4.7
(6)

A Casa de Cera
Original:House of Wax
Ano:2005•País:Austrália, EUA
Direção:Jaume Collet-Serra
Roteiro:Charles Belden, Chad Hayes
Produção:Joel Silver, Robert Zemeckis
Elenco:Elisha Cuthbert, Chad Michael Murray, Brian Van Holt, Paris Hilton, Jared Padalecki, Jon Abrahams, Robert Ri'chard, Dragicia Debert, Thomas Adamson, Damon Herriman, Andy Anderson

A produtora especializada em filmes de horror Dark Castle, de Joel Silver e Robert Zemeckis, que já lançou A Casa da Colina (House on Haunted Hill, 99), 13 Fantasmas (13 Ghosts, 2001), Navio Fantasma (Ghost Ship, 2002) e Na Companhia do Medo (Gothika, 2003), retornou em 2005 com A Casa de Cera (House of Wax), que entrou em cartaz nos cinemas brasileiros em 03/06/05, com a direção de Jaume Collet-Serra em seu primeiro filme e trazendo a burguesinha Paris Hilton no elenco.

Um grupo de seis jovens viajam em dois carros com destino a uma grande cidade para assistirem um jogo de futebol americano. O grupo é formado por dois casais de namorados, Wade (Jared Padalecki) e a bela Carly Jones (Elisha Cuthbert), e Blake (Robert Richard) e Paige Edwards (Paris Hilton), além de Nick Jones (Chad Michael Murray), o irmão folgado e encrenqueiro de Carly, e Dalton Chapman (Jon Abrahams), seu amigo e o mala da turma, sempre invadindo a privacidade dos outros com sua câmera de vídeo.

Eles decidem passar a noite na estrada, acampando numa floresta, e são forçados a se separarem por causa de uma correia quebrada no motor do carro de Wade. Formando três grupos de dois, cada par toma um rumo diferente. O casal Wade e Carly pega uma carona com um homem sinistro (interpretado por Damon Harriman), cuja função é recolher as carcaças de animais atropelados na estrada juntando-os num cemitério exposto em céu aberto. Chegando numa pequena e estranha cidade deserta, conhecida como Ambrose (e que nem se encontra no mapa), eles conhecem apenas o misterioso dono do posto de gasolina, Bo (Brian Van Holt), e entram em contato como uma curiosa Casa de Cera, um museu literalmente construído em cera e que abriga em seu interior modelos de várias pessoas moldadas de forma bastante convincente com cera.

Após o misterioso desaparecimento inicial de Wade, sua namorada Carly juntamente com os outros amigos que também chegam à cidade, passam a lutar por suas vidas, sendo perseguidos por um assassino mascarado chamado Vincent (também Brian Van Holt), que teve uma infância perturbada, com a mãe, outrora uma famosa escultura, morrendo por causa de uma grave doença, e o pai, um cirurgião não convencional, se suicidando de desgosto.

Depois de ver A Casa de Cera, a maioria dos fãs de cinema de horror terão provavelmente uma opinião muito parecida sobre duas comprovações a respeito do roteiro do filme. Primeiro, como ponto negativo, temos a presença daqueles tradicionais personagens ridículos e banais que merecem morrer de forma dolorosa o mais rápido possível, sendo nesse caso um grupo de jovens tão patéticos e desinteressantes que é impossível para o espectador se importar com seus destinos trágicos, além da tentativa incrivelmente ruim de se criar situações de tensão e suspense com sustos forçados e descartáveis que não conseguem cumprir seu objetivo (aquelas cenas previsíveis com aumento repentino de som). Segundo, agora como ponto positivo, temos uma generosa dose de violência com um horror gráfico ousado (foi adotada a censura de 18 anos nos cinemas brasileiros) para os padrões dos filmes americanos convencionais que são produzidos aos montes todos os anos, em várias cenas de mortes sangrentas com direito a cabeça degolada, crânio estourado com pancadas de taco de baseball, entre outras atrocidades. Em especial, vale destacar uma cena onde um dos personagens torna-se vítima de um doloroso e angustiante processo de transformação de seu corpo num modelo coberto de cera, e o pior ainda estava por vir quando um dos seus amigos o descobre vivo por baixo da casca de cera e tenta ajudá-lo.

