Scanner Cop II (1995)

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Scanner Cop II
Original:Scanner Cop II
Ano:1995•País:EUA, Canadá, Alemanha
Direção:Steve Barnett
Roteiro:Mark Sevi
Produção:Pierre David
Elenco:Daniel Quinn, Patrick Kilpatrick, Khrystyne Haje, Stephen Mendel, Robert Forster, Brenda Swanson, Jerry Potter, Jewel Shepard, Terrie Snell, Jim Blumetti, Eric Chambers

“Como se sente, Sam? A tendência é piorar.”
Karl Volkin para Samuel Staziak

Essa frase acima define bem o que se tornou à série scanners. Filme após filme a tendência foi piorar, e mesmo que Scanner Cop tenha sido um episódio interessante, até para ele arrumaram uma continuação, confirmando a tendência.

O último episódio da saga dos scanners não é o pior, afinal é difícil superar Scanners 3, mas é muito inferior ao seu antecessor. Esta continuação ignora quase todos os eventos do filme anterior, apenas o personagem principal retorna a ação, o que já começa meio estranho, porque nada é explicado sobre o destino do comandante pai adotivo de Samuel, por exemplo.

O filme começa com um homem encontrado em uma pedreira pela polícia sendo levado para uma delegacia. O nome do cara é Karl Volkin (Patrick Kilpatrick, de O Porão) e, pela sua aparência, os policiais supõem que esteja drogado e chamam um médico para examiná-lo.

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Os policiais vão descobrir da pior forma possível que Karl é um scanner que está foragido de uma clínica psiquiátrica e busca vingança contra o seu raptor, que matou o seu irmão, o agora detetive Samuel Staziak (Daniel Quinn, repetindo seu papel em Scanner Cop).

Karl foge da delegacia com um carro da polícia, e pelo que sabemos até agora sobre os scanners, isso só foi possível porque ele não toma mais Ephemerol – a droga que alivia a dor e suprime os poderes dos scanners – tornando-se poderoso, porém insano.

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Volkin então se dirige ao Centro de Recursos Trans-Neural (hã??), que até onde eu entendi é um prédio onde os scanners recebem assistência médica e Ephemerol. O lugar está passando por necessidades financeiras e é administrado pela também scanner Carrie (Khrystyne Haje, de Bates Motel), o interesse amoroso de Staziak.

Samuel frequenta o lugar, pois Carrie está tentando obter informações sobre sua mãe desaparecida. Após mais uma visita sem sucesso, recebe um chamado urgente para conter um sequestro a um prédio.

Samuel toma uma nova fórmula de Ephemerol, que alivia a dor mas não reprime seus poderes, e consegue conter os sequestradores. Eu só não entendi porque apenas Samuel usa esse novo tipo de Ephemerol. Será que é por que ele é da força policial? Vai saber…

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Acontece que Carrie finalmente consegue pistas do paradeiro da mãe de Samuel, mas ela acaba sendo atacada por Karl que pega o endereço de Samuel para concretizar sua vingança. Karl também tenta sugar a força vital de Carrie, mas é interrompido pela chegada da polícia.

Essa é uma das piores sacadas do roteiro: inventaram um scanner que pode sugar a força de outros scanners como se fosse um vampiro, mas sem sequer tentar explicar o porquê de apenas Karl conseguir fazer isso.

Voltando ao filme, Karl tenta atacar Samuel em sua casa, porém ele é um scanner mais forte que Karl, que acaba fugindo e assim passa a sugar todos os scanners que encontra para aumentar seu poder e assim matar Samuel. A primeira vítima é um scanner que pratica pequenos furtos em um beco da cidade. Samuel, supondo que é a mesma pessoa que atacou Carrie, vai ao hospital onde está inconsciente e a “escaneia” para que faça um desenho do agressor.

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Agora um parêntese: por que Samuel se prestou a forçar Carrie a fazer um desenho, quando podia entrar em suas lembranças e ver o rosto de Karl?

Enfim, Samuel identifica Karl e vai a sua captura. Karl continua a matar scanners e vai atrás da mãe de Samuel, até o derradeiro confronto entre Samuel e Karl onde quem fizer a pior careta, vence. E acabou, é só isso mesmo, sem reviravoltas ou revelações surpreendentes.

O filme é ruim por causa desse roteiro raso, sem ambição e cheio de falhas e apoiado pelas insípidas atuações de Patrick Kilpatrick e Daniel Quinn. Não tem como não associar a atuação de Patrick com a de um orangotango e Daniel, que por sinal tinha ido bem no anterior, com a de um scanner com dor de barriga ou diarreia.

E devo admitir que ao final desse filme eu já não aguentava mais a bendita sirene que toca quando os scanners usam seus poderes!!.

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A única coisa realmente boa é a qualidade dos efeitos, que estão acima da média dos filmes anteriores. Então se você é ligado apenas nos efeitos, é uma boa pedida.

Resumindo: É um filme fraco que tenta se apoiar nos efeitos, mas nega fogo na direção burocrática de Steve Barnett e nas atuações de Daniel Quinn e Patrick Kilpatrick, que chegam a ser engraçadas de tão feias. O roteiro é simples demais e as inovações implementadas são risíveis pela falta de explicações. O negócio é aguardar para ver quando sair o remake do Scanners original e ter a esperança de que aprendam com os erros destas continuações e respeitem a obra prima de David Cronenberg.

Novos Poderes: Também sem muitas novidades, mas além do scanner vampiro ainda sobraram algumas cartas na manga dos scanners:

Scaneamento por rádio: seja por telefone ou por rádio, não importa, você pode estar à mercê dos scanners do mesmo jeito. Só cuidado porque ao falar com um scanner pelo telefone, sua orelha pode fritar, literalmente.

Desarmar bombas: a manipulação por scanners de aparatos tecnológicos não se resume apenas a computadores. Samuel consegue até desarmar uma bomba, sem ter que escolher entre o fio azul e o vermelho, mesmo que para isso precise fazer uma força de rasgar a cueca.

Um bom momento: Os efeitos utilizados no filme são os melhores da série e para os mais atentos, rola uma ponta de Kane ‘Jason’ Hooder no começo do filme. Infelizmente são detalhes insuficientes para salvar o filme como um todo.

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Mas sua Cabeça pode explodir quando: Patrick Kilpatrick parecido como um orangotango com Volkin e suas caretas e risadas enquanto consome um scanner, ridículo e totalmente dispensável.

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Gabriel Paixão

Gabriel Paixão

Colaborador e fã de bagaceiras de gosto duvidoso. Um Floydiano de carteirinha que tem em casa estantes repletas de vinis riscados e VHS's embolorados.

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