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Apollo 18 - A Missão Proibida
Original:Apollo 18
Ano:2011•País:EUA, Canadá
Direção:Gonzalo López-Gallego
Roteiro:Brian Miller
Produção:Timur Bekmambetov, Michele Wolkoff
Elenco:Warren Christie, Lloyd Owen, Ryan Robbins, Michael Kopsa, Andrew Airlie, Kurt Max Runte, Ali Liebert, Erica Carroll

Este é um pequeno falso-documentário, mas um grande salto na poltrona dos cinemas.

Em 20 de julho de 1969, Neil Armstrong teria pisado na Lua e dito a célebre máxima: Este é um pequeno passo para um homem, mas um grande salto para a humanidade. Foi a viagem da Apollo 11, conduzida por mais dois astronautas – Edwin ‘Buzz’ Aldrin e Michael Collins – o marco inicial da conquista lunar, confirmando a previsão de John Kennedy, em 1962. Depois dessa suposta viagem – sim, eu não acredito que o Homem pisou na Lua -, mais cinco foram realizadas encerrando as expedições com a Apollo 17, em 7 de dezembro de 1972. Reza a lenda que um mistério envolveu o cancelamento das viagens seguintes, embora haja teorias de um suposto passeio ao satélite em 16 de agosto de 1976 intitulado Apollo 20, comandado por William Rutledge, que teria fotos e vídeos de um possível contato alienígena. Tais provas já foram consideradas falsas e estão espalhadas pela net para a diversão dos caçadores de mitos online.

Durante mais de trinta anos, o Homem não tentou mais viajar ao local, mesmo com todos os avanços tecnológicos, gerando ainda mais especulações sobre a fraude. Entretanto, eis que Bob Weinstein, da Dimension Films, afirmou ao Entertainment Week que conseguira um registro em vídeo da viagem da Apollo 18 e que ela seria exibida através do terror homônimo lançado nos cinemas mundialmente em 2 de setembro, com a direção de Gonzalo López-Gallego, a partir de um roteiro escrito por Cory Goodman (fez o argumento de Padre) e Brian Miller. Não seria apresentado como notícia bombástica – com destaque no Fantástico, da Rede Globo, com o rosto assombrado de Zeca Camargo -, mas num mockumentary com exibição direta nos cinemas. Quer dizer que a prova mais concreta da existência de seres vivos na Lua está neste A Bruxa de Blair do espaço? Pois é…

Após tantas produções no estilo found footage e falsos-documentários, parece que os americanos estão fazendo aquilo que O Duende fez no filme de 1997 e Jason Voorhees no décimo longa de sua velha franquia: mandando literalmente qualquer inovação para o espaço!! Com tantas produções parecidas, fica difícil imaginar qual vai ser a próxima tentativa de impressionar o público: talvez um mockumentary realizado dentro de um mockumentary?

Ambientado em dezembro de 1974, o filme Apollo 18 traz uma viagem à Lua que a NASA teria escondido após a descoberta de parasitas em solo lunar. Três astronautas foram enviados ao espaço, sendo que dois aterrissaram no local – Lloyd Owen e Warren Christie -, com o objetivo de coletar amostras para novas pesquisas e registrar a viagem com mais recursos de visualização, através de diversas câmeras mais sofisticadas. O longa traz depoimentos dos envolvidos e o passeio lunar, reservando bons sustos e cenas de tensão e pavor!

Mesmo não convencendo sobre a veracidade dos acontecimentos, até que o filme conduz de forma eficiente sua trama sem ser maçante como muitas produções do estilo, que só trazem o terror nos dez minutos finais. Como os personagens estão presos num ambiente extremamente claustrofóbico e sem possibilidade de fuga, a condução ágil instiga o espectador e muda constantemente os planos, trazendo sempre uma nova situação enfrentada pelos personagens!

Entretanto, a produção não consegue escapar de alguns clichês do gênero, apesar deles ainda funcionarem: um deles é o dos flashes num local sem luz, ocasionando a tensão do público a cada nova cena iluminada. Outro é a existência de sustos falsos – mesmo não tendo adolescente chato ou gato que pula do armário – como aquele realizado por um astronauta roncador. Além do mais, o longa remete levemente à franquia Extermínio quando aos poucos transforma a sanidade de certo personagem num visual quase-zumbi.

Apollo 18 não terá o mesmo sucesso de Cannibal Holocaust ou A Bruxa de Blair pois parte de uma teoria (viagem à Lua) para outra ainda mais absurda (vida extraterrestre na Lua). Mesmo escondendo os atores através de seus nomes reais e a declaração empolgada de Bob Weinstein dizendo que o filme explicará o motivo dos americanos nunca mais terem ido à Lua, você não será convencido com esta produção da mesma forma como não deverá acreditar que o Homem esteve lá em 1969! Ainda assim, este é um pequeno falso-documentário, mas pode garantir grandes saltos na poltrona dos cinemas!

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9 Comentários

  1. Assisti usando o fast forward, ou seja, só os “melhores” momentos. Uma chatice.

  2. O que o diretor e o roteirista tentam explicar (mostrar) é o porquê do Homem NÃO ter ido mais a Lua. Por que Vocês acham do Homem NÃO ter ido mais a Lua? Será por que?

  3. Leite claustrofóbico, desencantado (plena Guerra Fria e caso Watergate no ar), com flocos aberrantes coberto com a indigesta concorrência escarlate de Krechet-94! Depois de assistir a mais este exemplar do sub-gênero “me-engana-que-eu-gosto”, o espectador afeito às ciências biológicas vai se admirar com a semelhança entre a supérfice pedregosa da Lua bekmantoviana com o piso de um porão abandonado e coalhado de poeira revelado através de um microscópio eletrônico. Perdoem o presepeiro do Weinstein pela “barriga flácida” que ele exibiu descaradamente diante dos calejados profissionais da revista “Entertainment Week”. Apesar da ascenção de ciber-mercenários dispostos a propagar qualquer absurdo por um soldo de cento e cinquenta pratas, o que não falta na atualidade são usuários do YOUTUBE, “Osso-Buco” e “TWISTED” dispostos a trocar a rotina de empregos modorrentos pela propagação espontânea de cascatas divertidas.

  4. Não sei se ele é CHATO, ou eu estava com muito SONO…, mas, confesso que 20min depois, eu dormi… acordei quando tinha acabado…
    Acho que vou tentar ver de novo…

  5. Assisti sem pretensão alguma, mas até achei interessante.

  6. Esse filme vale a pipoca de sábado a noite estirado no sofá. Não é um clássico, mas vale a pena. Recomendo sem grandes expectativas.

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