The VelociPastor (2018)

The VelociPastor
Original:The VelociPastor
Ano:2017•País:EUA
Direção:Brendan Steere
Roteiro:Brendan Steere
Produção:Jesse Gouldsbury, Brandon Taylor e Brendan Steere
Elenco:Gregory James Cohan, Claire Hsu, Daniel Steere, Alyssa Kempinski, Fernando Pacheco De Castro, Jiechang Yang, Zachary Steere

Uma das coisas mais puramente maravilhosas sobre The VelociPastor é o quanto isso não tem explicação. Este filme é o equivalente cinematográfico de um colega de quarto chapado na faculdade, que acorda às 5 da manhã e tenta explicar o quão incrível seria se pudessem combinar um dinossauro com um padre e lutar contra ninjas assassinos do mal. Produzido em 2017, mas idealizado inicialmente em 2010, foi exibido em festivais de cinema e lançado em DVD nos EUA em 13 de agosto de 2019…uma jornada cansativa até para um dinossauro!

O diretor Brendan Steere (também responsável pelo longa Animosity de 2013) pensou na mirabolante ideia em 2010 enquanto frequentava a Escola de Artes Visuais de Manhattan, depois que o corretor traduziu automaticamente o título “Velociraptor” para “VelociPastor“. Como parte de um projeto escolar, Steere fez um curta-metragem de fake-trailers grindhouse, que incluía o mitológico The VelociPastor (que você pode assistir clicando aqui).  Seus vídeos anteriores no YouTube tinham cerca de 45 visualizações cada, mas seu projeto recebeu mais de 45.000 visualizações, resultando na ideia de que poderia ser uma boa produzir algo do gênero como um longa-metragem. Steere afirmou: “O filme é feito para ser divertido, e qualquer pessoa que procure um significado mais profundo na história de um homem que se transforma em dinossauro para combater o Mal provavelmente está muito mais louco que eu“. De 2011 a 2016, houve duas tentativas de crowdfunding para levantar o filme, primeiro através do Kickstarter e depois através do Seed & Spark, mas nenhuma tentativa foi bem-sucedida até o projeto receber financiamento de um investidor privado que a mãe de um amigo de Steere conhecia. The VelociPastor então foi filmado com US $ 35.000 e Steere alega ter sido influenciado em grande parte pelo cinema de Guillermo del Toro.(?)

A história segue da seguinte forma. Após a morte de seus pais (que tem a mais inteligente forma de se poupar recursos com CGI), o jovem padre Doug (Gregory James Cohan) viaja para a China para recuperar sua fé após essa tragédia pessoal. Em vez disso, ele encontra uma camponesa à beira da morte (Claire Hsu), que lhe dá o que parece ser um fóssil de uma garra de dinossauro (um presente tão comum para confiar a estranhos quando se está morrendo na floresta!). Como se não bastasse, o religioso ainda é perseguido por ninjas (da China) e acidentalmente é ferido pelo artefato, caindo numa febre brutal.

De volta à América, a loucura se desenrola ainda mais. Possuído pelo “Espírito do Guerreiro-Dragão” o pobre pastor sofre um acesso de fome e sai pelas ruas, cambaleante, onde encontra uma prostituta chamada Carol (Alyssa Kempinski), que é constantemente agredida pelo cafetão Frankie Mermaid (Fernando Pacheco De Castro, que curiosamente dirigiu em 2017 um curta chamado…“Dinosaur”). Em um de seus programas noturnos Carol é atacada por um nóia e salva pelo lagartão faminto.  Depois de um dramalhão sobre virtude e castidade, a “prima” revela ao confuso padre a verdade por trás de seus misteriosos apagões: ele está se transformando em um dinossauro e matando pessoas más pelos parques da cidade. Carol então convence o padre Doug de que ele pode fazer mais o “trabalho do Senhor” como um dinossauro sedento de sangue do que como um simples padre. Após hesitar dramaticamente e sair correndo da casa da garota (usando um vestidinho lindo, of course!) o padressauro decide abraçar a maldição, e acaba se apaixonando por Carol ao mesmo tempo. Infelizmente para o casal, uma gangue de ninjas-traficantes-religiosos liderada por Wei Chan (Jiechang Yang) descobre que isso está tornando a vida mais difícil para eles – e decidem matar nosso emblemático herói.

Daí em diante a situação só degringola. Teremos o prazer de ver grandes (d)efeitos especiais, fantásticas coreografias de lutas marciais (hahahahahaha, sorry!) e plot-twists de cair o cu da bunda. Na minha humilde opinião a melhor parte é quando o Dinopadre se transforma em Velociraptor (na verdade é uma fantasia tosca de Tiranossauro!) e começa a descer a porrada nos ninjas. Curiosamente o dublê do padre ao se transformar em dinossauro é Zachary Steere; cameraman, diretor de fotografia e irmão do diretor.

O Rotten Tomatoes informou que 70% dos críticos deram ao filme uma crítica positiva com base em 10 críticas, com uma classificação média de 6,75/10. Alex McLevy, escrevendo para The A.V. Club disse: “Este filme vai render. É divertido de assistir, e não é mais do que bem-vindo. Tem ‘cult classic’ escrito em todo o filme.Michael Walsh, do Nerdist disse: “O filme é bom o suficiente para ser considerado uma ótima comédia? Não, provavelmente não, mas ainda é muito melhor do que a maioria das pessoas esperaria.

Então se você não tem medo de ir para o inferno por gastar uma hora e quinze minutos da sua vida terrena para assistir batalhas épicas de dinossauros criacionistas contra ninjas chineses do Vaticano, essa é a sua hora. Pegue seu terço, sua batina e uma peça de âmbar com um mosquito dentro e mergulhe de cabeça neste filme, que pode não ser a melhor coisa que já assistiu, mas garanto que será a experiência mais doente e engraçada que já teve.

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Iam Godoy

Iam Godoy

Escritor, colunista, fotógrafo, libertino, subversivo e um porra-louca sem noção do perigo. Comanda desde 2013 o site Gore Boulevard, antro de clássicos e bagaceiras sangrentas.

2 comentários em “The VelociPastor (2018)

  • 17/03/2020 em 19:29
    Permalink

    Eu gostei

    É tosco e divertido. Além disso dá pra notar claramente que as atuações são muito ruins

    Resposta

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