
![]() Deixe-me Entrar
Original:Let Me In
Ano:2010•País:EUA, UK Direção:Matt Reeves Roteiro:Matt Reeves, John Ajvide Lindqvist Produção:Tobin Armbrust. Alexander Yves Brunner, Guy East, Donna Gigliotti, Carl Molinder, John Nordling, Simon Oakes Elenco:Kodi Smit-McPhee, Chloë Grace Moretz, Richard Jenkins, Cara Buono, Elias Koteas, Sasha Barrese, Dylan Kenin, Chris Browning, Ritchie Coster. Dylan Minnette. Jimmy 'Jax' Pinchak Nicolai Dorian. Rebekah Wiggins. Seth Adkins |
Em sua lista dos melhores filmes de 2010, o escritor Stephen King colocou na primeira posição Deixe-me Entrar (Let Me In), remake de Deixa Ela Entrar (Let the Right One In), baseado num best-seller sueco, escrito por John Ajvide Lindqvist. É claro que a opinião de um dos grandes gênios da literatura fantástica contemporânea deve ser levada em consideração, mas, ainda assim, é preciso conferir para ter certeza de que não se trata de um marketing contratado ou insanidade do famoso escritor. Até mesmo porque King não colocou em sua lista Cisne Negro, porém não deixou de lado o exagerado Jackass 3D…e lembre-se Deixe-me Entrar é um remake de um filme de excelência lançado em 2008!
O próprio diretor do filme original já havia alfinetado a produção da nova versão com aquelas verdades que todos já conhecem: “Por que eles apenas não leem as legendas?“, questionou Tomas Alfredson, “Remakes deveriam ser feitos de filmes que não são muito bons, o que dá a chance de consertar o que estava errado. Estou muito orgulhoso do meu filme e eu acho ele ótimo, mas os americanos podem ter outra opinião a respeito. A coisa mais triste disso é ver uma linda história se transformando no filme da moda.”
Deixa Ela Entrar é uma produção maravilhosa, que trata do vampirismo de uma forma poética, romântica e ingênua, fazendo uso do mito de uma criatura feroz e imortal como metáfora da inocência, das descobertas do corpo, do início dos relacionamentos dos pequenos, quando estes passam da fase das brincadeiras infantis para o encontro com o sexo oposto. Ainda assim, conseguiu mesclar toda essa poesia e linguagem sutil com um horror absoluto, cru e quase visceral. Na trama, o jovem introvertido Oskar (Kåre Hedebrant) sofre de bullying na escola onde estuda, enquanto cultiva uma paixão prematura com a bela Eli (Lina Leandersson), uma estranha vizinha com hábitos noturnos que chegou para mudar sua vida por completo. Há algumas referências ao homossexualismo seja na figura da menina sem sexo e do novo parceiro do pai, mostrando que uma obra clássica é aquela que possui várias leituras.
Apesar de todas as qualidades do original – que ainda envolvem fotografia, trilha incidental e as atuações brilhantes dos jovens protagonistas -, a Hammer Film Production, que retornou do limbo depois de quase quinze anos de silêncio (levando em consideração a série Hammer House of Horror), investiu na realização da refilmagem, com a parceria da Overture Films, da EFTI (que produziu o original) e pós-produção da Goldcrest. O resultado foi uma produção desnecessária, bem parecida com a original, com algumas diferenças criativas, mas, ainda assim, bem interessante e intensa, num ótimo exercício cinematográfico.
Com direção e roteiro de Matt Reeves (Cloverfield – Monstro), Deixe-me Entrar possui o mesmo argumento do original, contando a saga do garoto complexado de 12 anos Owen (Kodi Smit-McPhee, de A Estrada), que vive com sua mãe em processo de divórcio, não se alimenta direito e sofre nas mãos de um grupo de alunos de sua escola, liderados pelo little girl Kenny (Dylan Minnette, que fez o filho de Jack Shephard em Lost) e seus dois amigos Mark (Jimmy ‘Jax’ Pinchak, de Refém) e Donald (Nicolai Dorian). Além de esconder balas e chicletes e mexer com seu cubo mágico, Owen tem apenas como diversão espionar os vizinhos pela janela de seu quarto, como o ato sexual do casal ao lado e a chegada na calada da noite de novos moradores ao estilo A Hora do Espanto: aparentemente apenas um pai e sua filha.
