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Supernatural 9 (2014)

Supernatural - 9ª Temporada
Original:Supernatural - Season 9
Ano:2013-2014•País:EUA
Direção:John F. Showalter, Guy Norman Bee, Kevin Hooks, Robert Singer, Tim Andrew,
Roteiro:Eric Kripke, Jeremy Carver, Adam Glass, Brad Buckner, Eugenie Ross-Leming, Robbie Thompson
Produção:Todd Philip Aronauer, Marc David Alpert, Craig Matheson
Elenco:Jared Padalecki, Jensen Ackles, Misha Collins, Mark Sheppard, Osric Chau, Alaina Huffman, Curtis Armstrong, Tahmoh Penikett

Atenção: O texto abaixo contém Spoilers da oitava temporada e alguns de alguns eventos da nona temporada, menos da finale.

Continue meu filho rebelde, haverá paz quando você tiver terminado… A banda Kansas já tocou várias vezes esta música ao final de cada temporada de Supernatural, mas parece que jamais haverá paz, principalmente, porque os rebeldes irmãos Winchester (Jared Padalecki e Jensen Ackles) não pararão tão cedo. Desde o afastamento de Eric Kripke como showrunner ao final da quinta temporada ainda pudemos assistir a bons episódios, porém a série caiu em qualidade justamente por conta da necessidade das histórias continuarem com interlúdios engraçadinhos (e divertidos) e poucos arcos principais deixando marcas definitivas em sua própria mitologia. A evolução dos personagens praticamente inexiste e tudo arruma um jeito de voltar como era antes conforme as tramas avançam.

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Apesar das exceções, como a morte de Bobby Singer na temporada 7, desde a finale da temporada 6 já estou acostumado a revelações bombásticas ou eventos sensacionais que dão em água no começo da temporada seguinte para criar episódios inofensivos… Exemplifico: na finale da sexta tivemos Castiel (Misha Collins) com complexo de Deus, ideia jogada fora já no primeiro episódio e ele volta a fazer “parte da turma”. Na finale da sétima, após destruir todos os leviatãs, Dean e Castiel são jogados no purgatório e saem no terceiro episódio para nunca mais existir novamente.

Então posso começar a análise desta nona temporada, que mantém este conceito explicado, pela finale da oitava: Sam está mortalmente ferido após ser impedido por Dean para completar as tarefas para fechar os portões do inferno para sempre e Metatron consegue completar seu feitiço extraindo a Graça de Castiel (que agora é um humano normal), causando a queda de todos os anjos para a Terra.

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Perigo de morte já não era nenhuma novidade na série – já na finale da primeira temporada Dean fica entre a vida e a morte – porém era a possibilidade de haver uma guerra entre facções de anjos e demônios que chamava mais a atenção neste cenário e que, infelizmente, foi pouco explorado e até gerou alguma confusão através do desenvolvimento de seus dois arcos principais: a batalha pelo controle dos anjos – Bartholomew, Malachi e no final Metatron (Curtis Armstrong) contra Castiel – e a batalha pelo posto de rei do inferno – Crowley (Mark Sheppard) contra Abaddon (Alaina Huffman).

Neste interim, motivados pela partida do profeta Kevin Tran (Osric Chau), os irmãos partem para a busca da “primeira lâmina” (utilizada no primeiro assassinato bíblico, de Cain contra seu irmão Abel) poderosa o suficiente para matar os poderosos vilões do céu e do inferno – Metatron e Abaddon, respectivamente – e que só poderia ser manipulada por aquele que tivesse a marca de Cain, não sem um grande fardo a ser carregado, claro.

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O problema é que ao fazer estes dois núcleos não interagirem entre si – os episódios que tratavam dos anjos não se falam dos demônios e vice-versa – os roteiristas perderam a oportunidade de enriquecer as histórias centrais e fatalmente precisou abusar de soluções fáceis para continuar – o arco de Abaddon terminou tão subitamente que em vez de chocar acabou primando pela preguiça, por exemplo.

Outra consequência desta abordagem foi a previsibilidade de situações como nas inúmeras discussões entre os irmãos sobre atos egoístas em nome da união como família, tema antigo na série (Sam estava pronto para morrer, mas Dean usou um artifício a revelia do irmão no começo desta temporada que lembra demais o que foi feito no início da temporada 2) e omissão dos efeitos colaterais de uma solução para matar o vilão que se agrava com o tempo (o paralelo da marca de Cain carregada por Dean com o vício em sangue demoníaco de Sam na temporada 4 é inevitável).

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Apesar disto, fora dos arcos principais, os 23 episódios tiveram alguns entreatos bem interessantes e participações especiais bem vindas, como os episódios com Garth (DJ Qualls), Jody Mills (Kim Rhodes) e dois dos Ghostfacers, Ed e Harry. Outra surpresa foi a estreia de Misha Collins como diretor, no episódio 17 – Mother’s Little Helper – um dos melhores desta temporada, certamente deverá voltar a cadeira na próxima também.

O 20º episódio da temporada também serviu como piloto de uma série derivada, Supernatural: Bloodlines, que acabou não vingando na emissora. A história de facções aristocratas de monstros controlando uma cidade lembra uma mistura de The Sopranos e Crepúsculo, contudo o que foi apresentado realmente parecia pouco promissor para uma série solo.

Com nove temporadas completas e a décima já confirmada, Supernatural se consolida como a mais longeva série de TV do canal americano CW apresentando nítidos sinais de desgaste. Continua divertido de assistir, porém com cada vez menos relevância por cada vez apresentar menos novidades, rodando em círculos indefinidamente, preso a inércia de sua própria fórmula como um anjo num círculo de fogo feito com óleo sagrado.

Assim se a reviravolta apresentada na finale desta temporada foi bacana, fica o medo de que ela se sustente por pouco tempo e logo venha um monte de “mais do mesmo” com o monstro da semana, anjos e demônios cercados por referências pop e rock clássico – item cada vez mais raro, inclusive. Nada contra, mas seria interessante a série arriscar mais para se reinventar. Será que o chacoalhão tão necessário para a série acontecerá no marco representado pelo episódio de número 200 da série, o quinto da próxima temporada? Keep calm and carry on, my wayward son…

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3 Comentários

  1. Sou fã da série, mas também acho que já deu. Já passou da hora do seriado acabar, antes que a série seja cancelada por baixa audiência, e tenham que terminar tudo ás pressas e de qualquer maneira.

  2. essa série é legal,mas já era pra ter acabado.parei de assistir na terceira temporada.

  3. As finales são sempre empolgantes mas desta vez nem isso salvou…

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