![]() A Pele que Habito
Original:La Piel que Habito / The Skin I Live In
Ano:2011•País:Espanha Direção:Pedro Almodóvar Roteiro:Pedro Almodóvar, Thierry Jonquet Produção:Agustín Almodóvar, Esther García Elenco:Agustín Almodóvar, Ana Mena, Antonio Banderas, Bárbara Lennie, Blanca Suárez, Chema Ruiz, Eduard Fernández, Elena Anaya, Esther García, Fernando Cayo, Isabel Blanco, Jan Cornet, José Luis Gómez, Marisa Paredes, Roberto Álamo, Susi Sánchez, Teresa Manresa, Violaine Estérez |
Imagino que todos dentro de nós temos um pouco de um cientista louco. Talvez não literalmente, mas pode principalmente ser no sentido de que às vezes tentamos curar com nossos cérebros algumas feridas que vem de dentro do coração. Uns mais, outros menos, conciliamos nossa capacidade cognitiva para destilar algo puramente emocional… Assim é uma das interpretações para a loucura, feita de emoções exacerbadas que para a pessoa louca faz todo e completo sentido.
Embarcar na loucura e na obsessão de um cientista é a atividade do espectador ao assistir o último filme de Pedro Almodóvar (Fale com Ela, Má Educação), A Pele que Habito, lançado em circuito nacional no dia 4 de novembro de 2011, após estrear na mostra competitiva da edição deste ano do festival de Cannes.
Com roteiro do próprio Almodóvar adaptando o livro francês Tarantula, do escritor Thierry Jonquet, o roteiro começa em um futuro pouco distante na Espanha, onde o cirurgião plástico Robert Ledgard (Antonio Banderas, Pequenos Espiões 4, Femme Fatale) mantém uma paciente emocionalmente instável chamada Vera Cruz (Elena Anaya, Van Helsing) cativa. Ledgard, na verdade faz experimentações na mulher com um novo tipo de pele transgênica utilizando DNA suíno tornando-a mais resistente a fogo, a picadas de inseto e, evidentemente, a dor.
Escondendo evidentemente todos estes procedimentos da comunidade científica por problemas éticos e legais, o cirurgião vive recluso em um casarão com a ajuda da governanta Marília (Marisa Paredes, A Vida é Bela, Tudo Sobre minha Mãe). Contudo é mais do que por medo que Robert esconde Vera, é mais do que por seu experimento que o cirurgião é obcecado e é muito mais que tensão sexual que a relação entre os dois se baseia. Todos tem seus segredos e nada é tão simples como parece!
Confesso que não sou a melhor pessoa para fazer uma análise “Almodovariana” do filme, até porque meu contato com o trabalho do diretor é meramente casual, portanto vou realizar sob o foco de fã de horror. O filme trabalha conceitos já clássicos da ficção científica: o bom e velho cientista louco como já exposto, porém ao trazer mais classe na condução da história e uma série de simbolismos, vai além da profundidade de pires que pontua a fórmula.
Principalmente com relação ao relacionamento entre Antonio Banderas e Elena Anaya, que aparenta ser estranho logo nos primeiros minutos de película. À medida em que o filme volta ao tempo e faz suas revelações graduais da situação além das aparências, se torna algo muito mais intenso, mais penoso.
Não posso revelar muito para não incorrer a spoilers, mas este contexto passado acaba criando invariavelmente um certo desconforto com o nível cada vez mais crescente de tensão e tudo o que nos resta é esperar algo de ruim, talvez um desfecho trágico seja para qual dos dois este pêndulo resolva se virar. A convicção de Banderas em sua interpretação e a inocência de Anaya criam uma química perfeita para embalar a história.
Entender o que move os personagens e usar disso uma arma para ganhar a empatia do público é o segredo que faz A Pele que Habito funcionar da forma como funciona, pois o que é certo ou errado é muito relativo na produção, fica difícil saber o que esperar em seguida. Todos os membros da trama são fundamentais para entender o contexto, porém sempre usando a premissa de que existem pontos de ruptura onde se vai longe demais para poder voltar atrás. E eles não tentam voltar e dificilmente se arrependem de suas escolhas: Conforme o filme avança e a história caminha para trás no tempo para mostrar o que causou a ruína da vida de seus protagonistas, o melodrama passa a ter mais valor do que os elementos de terror em si, formando um quadro bem típico do cinema de Almodóvar.
Curioso constatar que ainda assim alguns temas fiquem soltos no ar, até pela falta de propósito que estes elementos típicos do gênero ganham durante a projeção, desde as características do trabalho de Ledgard aos problemas éticos trazidos por suas pesquisas, entre outros. Tudo é pano de fundo para algo mais pessoal e trágico da vida do cirurgião.
Visivelmente inspirado pelo filme Les yeux sans Visage (Eyes Without a Face) do diretor Georges Franju e com excelente fotografia José Luis Alcaine, Almodóvar consegue jogar com estas cartas usando elementos limpos, muitos closes em objetos e mãos, tratando o corpo e a pele como se o valor fosse algo orgânico, mas desprovido de vida. Pouco importa se alguém morre, não é um evento a ser comemorado ou penado; no filme a morte é consequência da vida, sua duração ou a forma como é transformada é a consequência de suas ações enquanto passamos por ela.
Em resumo, Almodóvar faz seu filme suplantar as aparências, seja na transformação física dos personagens, seja das características psicológicas: Tudo parece convergir para a mensagem de que a pele que habitamos pode ser linda, lisa, macia. Mas se por baixo ela é alimentada por segredos, maldade e obsessão, ela não passa de uma membrana que recobre a podridão e a loucura.





Um bom filme.
Filme muito bom vale apena assistir.
estranho,mas é bom esse filme.
Este “ser” chamado vanessa me dá raiva. “Estranho”?!
Filha, é TERROR, é loucura, é maldade, é sadismo, bons filmes de terror são cercados de estranhezas, psicopatias. TERROR NÃO PODE SER NORMAL.
não precisa ficar nervosinha.
Nossa cara, que reação mais ridícula, cada um acha o que bem entender…….que patético.
não liga não. tem uns e outros que são pela-saco dos eua. e o que não for de lá é estranho, devagar, sem sentido, etc.
Nossa, que cara ignorante. Reação totalmente desproporcional e ridícula. Talvez a moça tenha dito “estranho” no sentido de ser um filme diferente do convencional. Ou talvez ela não seja uma fã do horror, mas veio até o site para saber mais sobre o filme antes de assistir. VSf cara.
Eu gostei mas dá briga aí no s comentários o filme eu nem assisti os filmes espanhóis são muito chato prefiro aquele argentino relatos selvagens mais a briga nós comentários tava quente gostei mesmo adro uma baixaria