Não demora muito e ele tem o primeiro contato com a menina que não usa sapatos e não sente frio, a tal de Abby (Chloe Moretz, de Regresso do Além), que já chega anunciando que não poderão ser amigos. A resposta de Owen é a de todo garoto de sua idade: “Quem disse que eu quero”. A química é imediata, a aproximação inevitável. O que ele não sabe é que aquela linda menina com rosto angelical esconde uma natureza selvagem, alimentando-se de sangue humano com a ajuda de seu pai (Richard Jenkins, de Comer, Rezar, Amar), devido à baixa estatura. Abby é uma vampirinha, amaldiçoada a ter que viver eternamente com 12 anos, assim como a Claudia (Kirsten Dunst), de Entrevista com o Vampiro.
Seguindo a cartilha dos vampiros, ela não pode entrar nas residências sem ser convidada, não pode se alimentar de nada além de sangue humano e o sol é seu pior inimigo. Cruzes e água benta não causam danos, aparentemente. E não se sabe se a estaca é um meio de eliminar a criatura da noite, embora isso não importe! Como no original, o vampirismo possui as mesmas mensagens escondidas mencionadas acima, e também representa a aceitação do diferente, o preconceito, entre outras.
Com as atrapalhadas do seu azarado guardião, o policial (Elias Koteas, de Ilha do Medo) começa a se aproximar de Abby, que se vê obrigada a buscar seu alimento por conta própria. Enquanto Owen vai amadurecendo aos poucos em sua tentativa de reação contra os meninos maus da escola, adquirindo confiança em seus atos à medida em que se torna mais íntimo da garota. “Quer ser minha namorada?“, “Temos que fazer algo diferente?“, “Não…acho que não“.
Quem viu o filme original e está acompanhando as descrições acima deve estar imaginando que Deixe-me Entrar é uma cópia fidedigna da produção sueca, o que justificaria ainda mais a sua inutilidade. Mas não é bem assim! Não foi dado o mesmo tratamento de Psicose, de Gus Van Sant, ou Quarentena, de John Erick Dowdle; o filme de Matt Reeves possui vida própria, algumas boas ideias, assim como também algumas soluções que não agradam. Analisando em tópicos, com alguns spoilers espalhados pelo caminho:
O COMEÇO E O GUARDIÃO
Deixa Ela Entrar já apresenta todos os personagens na cena inicial ao mostrar Oskar observando na janela a chegada dos novos vizinhos. O guardião sorri para a Eli, demonstrando seu carinho pela garota especial. Já a nova versão, desnecessariamente começa na chegada ao hospital do guardião, apenas para mais tarde o público entender como aquilo aconteceu e quem espreitava da janela. Um adiantamento de narrativa que não acrescenta nada na história, apenas brinca com a expectativa do público quanto aos motivos que levaram àquela situação. Também no filme de Reeves, o guardião demonstra cansaço por tudo o que fez pela Abby, talvez até uma certa vontade de jogar tudo para o alto, o que foi uma boa ideia do roteiro pois justifica os erros que ele iria cometer mais tarde. Há uma cena adicional no original, quando o guardião é visto tomando leite num bar, sendo observado pelos moradores da região, evidenciando seu lado antissocial como o de Oskar, que demonstra que a história pode se repetir.
AS CRIANÇAS
Tanto Chloe Moretz quanto Lina Leandersson fizeram um ótimo trabalho como as vampiras de suas respectivas produções. Enquanto Chloe é mais feminina, delicada e bonita – criando um contraponto em relação a sua selvageria -, Lina tem um rostinho puro e quase masculino, fazendo com que as mensagens de não sou uma menina adquirissem um sentido mais amplo.
Em contrapartida, há uma diferença crucial entre Kodi Smit-McPhee e Kåre Hedebrant: ambos são esquisitos, magros e branquelos, servindo perfeitamente para o papel. Mas, o fato do garoto sueco ser loiro e falar menos faz com que represente melhor o jeito introvertido, quase angelical, que o seu papel pede. E a esquisitice de Kåre permite que o público sinta medo de suas ações, temendo que o garoto possa vir a ser um assassino serial, como é previsto; Kodi nunca passa essa total confiança ao espectador, mostrando sua dependência total a Abby.
A OUTRA VAMPIRIZADA E O ATAQUE DOS GATOS
Nos dois filmes, uma mulher é atacada pela mini-vampira e escapa antes de ser assassinada, gerando uma transformação indevida. Em Deixa Ela Entrar, sua transformação rende uma cena interessante, quando ela é atacada por gatos em sua residência, até encontrar seu fim no hospital. A cena dos gatos infelizmente foi ignorada no remake, embora seja mais correto imaginar que após ter o pescoço dilacerado por um ataque feroz ela deveria estar mesmo no hospital e não em casa.
