
![]() Abismo do Medo
Original:The Descent
Ano:2005•País:UK Direção:Neil Marshall Roteiro:Neil Marshall Produção:Christian Colson, Ivana Mackinnon, Keith Bell, Paul Ritchie, Paul Smith Elenco:Alex Reid, Catherine Dyson, Julie Ellis, Molly Kayll, MyAnna Buring, Natalie Mendoza, Nora-Jane Noone, Oliver Milburn, Saskia Mulder, Shauna MacDonald |
Em 2002, Neil Marshall presenteou os fãs do cinema de horror com o cultuado Cães de Caça (Dog Soldiers), uma história violenta de lobisomens com divertidos elementos de humor negro. Três anos depois, o mesmo cineasta lançou sua contribuição aos filmes sobre ambientes carregados de claustrofobia com Abismo do Medo (The Descent), que chegou nos cinemas brasileiros em 22/09/06, distribuído pela Califórnia Filmes.
Na história, um grupo de seis mulheres se aventura por uma caverna à procura de diversão e elas são surpreendidas por um pequeno desmoronamento que impede o retorno à superfície pela mesma entrada. O grupo é formado pela líder Juno (Natalie Jackson Mendoza), ao lado das companheiras Sarah (Shauna Macdonald), que teve uma experiência traumática num acidente fatal com sua filha pequena Jessica (Molly Kayll), Beth (Alex Reid), Rebecca (Saskia Mulder), Sam (MyAnna Buring) e Holly (Nora-Jane Noone).
Após o imprevisível tremor, elas são obrigadas a procurar uma saída alternativa, enfrentando uma série de obstáculos como a escuridão opressora, o medo do confinamento, e a passagem por locais apertados com o terrível sentimento de claustrofobia de um ambiente desconhecido e soterrado. Contudo, elas não imaginariam que o maior problema a ser enfrentado seria outro ainda pior: a improvável possibilidade de encontrarem formas grotescas de vida parecidas com homens, porém não humanas, vivendo primitivamente nas profundezas dos infindáveis fossos, com características extremamente violentas e carnívoras, e que estariam interessadas diretamente em saborear suas carnes.
Abismo do Medo é um dos grandes filmes de horror que foram exibidos nos cinemas brasileiros em 2006, ao lado de Wolf Creek – Viagem ao Inferno, Espíritos – A Morte Está Ao Seu Lado (Shutter), O Albergue (Hostel), Viagem Maldita (The Hills Have Eyes) e outros, provando ser um ano bem favorável ao cinema de horror.
Dirigido e escrito por Neil Marshall, o filme tem todos os elementos necessários para deixar o espectador tenso, manipulando suas emoções, fazendo-o testemunhar desde a deterioração progressiva do relacionamento das mulheres, obrigadas a lutarem por suas vidas num local fechado, até o confronto brutal com criaturas bizarras que querem o sangue dos invasores de seu território e destroçar seus corpos frágeis com garras afiadas.
Altamente recomendável para quem procura tensão, violência, sangue em profusão e um desfecho depressivo.




Pessoal eu assisti um filme em 2007 e nao lembro o nome, e terror suspense, o pouco q eu me lembro e que um rapaz e hospedado na casa de uma mulher e eles tipo se relaciona ou se apaixona, mas a mulher parese vira uma bruxa ou criatura, ai no final do filme o rapaz ja velho em um apartamento a criatura daquela mulher volta pra pega ele ai acaba o filme, sao essas poucas cenas que lembro mais ou menos
Realmente o melhor filme de terror de 2006 , sem falar que Shauna MacDonald tá incrível fazendo agente se sentir na pele da personagem. É como eu digo dê um papel de protagonista a uma atriz ,não muito famosa auxiliada é claro por um roteiro ótimo e um diretor criativo. pra ver se a atriz no caso não mostra talento melhor que muita estrela por aí . O que tá faltando pra Natalie Dormer é isso ,uma oportunidade dessas de um bom papel de protagonista pra mostrar a que veio
Uma lista que revela o verdadeiro thriller psicológico por trás do filme “O abismo do medo”
Revi hoje o filme “O Abismo do medo” (The Descent, no original), um filme britânico, considerado como de terror, dirigido por Neil Marshall. O curioso fato dele ser um filme de terror bem comentado foi o que me levou a assisti-lo, há alguns anos e atrás, e reassisti-lo, agora. De fato, “O abismo do medo” é um filme diferente, intrigante e provocativo, embora não muito “assustador”. Não acho que a categoria “terror” lhe faça justiça inteiramente.
