
![]() A Morte pede Carona
Original:The Hitcher
Ano:1986•País:EUA Direção:Robert Harmon Roteiro:Eric Red Produção:David Bombyk, Kip Ohman Elenco:Rutger Hauer, C. Thomas Howell, Jennifer Jason Leigh, Jeffrey DeMunn, John M. Jackson, Billy Green Bush, Armin Shimerman, Gene Davis, Jon Van Ness |
por Matheus Ferraz
“There’s a killer on the road/ His brain is squirming like a toad/ Take a long holiday/ Let your children play/ If you give this man a ride/ Sweet family will die/ Killer on the road” – The Doors, Riders on the Storm
Em filmes de terror, sempre é bom ter cuidado com caronas. Muita gente já se deu mal pegando (À Prova de Morte, Buio Omega) ou oferecendo (O Massacre da Serra Elétrica, A Casa dos 1000 Corpos) caronas a desconhecidos. Não é estranho que este medo tenha se tornado popular no cinema, pois abrir a porta do carro para um estranho é tão perigoso na nossa vida cotidiana quanto nas telas.
Mas entre todos os filmes de horror abordando este medo , nenhum se tornou tão célebre quanto esta produção de 1986, estrelando Rutger Hauer e C. Thomas Howell, chamada A Morte pede Carona. A princípio, a história pode parecer batida: psicopata sanguinário persegue um jovem inocente, matando quem vier pela frente sem remorso. O cenário são as empoeiradas estradas que cortam os EUA, outro elemento bastante explorado no cinema. Mas o que torna A Morte pede Carona realmente memorável e especial? Pura e simplesmente, talento. O filme é uma aula de como não são necessários grandes orçamentos ou roteiros revolucionários para criar uma obra-prima. Basta um bom roteiro, um bom diretor, um bom elenco, e a coisa funciona que é uma beleza.
Jim Halsey (Howell) é um jovem rapaz dirigindo pela mítica Route 66, uma das rodovias mais importantes dos EUA. É uma noite chuvosa, e ele resolve dar carona para um estranho que encontra no caminho, para ter alguém com quem conversar e se manter acordado. John Ryder (Hauer, aterrador) entra no carro, e o pesadelo começa. Isso porque Ryder é um assassino cruel e implacável, que decide infernizar a vida de Jim, cometendo diversos crimes e fazendo a polícia acreditar que o assassino é o rapaz.
Ryder é simplesmente o Mal encarnado, assassinando homens, mulheres e crianças, sempre com um sorriso sarcástico no rosto. Rutger Hauer entrega uma das suas melhores performances, e é curioso saber que Sam Eliott era a primeira escolha dos realizadores para o papel. Hauer parece ter nascido para interpretar John Ryder, e o seu visual sinistro, com cabelos brancos e enormes olhos azuis, raramente serviu tão bem a um filme.
Howell não tem uma grande performance, mas se encaixa bem na figura de rapaz assustado. A bela e talentosa Jennifer Jason Leigh (de Mulher Solteira Procura) é outra que se dá bem, como a garçonete Nash, que simpatiza com o herói e tenta ajudá-lo contra o cruel caroneiro e a polícia, que acredita ser ele o psicopata.
Já a relação entre Ryder e Jim é dúbia e cheia de nuances. Alguns já apontaram alguns tons homoeróticos no filme, e realmente dá para ver uma tensão sexual acontecendo entre os dois. O caroneiro escolhe o rapaz para dar um fim ao seu próprio reinado de horror. “O que você quer de mim?” pergunta um apavorado Jim a certo ponto. “Eu quero que me impeça.“, responde Ryder, gelado.
O filme rendeu uma continuação fraca (mas interessante) em 2003, onde o assassino foi vivido pelo bobalhão Jake Busey; e uma refilmagem completamente desnecessária em 2007, onde Sean Bean toma as botas de John Ryder. Nenhum destes dois filmes é uma bomba, mas estão longe de serem clássicos como o original. Além do que, é impossível substituir Rutger Hauer como um dos maiores psicopatas que o cinema já mostrou.





clássico é assim : varias interpretações e um vilão inesquecível mesmo, na historia do cinema não tem pra ninguém na cena do falso tiro de ryder ( hauer monstro )
Cara, vc eh doente? Não tem tensão sexual nenhuma entre os personagens. A bdi precisa filtrar melhor os críticos
filme de ação
há muito mais a ser dito sobre esse filme, a começar pela real relação entre motorista e caroneiro, reparem no início do filme, numa das vezes que o caroneiro “manda” o motorista dizer “eu quero morrer”, ele não tá mandando o cara dizer, ele tá dizendo o que é o desejo dele.
clássico absoluto assistì esse filme no festival de verão ,sessão extinta na globo era muito bom esse filme.
CLÁSSICO.