O filme é anunciado pelos produtores como uma refilmagem do clássico Museu de Cera (53), dirigido por André de Toth e estrelado pelo ícone Vincent Price, porém as histórias de ambos são completamente diferentes (apesar do crédito do roteiro indicar uma base na história de Charles Belden, a mesma que originou o filme da década de 50). A única coisa em comum, além do nome original House of Wax, é justamente a ideia de um museu de cera cujos modelos possuem uma estranha autenticidade com pessoas de verdade. No mais, esse filme de 2005 apresenta um roteiro que abusa da liberdade de criação artística, explorando uma história totalmente diferente. Aliás, alguns elementos do filme possuem grande similaridade com Pânico na Floresta (Wrong Turn, 2003), principalmente na ideia de um lugar perdido no meio da floresta, sem o conhecimento das autoridades policiais, cuja imensa incompetência não permite descobrir o rastro de uma infinidade de ocorrências estranhas na região, com o desaparecimento misterioso de pessoas. Outra similaridade está no famoso caminho errado escolhido pelo grupo de jovens, levando-os diretamente para um lugar sinistro onde terão que lutar por sua sobrevivência (facilitando também o trabalho sem criatividade dos roteiristas).

Três curiosidades que merecem registro são a presença de Paris Hilton, que é muito bonita, mas péssima atriz (apesar que seu personagem também é ridículo, dificultando o trabalho para qualquer ator tentar torná-lo interessante), sendo que para promover o filme os produtores lançaram camisas com uma frase convidando o público a ver a atriz morrer no filme. Além da homenagem ao lendário ator Vincent Price com a escolha do nome Vincent para o assassino, e o fato do cinema da cidade fantasma estar exibindo trechos do terror psicológico O Que Terá Acontecido a Baby Jane? (What Ever Happened to Baby Jane?, 62), de Robert Aldrich e com Betty Davis, Joan Crawford e Victor Buono.

Apesar do nome nacional escolhido ser uma tradução literal do original House of Wax, uma vez que a ideia dos produtores é a de uma refilmagem (mesmo com história completamente diferente do clássico de 53), o mais correto seria adotar o título brasileiro como sendo o mesmo da obra dos anos 50, Museu de Cera. Ao chamar o filme por aqui de A Casa de Cera, a Warner apenas trouxe mais burocracia para um trabalho de pesquisa e catalogação dos filmes de horror que chegam ao Brasil.

O que você achou disso?

Clique nas estrelas

Média da classificação 4.7 / 5. Número de votos: 6

Nenhum voto até agora! Seja o primeiro a avaliar este post.

Sobre o Autor

8 Comentários

  1. Filme muito bom! Um dos melhores filmes de terror que já vi. Da primeira vez que vi, fiquei abismado com a surpresa em saber de todo o mistério que envolvia o lugar. Super recomendo!

  2. Filme sem nexo, com personagens idiotas e uma história que não convence nem a vovozinha

  3. A casa de cera e um filme bom mas era pra ter o 2 . O que esperar de filmes de terror eu penso que filmes de terror e pra nos divertir , e causar medo mas se você assistir varias vez vai enjoar o filme

  4. foi mal cara pelo final do
    comentario eu queria dizer que espero que voçê veja alguns dos
    meus comentarios nas
    public de exorcista origens , enigma de outro mundo , bom tem outros mas esqueci abraços cara pelo

  5. fala aí bc d i gostei de sua crítica amo este filme seu blog é
    interesante pois é eu posso dizer que casa de cera foi o filme de terror que me feis gosta deste gênero , sim tem
    outras pubicaçoes suas
    que eu comentei
    seu blog é o medo b saõ
    os melhores neste genero espero que voçê veja alguns dos m

    interesante

  6. Mesmo com o quê alguns possam consideram pontos negativos, esse filme com toda certeza é um dos meus favoritos, tanto pq eu demorei pra encontrar ele na locadora, e também pela quantidade de vezes que o SBT o reprisou!
    O engraçado é que do filme original ele só tem o museu, na verdade eles se inspiraram em Armadilha para Turistas, que tem tantos pontos em comum que é estranho que eles não anunciaram o filme como um remake desse, ao invés de ser um remake de Museu de Cera. Talvez eles não tenham conseguido os direitos para refilmarem Armadilha para Turistas, mas ele e A Casa de Cera tem tantos momentos iguais que é até engraçado assistir.

    1. verdade. mais se nao for encomodo por favor tinha como me enviar esse filme completo ja tentei encontra para assistir mais nao consigo

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *