![]() Desastre no Voo US57
Original:Flight 666
Ano:2018•País:EUA Direção:Rob Pallatina Roteiro:Jacob Cooney e Brandon Stroud Produção:David Michael Latt Elenco:Liz Fenning, Jose Rosete, Joseph Michael Harris, Greg Furman, Clarissa Thibeaux, Paul Logan |
Confesso que não sou muito fã de filmes de aviões, em qualquer género. Vez ou outra escolho um aleatoriamente para ver se há algo novo, capaz de mudar a minha opinião.
Desastre no Voo US57, de Rob Pallatina, não apresenta nenhuma novidade, porém, entrega uma tensão razoável e um CGI ruim, coisas que, dependendo do estado do meu humor, podem render até um certo grau de divertimento.
A história passa-se num voo internacional aparentemente comum. Para mim, que tenho imenso pavor de voar, estar dentro de um avião já é um pesadelo, porém, no caso dos personagens do filme, ainda surgem forças sobrenaturais que começam a atacar passageiros e tripulantes. No início, todos tentam entender o que está a acontecer, mas, com o passar do tempo, percebem que as entidades são espíritos de jovens assassinadas, determinadas a vingar as suas mortes e capturar o assassino, que também está a bordo.
O suspense no filme funciona razoavelmente bem. Demorei a perceber quem seria o assassino, já que as entidades atacavam a todos, indistintamente.
A tensão da espera pela revelação sobre o assassino me prendeu ao filme, compensando as ações e reações estapafúrdias da tripulação e dos passageiros.
As atuações são medianas, sem nenhum destaque positivo. Ressalto aqui a falta de reação da personagem Tanie (interpretada pela atriz Lisa Goodman, I May Regret, 2018). Depois de comer uma salada cheia de larvas e vomitar, continuou a agir como se nada tivesse acontecido. Eu teria feito um escândalo, mas a mulher engoliu em seco, literalmente.
Os efeitos especiais são pobres e toscos, o longa contém vários erros técnicos, furos de roteiro e imprecisões sobre aviação. A tripulação utiliza um pé-de-cabra a bordo. Por questões óbvias, qualquer ferramenta deste género seria estritamente proibida em voos comerciais e nunca permitiriam a entrada de qualquer pessoa com uma na aeronave, ainda que fosse o piloto.
A mistura de thriller policial com terror sobrenatural é um conceito divertido. Lembra uma versão de terror do clássico episódio “Pesadelo a 20.000 Pés“, da série Além da Imaginação.
“Muitos” furos à parte, Desastre no Voo US57 é um clássico filme de terror “B” que diverte se for visto sem grandes expectativas. Produzido pela The Asylum, produtora famosa por filmes propositadamente exagerados (Sharknado, 2013), o filme funciona mais como um “passatempo descompromissado” do que como uma obra de terror séria.
Sendo de curta duração, a ação e os fenómenos sobrenaturais começam relativamente cedo, o que evita que a história se torne demasiado aborrecida. É ideal para uma noite de tédio, excelente para ver com amigos e rir dos erros de continuidade e dos efeitos especiais. Para os infernautas que procuram um terror psicológico refinado ou que dê medo genuíno, este filme vai desapontar, mas para os que só querem uma diversão para momentos de tédio, funciona.





