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Slender (2016) (2)

Slender
Original:Slender
Ano:2016•País:EUA
Direção:Joel Petrie
Roteiro:Joel Petrie, Raymund Delmar
Produção:Raymund Delmar, Joel Petrie
Elenco:Joel Petrie, Dan Schovaers, Mili Parks, Jyllian Petrie, Ryan Templeman, Dave Nilson, Tiffany Pipkin

Das lendas nascidas da internet – como a pavorosa “Charlie Charlie“, fruto da campanha de marketing do filme A Forca -, a do Slender Man é a mais atrativa. O aspecto sinistro da figura sem rosto que sequestra pessoas, principalmente crianças, remete ao depoimento dos pequenos sobre a abordagem de estranhos: estão sempre bem vestidos e com uma aparência comum, sem que possibilite uma descrição física. Slender Man foi criado pelo usuário do fórum Something Awful, Eric Knudsen (também conhecido como “Victor Surge“), em 2009, com o propósito de apresentar um personagem maldito, extremamente magro, alto, com braços longos e sem rosto, e desenvolver o imaginário infantil. Mal ele imaginava que a criatura seria lembrada em jogos, revistas e filmes, além de incentivar um quase assassinato em Waukesha, Wisconsin, quando duas meninas de 12 anos atacaram uma outra com dezenove apunhaladas, antes de deixá-la à beira de uma estrada, acreditando que poderiam ser ajudantes de Slender Man. Felizmente, apesar das feridas graves por todo o corpo, a jovem sobreviveu ao crime e incitou inúmeros debates sobre as lendas macabras, criadas em Creeypastas.

Slender (2016) (1)

Apesar da base curiosa do personagem, até o momento não foi feito nenhum filme que pudesse retratá-lo de uma maneira satisfatória. Há o Always Watching: A Marble Hornets Story, de James Moran, que até mantém o entretenimento apesar da condução falha, e o recente e terrível Slender, de Joel Petrie, que esconde tão bem o vilão que você não o encontra em nenhum momento, nem quando os créditos finais surgem na tela. Até lá, o espectador é simplesmente enrolado em uma trama boba sobre a realização de uma “pegadinha” de extremo mau gosto como o próprio filme em si.

Dois rapazes decidem fazer um documentário sobre alguma coisa qualquer. Sem saber o tema, começam a filmar qualquer coisa que acham curiosa, como as relações de um deles no trabalho como barman ou uma estranha senhora, Mili (Mili Parks), que balbucia no metrô coisas como “sem face“, “ele levou minhas crianças“, “ele tinha tentáculos“. Ao sentir que ali pode render uma boa matéria decidem entrevistá-la, assim como algumas pessoas envolvidas com a história, mas, curiosamente, no dia em que coletariam o depoimento, ela muda o que havia dito, nega qualquer coisa estranha que tenha visto e alega ter tomado remédios fortes para conter as dores da perda.

Slender (2016) (3)

Ainda acreditando que o tema pode render algum assunto bom em vídeo, eles decidem, então, pregar uma peça na senhora, convidando-a para o local onde as crianças sumiram, alegando que descobriram algo sobre o desaparecimento, com o propósito imbecil de assustá-la com uma pessoa da equipe travestida de Slender Man. Como o conceito de Raymund Delmar e do próprio Joel Petrie (que é um dos babacas do filme) é vazio e sem razão de existir, eles enrolam o espectador com todo o processo da realização do documentário até os bastidores da “pegadinha“. Só para constar, a ideia de fazer a entrevista com a senhora só surge depois de vinte minutos do filme, que, até o momento, ainda trazia apenas alguns flashes do que ela disse no metrô, com a dúvida dos realizadores sobre o que fazer.

Com indas e vindas no tempo, acréscimo de cenas “reais” de carros de polícia, depoimentos e as brincadeiras do grupo, Slender se desenvolve sem que o público se lembre do tema principal do filme. Quando você acha que viu o Slender em alguma cena, depois descobre que era apenas mais uma brincadeira do grupo para assustar alguém.

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