A intenção deste texto, no entanto, não é resenhar o filme, mas antes, acrescentar minhas próprias considerações à verdadeira batalha ideológica que é travada pelos fóruns online mundo a fora entre as pessoas que acreditam que os “monstros” apresentados na tela são totalmente ““reais”” e aqueles que defendem que eles são ““imaginários””.
(Se você inda não viu o filme e se importa em saber spoilers a essa altura do campeonato, não leia a partir daqui)
O que acontece é o seguinte: um grupo de amigas que costumava viver aventuras radicais se reúne para explorar uma caverna (teoricamente, turística), como forma de celebrarem a amizade e se divertirem. Elas são lideradas por Juno, uma exploradora experiente que depois se mostra totalmente egomaníaca quando revela que enganou todo mundo, levando-as, na verdade, para uma caverna recém descoberta que nunca havia sido explorada.
A partir daí, o grupo tenta achar uma saída do local, mas as coisas vão se complicar, porque uma delas, Sarah, que recentemente sofrera a perda do marido e da filha e ainda luta com a depressão, se encontra emocionalmente fragilizada. Em determinado momento, as amigas percebem que não estão sozinhas na caverna e começam a tentar fugir de uns “bichos humanóides” que querem atacá-las. A maioria delas não sobrevive e, ao final do filme, encontramos uma Juno machucada, abandonada para morrer num ataque de “predadores” e Sarah completamente delusional e perdida.
É aí que começa uma polêmica divergência que poderia muito bem ser descrita como o conflito entre evolucionistas e criacionistas, religiosos e ateus, Tomé e Maria Madalena. Os fóruns se dividem entre as pessoas que acham que os “bichos” são completamente reais e os que vêem neles uma manifestação psicológica delirante, uma metáfora para o processo de “decaimento” mental e emocional da protagonista Sarah, que teria matado as amigas e inventado os “monstros” como uma forma subconsciente de lidar com o que fez.
Bom amigos, eu não sou nenhuma autoridade em interpretação de texto, mas já estudei certa vez que, para a teoria literária mais creditada, as obras artísticas tem uma essencial “plurivocidade de sentidos”, o que quer dizer que guardam consigo diversas possibilidades interpretativas igualmente válidas.
O tempo de tela da personagem Sarah
As cenas de um filme ali estão por serem indispensáveis em oposição ao texto que pode se permitir acrescentar detalhes de caracterização psicológica mesmo que não sejam necessários.
No caso, a história inicia mostrando o acidente que a família de Sarah sofre e também o romance secreto entre Paul (marido) e Juno e depois ainda dispende um longo tempo mostrando como essa tragédia fragilizou o estado mental da personagem, que continua tendo uma espécie de sonho delirante com o bolo de aniversário da filha, chegando a dar um close no momento em que ela toma remédios antes de ir para a caverna. Ademais, o discurso das amigas em relação a ela é sempre de preocupação: “Você está bem?”, “Você se recuperou?”, “Você não sabe pelo que ela passou”, “Isso não vai ser bom pra Sarah”.
Se a intenção do roteiro fosse simplesmente mostrar como um tipo de morador feroz e assustador de uma caverna desconhecida ataca e mata um grupo de amigas, não haveria a necessidade de deixar tão claro o estado mental de Sarah, que sequer era a exploradora mais experiente ou corajosa do grupo. Aliás, a depressão é a única característica que nos é mostrada em relação a ela, enquanto as outras amigas apresentam um grupo de habilidades muito mais afins com a caverna: conhecimentos médicos, coragem, experiência, força, agilidade, uso de equipamentos, etc.
