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Humanos
Original:Humains
Ano:2009•País:França, Suíça, Luxemburgo
Direção:Jacques-Olivier Molon, Pierre-Olivier Thevenin
Roteiro:Silvan Boris Schmid, Dominique Néraud, Frédérique Henri, Jean-Armand Bougrelle, Alberto Sciamma
Produção:Vérane Frédiani, Franck Ribière
Elenco:Sara Forestier, Lorànt Deutsch, Dominique Pinon, Manon Tournier, Élise Otzenberger, Philippe Nahon

Como todo cientista maluco que volta-e-meia aparece nos filmes de terror, o professor Schneider (Philippe Nahon) acredita que há grandes chances de que o homem pré-histórico possa ter sobrevivido à evolução humana (!!!). Assim, quando fica sabendo de alguns fósseis recentes encontrados nos Alpes Suíços, ele trata logo de convencer seu assistente e uma ex-companheira do jovem para uma expedição ao local. No caminho, cruzam com uma família de três pessoas a passeio em uma minivan, até que o carro sofre um gravíssimo acidente na estrada, com o veículo sendo arremessado para o interior de uma mata fechada.

Diante de um ambiente desconhecido, enquanto tenta resistir aos ferimentos da queda e a alguns obstáculos pelo caminho, o grupo descobre uma estranha raça de seres pré-históricos, longe de serem amigáveis. Inicia-se, então, uma caçada pela selva, com o grupo tentando fugir dos seres e procurando um abrigo, sem saber as reais intenções seus inimigos.

Essa é a base da história de Humanos (Humains, 2009), dirigida por Jacques-Olivier Molon e Pierre-Olivier Thevenin como uma espécie de Elo Perdido sem os dinossauros. Os absurdos dessa aventura na selva já começam com a atuação teatral do professor Schneider, o acidente de carro exagerado em CGI, culminando numa batalha surreal entre as duas raças, numa tentativa de questionar os verdadeiros vilões dessa história. Tudo é malfeito: a maquiagem Bela e a Fera, a explosão, os diálogos ruins entre os personagens (você vai ver a extinção de uma espécie.), desenvolvidos num roteiro fraquinho escrito por cinco pessoas – como não fizeram nada mais depois desse filme, não merecem a menção.

Para piorar a avaliação, os furos são grandes: o assistente do professor machuca o joelho nas primeiras cenas do filme, e o médico diz que ele terá que repousar e operá-lo. Ainda assim, o professor insiste em chamá-lo para a empreitada, mesmo sabendo dos riscos em ter que transportar alguém ferido. No meio do filme, o rapaz já está correndo como se estivesse numa maratona, ignorando esse detalhe do joelho que simplesmente não serve para nada no roteiro.

Humanos poderia ter sido bem melhor se os homens-da-caverna aparecessem menos, fossem mais implícitos à trama, e suas intenções não fossem tão bisonhas, principalmente com o roteiro tentando mostrar ao longo de sua projeção que algo assim poderia realmente existir, numa dessas reservas florestais. Uma triste constatação de que a evolução da espécie é algo que não aconteceu com os realizadores desse filme.

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1 comentário

  1. ESTAVA PENSANDO EM ASSISTI-LO,PERDI A VONTADE AGORA.

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