![]() O Som da Morte
Original:Whistle
Ano:2025•País:Canadá, Irlanda Direção:Corin Hardy Roteiro:Owen Egerton Produção:Whitney Brown, David Gross, Macdara Kelleher Elenco:Dafne Keen, Sophie Nélisse, Sky Yang, Jhaleil Swaby, Ali Skovbye, Percy Hynes White, Mika Amonsen, Michelle Fairley, Stephen Kalyn, Nick Frost, Conrad Coates |
Adolescentes e objetos claramente amaldiçoados raramente são uma boa combinação, sendo a imbecilidade ingenuidade dos primeiros em relação aos segundos o grande mote de várias produções do horror fantástico, como 7 Desejos, O Jogo da Amizade e, mais recentemente, Fale Comigo. Ora, o que fazer com uma relíquia olmeca de milhares de anos em formato de caveira com os dizeres “invocar os mortos”? De acordo com os jovens de O Som da Morte, filme dirigido por Corin Hardy (A Freira) e protagonizado por Dafne Keen (Logan), o mais sensato é colocar o artefato na boca e torcer pelo melhor.
É o primeiro dia da jovem Chrysanthemum (sério) “Chrys” Willet (Keen) em Pellington High, sua nova escola. Com a ajuda de seu primo Rel (Sky Yang) e seus amigos, a jovem tenta um recomeço, após aparentemente ter passado por uma situação difícil envolvendo abuso de drogas. Porém, ao encontrar no seu novo armário um artefato ancestral conhecido como In Choka, Chrys descobrirá que a morte se aproxima.
Sim, a motivação por trás de O Som da Morte parece um pouco rasa. De fato é, visto que o objeto não possui nenhum tipo de apelo, sendo meramente um apito macabro que mata todos aqueles que escutam seu silvo. A cena inicial do filme, envolvendo um jovem ganhando um campeonato de basquete e sendo perseguido por uma entidade, nos leva a pensar que se trata de uma espécie de pacto, mas o filme não se aprofunda nisso. Mas por que alguém colocaria essa geringonça na boca? Jamais saberemos.
Contrariando o bom senso e qualquer noção de higiene, uma das novas amigas de Chrys acaba por cometer o pecado de soprar o apito, e todos que escutaram o som morrem inexplicavelmente. Por meio de uma idosa colecionadora de antiguidades, Michelle Fairley (nossa eterna Catelyn Stark), a garota acaba descobrindo que, segundo a mitologia olmeca, toda vez que surge uma nova vida, a Morte passa a procurá-la. Sendo assim, o tempo de vida de cada indivíduo é o tempo que a Morte demora para achar esse indivíduo. Quando uma pessoa usa a In Choka, ela entrega sua localização, reduzindo seu tempo de vida drasticamente.
Achei particularmente interessante o conceito de um artefato denunciar a localização de uma pessoa para a Morte, e mais ainda a aparência que a entidade assume: a própria pessoa em sua situação original de óbito. Assim, se o sujeito morreria em um incêndio, uma criatura queimada virá atrás dele, e se fosse morrer de velhice, um idoso horripilante o perseguiria. Infelizmente, os pontos positivos de O Som da Morte ficam por aqui. Como citado anteriormente, as motivações do filme são rasas e os personagens são bobos. A única que tem certo espaço para se desenvolver é a protagonista Chrys, que tem um background interessante, mas é totalmente eclipsada pela performance inexpressiva de Dafne Keen.
Para piorar, o final do filme se leva a sério demais, com uma proposta muito profunda para um filme tão simplório. Não que eu esperasse muito desse filme, mas o resultado fica um pouco aquém das expectativas. Se você procura um filme bobinho com mortes divertidas para uma sexta à noite, O Som da Morte pode te agradar. Caso contrário, passe longe.