2. O comportamento de Sarah
Mais de uma vez o roteiro nos mostra que Sarah age de maneira muito diferente do que as amigas. Durante a parte mais lenta do filme, ela continuamente se afasta do grupo – mesmo enquanto as outras fazem uma pausa para comer, é “atacada” por morcegos, ouve risadas, fica presa numa passagem em que todas conseguiram passar. Além disso, após o ataque inicial dos bichos, Sarah é a única personagem que fica sozinha até o fim do filme. Assim, é clara a intenção de nos mostrar que ela é diferente.
3. A escolha dos sintomas causados por cavernas
Enquanto as amigas fazem a trilha que vai dar na caverna, um pouco antes de passarem pelos ossos de um bicho morto, a personagem Rebecca avisa a irmã de que:
“Você pode ficar desidratada, desorientada, claustrofóbica, ter ataque de pânico, paranoia, alucinações, deterioração visual e auditiva”.
Revendo o filme, essa fala realmente soa como um aviso do que virá. (Observe que ela poderia ter escolhido quaisquer outras informações sobre cavernas para alertar a irmã — fauna, flora, expedições e exploradores famosos, altitude, geografia, etc — mas escolheu apenas estas).
4. O início da “parte rápida”
O filme se divide entre a parte inicial, mais lenta, e a parte em que os ataques começam, que é mais rápida. Esta última se dá logo após o momento em que Sarah vê o “monstro” pela primeira vez. Ela diz para as amigas que viu uma pessoa, que já vinha com a sensação antes, mas que agora tem certeza. Um tempo depois, um barulho assusta as amigas, elas começam a fugir até que uma delas avisa Juno para deixar o sinalizador para trás. É só depois que elas estão no escuro total que um deles aparece claramente na tela. Sarah é a primeira a correr, escorrega, cai num tipo de buraco e bate a cabeça. Enquanto ela corre, a tela se divide para mostrar a fuga e o ataque à Holly.
Pra mim, esse duplo movimento da câmera poderia representar a cisão dentro da mente da própria personagem: enquanto a parte “monstro” ataca, a parte “humana” foge e se esconde, presa, numa espécie de buraco, para onde, curiosamente, o corpo de Holly é levado após o ataque. Conveniente?
A parte humana de Sarah confinada em meio a escuridão
O que dizer do delírio que Sarah experimenta ao acordar?
Logo depois dessa fala, a menina vira pra câmera e se transforma em “monstro”.
Outro fato curioso é que as amigas só começam a ver os monstros depois da sugestão de Sarah e quando estão no escuro total. Combinando esses fatos com o alerta que Rebecca fez para a irmã antes de entrarem no local, é razoável interpretar que, após um longo período de esforço físico, tensão intensa e privação de luz, o grupo começou a experimentar paranoia, alucinações, deterioração visual e auditiva, as quais tornam possível ver os “monstros”.
5. O grito
Após encontrar Beth e descobrir (conscientemente, pelo menos) que o marido a traía com Juno, Sarah tem um momento bipolar em que passa da expressão total de desolação ao semblante assassino, enquanto, num ímpeto, chuta a cabeça de um “monstro criança”. Até aquele momento, ela não tinha atacado nenhum deles. Em seguida, ocorre a clássica cena em que a personagem luta com a “monstro mãe” numa piscina de sangue, levanta e ataca ferozmente o “monstro pai”. Nesse momento, coberta de sangue, ela urra. A câmera corta para as amigas, que ouvem, no mesmo momento, um grito de “monstro”.
6. A morte de Sam
A maneira como a irmã de Rebecca morre confirma a hipótese de que o grupo estava experimentando um tipo de paranoia coletiva. Analisando com calma, no momento em que ela começa a travessia do buraco, a expressão no rosto de Juno e da irmã é de espanto e incredulidade. Elas dizem que ela não tem corda suficiente para passar e está perto o suficiente para voltar, mas ela não dá a mínima bola para esses conselhos. Em determinado momento, pega uma faca, suas pupilas estão dilatadas, ela está vendo um dos monstros logo acima dela, mas a expressão das amigas não condiz com o que vemos na tela:
Elas não tentam ajudá-la, embora estejam perto, tampouco parecem ter medo do monstro que nós vemos claramente acima delas. Na verdade, elas estão incrédulas no que Sam está fazendo. Ela morre por causa de um corte no pescoço, mas quem tinha a faca na mão era ela e não o bicho.
