4.8
(4)

Pânico na Neve (2011)

Pânico na Neve
Original:Frozen
Ano:2011•País:EUA
Direção:Adam Green
Roteiro:Adam Green
Produção:Peter Block e Cory Neal
Elenco:Jennifer Pudavick, Tenika Davis, Kaitlyn Leeb, Terra Vnesa e Ali Tataryn

Primeiro, combinemos: vamos chamar Pânico na Neve de Frozen. Chega de Pânicos em qualquer lugar que seja: no alto mar, no lago, no deserto, na floresta ou nas montanhas. Num rápido inventário dos péssimos títulos de filmes de terror em português, o “pânico” parece ter superado há algum tempo os clássicos “a noite”, “a volta” ou “o dia dos”.

Frozen (Congelados) parte de uma ideia original, simples e sugestiva, que narra o drama de três esquiadores que entram numa fria, literalmente, quando ficam presos em um teleférico.

No roteiro escrito por Adam Green (que também assume a direção e traz no currículo Terror no Pântano, de 2006), um casal de namorados e um amigo desfrutam um final de semana numa estação de esqui em New England. Pouco antes do resort fechar, depois de muito insistirem, os jovens convencem um funcionário a deixá-los usar o teleférico pela última vez. Mas o que era apenas diversão acaba em um terrível pesadelo, quando numa confusão, os funcionários desligam o aparelho. Esquecidos (o parque só reabre no final de semana seguinte) e presos numa altura que não permite saltar com segurança, os jovens terão que encarar, além da temperatura que cai com a noite e lentamente vai lhes congelando, as próprias desavenças, uma tempestade que se aproxima e uma matilha de lobos que aguardam ansiosos por um lanchinho. Como escapar dessa situação aparentemente sem saída? Saltar de uma altura de quase 20 metros, ainda que sobre a neve, parece não ser a opção mais segura. Escalar os cabos de aço que sustentam a cadeira do teleférico também não é tarefa muito fácil, já que os cabos são extremamente cortantes e ainda por cima estão congelados. Uma última alternativa seria manter a calma, ignorar a hipotermia e as queimaduras causadas pelo frio, e esperar que alguém apareça, mesmo com o resort fechado. O enredo de Frozen esbanja tensão e suspense, mas também chama a atenção por algumas semelhanças com Mar Aberto, suspense de 2004 no qual um casal é abandonado em pleno alto mar. Em ambas as produções os personagens são esquecidos, lutam contra condições climáticas e enfrentam animais selvagens (lobos em Frozen e tubarões em Mar Aberto).

No entanto, apesar do ponto de partida interessante, Frozen peca na caracterização do trio de amigos, que pouco cativa – e se não há empatia, provavelmente o espectador não se comoverá com o sofrimento dos personagens que, lentamente estão congelando, padecem com fraturas expostas ou sãoameaçados por uma matilha de lobos selvagens?

Como seria de se esperar de uma produção de orçamento limitado, o elenco é formado por atores de pouca expressão. A bela Emma Bell, da série The Walking Dead, interpreta Parker O’Nell; Kevin Zegers, de Pânico na Floresta, vive Dan Walker, seu namorado; já Shawn Ashmore, o Homem-de-gelo em X-Men: O Confronto Final, interpreta o amigo de infância de Dan.

Frozen chamou alguma atenção ao ser exibido no Festival de Sundance em 2010, quando vários espectadores reclamaram do clima de opressão e das cenas mais violentas, chegando alguns a abandonar as sessões. Na verdade isso prova apenas uma coisa: o público do festival pode até entender de dramas alternativos, mas veem pouquíssimos filmes de horror/suspense. Parece-nos até mesmo que o diretor tentou conter alguns exageros, já que as cenas mais violentas são apresentadas à certa distância, quando não em off-screen. Contudo, apesar do orçamento resumido de produção quase-independente, uma boa escolha foi utilizar somente tomadas externas – nada de cenários. As belas e geladas paisagens aumentam o realismo e a atmosfera depressiva.

Alguns bons momentos (SPOILERS)

Frozen não foge a regra dos filmes de horror: os melhores momentos para quem está assistindo são os piores para os personagens. Numa das cenas mais impressionantes, Dan Walker salta do teleférico e cai em pé, fraturando as duas pernas. Os ossos e a carne exposta atrai uma matilha de lobos famintos que devoram o pobre rapaz. E a namorada, ainda no teleférico, assiste a tudo sem nada poder fazer. Num outro momento, quando Parker acorda, sua mão congelou e está “colada” na barra de proteção do teleférico. Ao tentar retirá-la, parte da pele fica grudada no metal. Porém, mesmo estas situações mais hardcore não devem chocar os espectadores acostumados a produções do gênero, pois falta o principal – um pouco de sangue e vísceras expostas, que como sabemos, nunca fizeram mal a nenhum filme de terror que se preze. No entanto, Frozen se segura na simplicidade do roteiro. Não é exatamente uma produção memorável, nem um suspense de tensão insuportável como defende alguns. Mas é competente, bem dirigido e cumpre o que promete. Pode render, para o espectador não muito exigente, uma hora e meia de diversão descompromissada.

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4 Comentários

  1. O filme até que foi bom, mas ele terminou do mesmo jeito que Wolf Creek: quando todos os outros personagens que tentaram fugir tiveram um destino ruim, o protagonista escapa fácil e rápido demais. Teria sido bem melhor se houvesse uma perseguição com os lobos no final.

  2. também quero Vê muito esse filme o ambiente em sí já traz cautrofobia..

  3. eu tenho esse filme pirata hahaha,mas é muito legal,gostei muito.

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