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Inbred
Original:Inbred
Ano:2011•País:UK, Alemanha
Direção:Alex Chandon
Roteiro:Alex Chandon, Paul Shrimpton
Produção:Margaret Milner Schmueck
Elenco: Jo Hartley, James Doherty, Seamus O'Neill, James Burrows, Terry Haywood, Nadine Mulkerrin, Chris Waller, Neil Leiper, Dominic Brunt

Os maníacos do vilarejo Mortlake, em Yorkshire, não chegam a cinquenta — passaram muito longe dos dois mil de Herschell Gordon Lewis —, mas são igualmente sarcásticos e violentos. Embora existam comparações do filme de Alex Chandon com um certo massacre no Texas ou dos canibais da colina, este é mais cultural e extremamente estereotipado, mas igualmente gráfico e com mais aspectos amadores. Inbred é uma tentativa ingênua de buscar uma vestimenta cult, ainda que tenha perdido o timing dos anos sessenta e setenta.

Quando soube da produção, o vereador e prefeito Derek Adamson foi absolutamente contra sua realização. Como foi filmado em Thirsk, no norte de Yorkshire, terra natal do diretor, Adamson acreditava que a publicidade negativa poderia rotular os moradores como monstros, porém, quando percebeu que se tratava de um comédia ácida, com exageros risíveis, não apenas aprovou a realização como acabou se envolvendo. É provável até que o longa tenha servido para estimular o turismo, caso alguém tenha realmente visto o filme.

Nele, quatro jovens delinquentes, Tim (James Burrows), Sam (Nadine Mulkerrin), Dwight (Chris Waller) e Zeb (Terry Haywood), são conduzidos pelos cuidadores Kate (Jo Hartley) e Jeff (James Doherty) a uma vilarejo em Yorkshire para a realização de trabalho comunitário. Estabelecidos no local e ainda evidenciando rebeldias e ignorando as propostas dos monitores, eles aceitam participar de um jogo em que devem encontrar materiais “valiosos” em trens abandonados. Já haviam experimentado uma certa hostilidade no pub local, embora tenham sido defendidos pelo proprietário, Jim (Seamus O’Neill), mas é durante a disputa entre equipes que eles começam a perceber que estão no local errado.

Uma confusão com três moradores da região culmina com um grave ferimento de Jeff, levando-os a pedir ajuda novamente a Jim. Surpreendendo a todos do grupo, Jim corta a cabeça de Jeff com um cutelo e prende os demais para que participem de um espetáculo tradicional em Mortlake. A partir de então, os jovens precisam se unir para procurar uma saída desse pesadelo, enquanto são conduzidos a um show de torturas, com esquartejamento, corpos explodindo e cabeças esmagadas. Todo o cenário de dor em um contraponto à festividade, com cantorias e um público de pessoas deformadas em êxtase.

Diferente de Maníacos (Two Thousand Maniacs!, 1964), os vilões de Mortlake são exageradamente estereotipados, com dentições em evidência e deformidades. Assim como Tod Browning, Alex Chandon também utiliza pessoas reais com deficiência para completar seu elenco e gerar os incômodos de sua proposta. Tudo soa como homenagens e referências, incluindo o personagem da motosserra que copia a dança de Leatherface, e a animada postura de Jim, lembrando bastante o prefeito Earl Buckman (Jeffrey Allen), de Pleasant Valley.

Deve-se enaltecer os bons efeitos especiais, com uso de CGI associado ao gore prático, como no prólogo, quando uma mulher é desmembrada e a cena se revela como um vídeo que os jovens estão assistindo durante a viagem na van. Como Alex Chandon já tinha experiência com efeitos especiais e visuais, tendo comandado o trash gráfico Nascido do Inferno (Cradle of Fear, 2001), ele está bem à vontade em atropelar pessoas e derreter estômagos. As sequências violentas permitiram ao filme entrar para as listas das produções mais grotescas como a publicada no Boca do Inferno, 100 filmes para se assistir (ou não!) com a sua família.

Não recomendado para pessoas sensíveis, Inbred é um horror splatter, embebido em vísceras e sangue em profusão, ainda que não tenha buscado um atalho mais inspirado. Vale conhecer Mortlake para quem já esteve em Pleasant Valley e sobreviveu.

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