OS EFEITOS ESPECIAIS E MAQUIAGEM
Tanto em Deixa Ela Entrar quanto em Deixe-me Entrar foram usados efeitos de CGI, principalmente no ataque das vampiras, graças à tecnologia da EFTI. A diferença maior está na maquiagem! A Eli faminta mantém seu rosto de menina, com as feições agressivas e as manchas de sangue. Já Abby se transforma num monstro no remake, com seus olhos insanos, seus dentes pontiagudos e até mesmo com alteração na voz. Visualmente interessante, mas o olhar da Eli do original é mais assustador pelo fato de imaginá-la como uma garota comum, com suas atitudes selvagens. A maquiagem do rosto do guardião dissolvido pelo ácido é mais chocante no original com uma abertura horrenda na face, ocasionando um certo desconforto no espectador.
NA PISCINA
Uma das melhores cenas do filme original foi retratada de forma quase idêntica na nova versão. Nota-se algumas mudanças de enquadramento e a uma diferença sutil na conclusão, com o filme de Reeves camuflando a violenta vingança de Abby. Ainda assim ambas mantêm o choque no espectador desavisado, surpreendendo positivamente.
Além das diferenças relatadas acima, Deixe-me Entrar ganha pontos por esconder o rosto dos pais do menino – é uma história de crianças, com adultos sem nomes – e por simplesmente deixar de lado a visita de Owen ao pai, enquanto este tentava esconder as motivações que levaram ao divórcio. Por outro lado, peca por explicar demais, quando uma foto acaba por revelar a relação entre Abby e seu guardião. Era um detalhe que deixava a imaginação do público trabalhar, mas difere das narrativas americanas que precisam sempre cobrir todas as pontas soltas.
Enfim, Deixa Ela Entrar continua um filme imbatível, superior à nova versão e muito mais rico de mensagens e mais profundo. Ainda assim, a refilmagem deve ser recomendada para que os espectadores possam acompanhar mais uma vez a mistura de inocência e terror numa produção genial. Assim, Stephen King foi um pouco exagerado ao colocá-lo em primeiro lugar entre os melhores filmes do ano, mas com certeza Deixe-me Entrar nem precisaria pedir pois entra facilmente no TOP dos melhores filmes de 2010.








Tanto o original quanto o remake são ótimos!!!
Filme Razoável mas pelo menos não enrolou tanto só que faltou a pitada de sal como por exemplo como a Menina se Tornou assim de onde ela veio e tudo mais os efeitos quando ela pula e ataca nossa muito mal feitos você vê direitinho na hora que ela Pula para se alimentar das vitimas efeitos mal feitos pelo computador Atores Medianos embora Essa Chloe Moretz executa bem o papel de Doce Garota Vampira mas vejo nela uma Atriz mediana e não passara disso pois gosta sempre em todos seus filmes de fazer sempre aquela expressão sou uma menina doce vocês estão me vendo e mais os Vampiros de Hoje no Cinema estão cada vez mais Complexos e Fugindo do seu estilo pois em vez e fazerem uma maquiagem com dentes ponte agudos fazem uma maquiagem tipo Rosto de Possessão isso já deu o que tinha que dar enfim o Final até que foi bom até finalizo com algo muito legal principalmente para aquelas pobres pessoas Frágeis que tem as vezes ou a maioria a vida acabada com a pior especie de ser humano que sempre vai existir não falo da Criatura Fictícia o Vampiro e sim o Ser Humano que faz Bullyng ,Humilhação e Tortura Psicológica com as pessoas assim pudesse existir um vampiro Justiceiro porem isso foge do filme um pouco deste comentário porem a cena que a Vampira Salva o Menino dessa Raça de seres humanos vale o Ingresso do filme pena tinha que ver ela pegando um a um na hora do Ataque pois pena a cena foi muito Rápida mas era isso esse filme merece ser muitas vezes assistido e merecia uma continuação!!!!
BELO FILME, COMO SEMPRE A HAMMER INOVANDO, TRAMA SINISTRA, ATMOSFERA DO FILME TRAZ TENSÃO DO COMEÇO AO FIM, FIQUEI MUITO FELIZ COM A VOLTA DA HAMMER AOS CINEMAS, DEIXE-ME ENTRAR É UM DOS MELHORES FILMES DOS ÚLTIMOS ANOS, JUNTO COM ARRASTA-ME PARA O INFERNO NOTA 1000….
ótimo remake.
Quando assisti o filme original eu gostei muito, principalmente pelo ritmo meio lento que acaba tornando as cenas sangrentas ainda mais incriveis, coisa que na maioria dos filmes de vampiro não existem…