![]() A Batalha do Planeta dos Macacos
Original:Battle for the Planet of the Apes
Ano:1973•País:EUA Direção:J. Lee Thompson Roteiro:Paul Dehn, Pierre Boulle, John William Corrington, Joyce Hooper Corrington Produção:Arthur P. Jacobs Elenco:Roddy McDowall, Claude Akins, Natalie Trundy, Lew Ayres, aul Williams, Austin Stoker, France Nuyen |
Depois da conquista do Planeta, A Batalha do Planeta dos Macacos é ambientada em 2001, dez anos após os acontecimentos do filme anterior. Não houve odisseia no espaço, nem há naves cruzando as galáxias; aqui temos um cenário que se assemelha bastante ao que foi visto nos dois primeiros filmes. Devido as tentativas do homem de tentar destruir os macacos e a si mesmo através de armas nucleares, as cidades foram transformadas em ruínas e a população foi quase que inteiramente destruída – exatamente como previu um certo líder dos macacos. Nesse futuro apocalíptico, César (Roddy McDowall mais uma vez dando show de interpretação) comanda os macacos e os humanos, numa tentativa de coexistência sem o uso da violência.
Tal atitude incomoda o temível General Aldo (Claude Akins, de Fantasmas do Medo), um gorila imponente que acredita que os homens devem ser exterminados ou mantidos como escravos, além de prever os atos de uma raça de humanos que tenta descobrir o paradeiro dos “apes“, enquanto vive nos escombros de uma cidade radioativa. A tranquilidade termina quando o filho de César e Lisa (Natalie Trundy) sofre um ataque dos gorilas – “macaco não mata macaco” – e os humanos estrangeiros resolvem atacar os macacos.
A batalha parece desigual, indicando uma possibilidade de fim da raça dos macacos, mas César tem um plano para resolver a situação, com a ajuda novamente de MacDonald (desta vez interpretado por Austin Stoker, de Assalto à 13ª DP). Mas será que existe uma possibilidade de paz entre raças completamente diferentes?
Dirigido novamente por J. Lee Thompson, e roteiro de John William Corrington e Joyce Hooper Corrington (ambos de A Última Esperança da Terra), a partir de um argumento de Paul Dehn, A Batalha do Planeta dos Macacos parece antecipar o futuro que seria visto na franquia Mad Max, com muitas ações ocorrendo no deserto, entre ruínas de uma civilização destruída. Mais uma vez é deixada uma mensagem importante sobre guerra e violência, mostrando que não existem raças problemáticas, mas criaturas com tendências a atos violentos. No clássico O Planeta dos Macacos, os “vilões” eram os macacos; em De Volta ao Planeta dos Macacos há uma transição entre os macacos e os humanos; em A Fuga do Planeta dos Macacos e A Conquista do Planeta dos Macacos, o lado ruim pende somente para os humanos; e neste, nota-se que existem humanos e macacos ruins, não podendo definir raça alguma como inimiga.
Com uma ótima narração, as lágrimas apresentadas na cena final são uma resposta aos atos insanos de povos intolerantes que brigam pelo domínio bélico ou por questões religiosas, sendo que o ideal seria a busca pela igualdade, já que as diferenças físicas ou ideológicas deveriam servir para o bem comum e não o contrário. Todas essas mensagens e lições passadas há mais de trinta anos pelos “apes” da saga deveriam ser ensinadas a todas as nações e sociedades para tentar amenizar os conflitos, mesmo que eles sejam inevitáveis.
Após as cinco produções épicas, os macacos ainda voltariam em cena no ano seguinte numa série de TV com 14 episódios, contando mais uma vez com o talento de Roddy McDowall – desta vez, interpretando o macaco Galen. A série também teria no elenco Ron Harper (The Poughkeepsie Tapes) e James Naughton (O Diabo Veste Prada). Na trama, dois astronautas e um chimpanzé tentam sobreviver num Planeta Terra do futuro, dominado por macacos.
Contando com uma ponta de um jovem John Landis (que dirigiria Um Lobisomem Americano em Londres), A Batalha do Planeta dos Macacos encerra de forma genial essa belíssima franquia! Uma série de filmes que merece ser revista, analisada e debatida pela sociedade em qualquer época como forma de prevenção de problemas futuros! Uma coleção indispensável para os fãs de ficção científica, aventura, guerra e da Sétima Arte!






Excelente texto.Um otimo filme que com certeza encerra uma grande franquia,mais uma vez Roddy McDowall impecável em cena,realmente um grande clássico!