro conta a história de um jovem que matou sua família, alegando estar sob o comando de uma voz externa, sendo preso e considerado possuído por um demônio, precisando receber um exorcismo a cargo de um padre católico. 

Esse terceiro filme, que não tem qualquer relação com os anteriores, procura explorar num ritmo excessivamente lento a presença de uma entidade maligna na casa, responsável pelas mortes de alguns personagens em situações misteriosas. Mas nem mesmo essas poucas mortes despertam muito interesse, num roteiro previsível e arrastado demais para um filme de horror, evidenciando uma enorme quantidade de furos e situações mal desenvolvidas. O único elemento interessante é a existência de um poço no porão da casa, uma espécie de Boca do Inferno (curiosamente, o nome do melhor e mais completo site de horror da internet brasileira), que reserva alguns poucos momentos mais tensos com a aparição de uma criatura bizarra, aliás, num efeito exageradamente risível, paupérrimo e tosco. Resumindo, o filme vale apenas como curiosidade por fazer parte da conhecida série Horror em Amityville, e para quem aprecia histórias (mesmo fracas) sobre casas assombradas.
O filme foi concebido originalmente para exibição nos cinemas com o recurso de visualização em três dimensões, tanto que existem diversas cenas propositais ao longo da história justamente para explorar esse recurso, como por exemplo um cano que atravessa o vidro de um carro num acidente de trânsito, vindo perigosamente em direção ao espectador, ou ainda quando um assistente da equipe de investigação de fenômenos paranormais do Dr. West movimenta um microfone próximo da câmera, simulando a sensação de passar muito perto do rosto do público que está assistindo. 
Aliás, a DVD Premium já lançou vários outros filmes interessantes dos anos 80 como Colheita Maldita (84) e A Casa do Espanto (86). Curiosamente, a bela e hoje famosa atriz Meg Ryan, participou do filme em início de carreira, interpretando um papel simples e coadjuvante, uma amiga de Susan Baxter chamada Lisa. Aliás, apenas para aproveitar sua conhecida fama atual, seu nome e foto foram colocados em destaque na capa do DVD, numa jogada puramente comercial. Além das já citadas partes 1, 2 e 3, a franquia Horror em Amityville é ainda composta por mais seis filmes. São eles: Amityville 4: A Maldição (Amityville 4: The Evil Escapes, 89), de Tom Berry, Amityville 5 (The Amityville Curse, 90), de Sandor Stern, Amityville 6 – Uma Questão de Hora (Amityville 1992: It’s About Time, 92), de Tony Randell, Amityville 7: Uma Nova Geração (Amityville: A New Generation, 93), de John Murlowski, Amityville 8: A Casa Maldita (Amityville: Dollhouse, 96), de Steve White, e finalmente por Amityville 2000 (2000), de Daniel Farrands. Este último é na verdade um documentário para a televisão enfocando as atrocidades reais acontecidas na mansão amaldiçoada, apresentando depoimentos do escritor Jay Anson e do casal George e Kathy Lutz, sendo conhecido também por The Amityville Horror 9 ou The Amityville Horror: 25 Years Later.
A partir da parte 4, as histórias não são mais ambientadas na famosa mansão amaldiçoada, sendo que a relação com a casa vem do fato de determinados objetos possuídos por espíritos malignos serem transferidos por algum motivo de Amityville para as casas de outras pessoas, criando o gancho para uma história de assombração, e confirmando a extrema falta de criatividade dos produtores, querendo lucrar de forma fácil em cima do nome Amityville, sem ao menos se preocuparem com um roteiro decente. A única coisa que variava era o tipo de objeto possuído, indo de um abajur, passando por um relógio e um espelho, até culminar numa casa de bonecas parecida com a mansão original. E, por mais incrível que possa parecer, ainda foi produzida uma refilmagem do filme original de 1979, dirigida por Andrew Douglas e produzida por Michael Bay, a partir de um roteiro de Scott Kosar. A princípio, dois estúdios demonstravam interesse em refilmar a história original de Horror em Amityville, a MGM e a Dimension. Ambos entraram num acordo e acertaram fazer um único novo filme da casa maldita, com a MGM se responsabilizando pelo lançamento nos Estados Unidos, e a Dimension encarregada da distribuição pelo resto do mundo. Pelo jeito, a marca comercial Amityville ainda desperta interesse dos executivos do cinema, podendo gerar bons lucros, e provavelmente deverá permanecer por muito tempo mais…



Wes Craven fez questão de enfatizar naquela propaganda safada de Pânico 3 (ano de 2000): “no terceiro filme, “tudo pode acontecer”! O que no caso do roteiro encomendado às pressas para esse “Amityville III: O Demônio” se traduziu em cenas de alívio cômico sem humor negro, e da folia de efeitos visuais e cenográficos bancada pelo Dino de Laurentiis no clímax da película, na vã tentativa de superar tudo o que causou impacto no “Poltergeist” (ano de 1982, dirigido por Tobe Hooper, e interferido pelo Steven Spielberg), com ventiladores turbinados espalhando figurantes, gelo seco e arremedos de roteiro para tudo quanto é lado. Se bem que comparado ao picareta telefilme “A Maldição de Amityville” (ano de 1988, direção do Tom Berry, e não do Sandor Stern), o ritmo imposto pelo Fleischer ali fica parecendo um “Operação: Invasão” (ano de 2011, uma apoteose da arte marcial indonésia silah!) sobrenatural. Cismo em revê-lo por pura nostalgia compulsiva.
Em minha opinião um filme chato, fraquissímo e com efeitos especiais deficientes. Até mesmo o Amityville 4 é melhor. Um filme para ver e esquecer.
O filme digno para encerrar a Trilogia Amityville.
Mesmo não tendo nenhuma relação com as duas primeiras partes ou com a história real, pelo menos manteve a emblemática mansão intacta.
Tudo funciona bem aqui, só acho que não precisava ser em 3D.
Certinho.
Mais um filme chato sobre as assombrações em Amityville, e olha que eu adoro filme de casa amaldiçoada, assombrada e tudo que é ada, mas dessa casa não gosto de nenhum.
deve ser bem trash hein?