7. A piscina de sangue
Esse é um argumento sutil, mas ainda válido. Existiria a possibilidade de haver, de fato, uma piscina tão volumosa de sangue naquela caverna? Funda o suficiente para que Sarah mergulhasse? Ou a possibilidade de o sangue ser metafórico, logo após Sarah matar a família de monstros (reflexo da sua própria) e um pouco antes de Rebecca morrer e da luta entre Sarah e Juno, é mais significativa para a história? Ela estava coberta por sangue de todas as perdas que sofrera e causara e após tomar consciência da traição do marido com a amiga, conseguia suportar aquilo melhor.
8. O fim
Após ferir Juno, Sara foge, deixando-a sozinha, para morrer. Ela deita e fecha os olhos. Em seguida, parece que consegue achar uma saída daquele horror. Mas, para sair da caverna, Sarah tem que passar por uma pilha de ossos.
A metáfora aqui é clara, ainda reforçada quando descobrimos que essa pretensa fuga tinha sidoum sonho. O inconsciente de Sarah estava nos contando o que ela acreditava que precisaria fazer para sair dali.
De volta à realidade, nos momentos finais, Sarah volta a sonhar com o bolo de aniversário da filha, mas dessa vez a criança parece estar realmente na caverna, comprovando seu estado delirante. A câmera se afasta para nos dar a perspectiva do que acontecia com Sarah.
A maneira como a cena final é conduzida funciona para mostrar o reflexo perfeito da mente da personagem, absolutamente psicótica e paranoica. A medida que a câmera se afasta, passamos a tomar consciência do “decaimento” psicológico de Sarah e começamos a ouvir o barulho dos bichos, mas não vê-los. Os bichos estão ali, nós sabemos, mas na mente de Sarah e não nas paredes da caverna.
Muito boa análise!
Na minha opinião, este filme é a melhor representação do gênero terror que temos atualmente. É uma analogia com a depressão, a escuridão da depressão. As próprias criaturas representam os medos, a doença de Sarah. Isso tanto é verdade que em uma determinada cena deletada da versão final, Sarah enxergava a sombra dos monstros nas paredes do hospital, sem sequer ter tido contato anterior com estes. É uma obra prima.
sem ser cruel o filme realmente prende o espectador mas está muito longe de virar um clássico não vi nada de diferente nesse filme apenas uma enrolação na tentativa de fazer um laço maior de amizade e depois ver o pânico de amigos serem mortos mas nada . eu recomendo pelo fato de ser um filme angustiante nas partes de claustrofobia o ponto alto do filme . MARSHALL foi muito criativo no cães de caça o melhor filme de lobisomem da atualidade ! parabém a esse incrível site o melhor !!!
Um dos melhores filmes que já vi. Depois dele, nunca mais consegui entrar em grutas kkkk 🙂
Numa época em que os desastres como remakes e torture porns dominavam, surge essa pequena obra de terror sufocante.
É um filme excelente, onde o susto surge nos momentos mais inesperados e não sabemos o que vai acontecer.
Totalmente recomendável para quem procura um filme de terror de verdade, com tensão, sangue, criaturas monstruosas e trama simples.
Um clássico moderno.
Ótimo filme! 🙂
Um dos melhores e mais assustadores filmes da história do gênero!
CLÁSSICO.
Pode sim virar um clássico.. vamos esperar mais uns 20 anos..
5 caveiras, sério? Dou no máximo 4 pela atmosfera e pela ideia.
Na primeira meia hora o filme já apela pra vários jumpscares genéricos, dando sequência na famosa lista de idiotices que te fazem ter mais raiva dos protagonistas do que empatia. Se espremer pelos túneis apertados de um sistema novo de cavernas profundas deixando o guia pra trás? OK… venham criaturas, não desperdicem a carne das invasoras