![]() Boneca Assassina
Original:Dolly Dearest
Ano:1991•País:EUA Direção:Maria Lease Roteiro:Maria Lease, Rod Nave, Peter Sutcliffe Produção:Daniel Cady Elenco:Denise Crosby, Sam Bottoms, Rip Torn, Chris Demetral, Candace Hutson, Lupe Ontiveros |
Em 1991, o boneco Chucky estava perpetrando sua terceira chacina no nostálgico e ainda violento Brinquedo Assassino 3, uma das sequências mais populares da franquia e que foi transmitida à exaustão no finado Cinema em Casa, pelo SBT. Neste ano, pegando carona no sucesso da franquia e no conceito, foi lançado Boneca Assassina, que, além de não repetir o sucesso e violência do nosso boneco possuído favorito, encontrou seu lugar entre as produções B, sendo hoje uma curiosidade nostálgica para os consumidores de horror.
A trama apresentada em Boneca Assassina, no entanto, é bem mais genérica que aquela protagonizada por Charles Lee Ray quatro anos antes. A história se inicia com a família Wade em viagem para o México para tomar posse de sua nova aquisição, uma antiga fábrica de bonecas da marca Dolly Dearest. Próximo ao local, abandonado e com estrutura instável, um sítio arqueológico é invadido por um arqueólogo que espera descobrir segredos sobre uma antiga tribo maia (ficcional) conhecida como “sanzia”, nome que significa “Satã na Terra” entre os nativos. Durante a aventura noturna, o arqueólogo libera um antigo espírito mitológico que possui algumas bonecas que sobraram na, então, fábrica abandonada.
Ao chegar ao local e se instalarem na nova casa, os Wade descobrem uma série de bonecas Dolly abandonadas na antiga fábrica, e a filha mais nova do casal, Jéssica, logo se apropria de uma. Logo, coisas estranhas começam a acontecer, em especial com Jessica, que passa a demonstrar um comportamento agressivo e feições violentas aliadas a uma estranha obsessão pelo novo brinquedo.
Diferentemente do que acontece na franquia Brinquedo Assassino, aqui leva um tempo para o plot do filme se apresentar. Durante a primeira parte do filme, o que se insinua é um suspense que poderia até ser descrito como psicológico, visto que as primeiras sugestões de horror vêm através do estranho comportamento da caçula do casal. E são os momentos em que o longa se sai melhor, é preciso dizer.
Diversas cenas em que a mãe, Marilyn (Denise Crosby, de Star Trek – The Next Generation e Cemitério Maldito), se vê intrigada com o comportamento da filha são bem realizadas e com atmosfera suficiente para render um bom suspense. Mas tudo perde um pouco de força porque o roteiro não se sustenta, e fica claro que algumas decisões foram tomadas apenas para causar impacto à revelia de sentido.
A presença da boneca possuída em cena também não ajuda. Apesar dos bons efeitos práticos, nos quais se utilizam próteses, animatrônicos e até dublês para dar vida à boneca, há uma economia de violência que torna tudo muito leve, especialmente para os espectadores que já ultrapassaram a adolescência.
Boneca Assassina é o único filme dirigido pela diretora Maria Lease fora do pornô, gênero ao qual se dedicava sob pseudônimo Joanna Williams. De toda forma, a história das bonecas possuídas falha em sua proposta, contendo apenas alguns lapsos do que seria uma boa narrativa. O destaque, inclusive, é a atuação da atriz mirim Candace Hutson, intérprete da caçula Jéssica, e personagem mais assustador de todo o filme. O resto é pura rotina.






