![]() Terror na Água 3D
Original:Shark Night 3D
Ano:2011•País:EUA Direção:David R. Ellis Roteiro:Will Hayes, Jesse Studenberg Produção:Chris Briggs, Mike Fleiss, Lynette Howell Elenco:Sara Paxton, Dustin Milligan, Chris Carmack, Katharine McPhee, Joel David Moore, Donal Logue, Joshua Leonard, Sinqua Walls, Alyssa Diaz, Chris Zylka, Jimmy Lee Jr., Damon Lipari, Christine Bently |
Marty McFly não imaginava que aquele tubarão que saia do cartaz do holofilme Tubarão 19, com direção de Max Spielberg, em De Volta para o Futuro – Parte 2, um dia poderia se tornar realidade. Desta vez é realmente pessoal! indicava a tagline e o anúncio do filme no Holomax Theater, em Hill Valley, no ano de 2015. Cenas das próximas atrações ainda não estão saltando dos outdoors, mas, com a evolução da tecnologia 3D, era inevitável que o Rei dos Mares um dia sairia das telas do cinema juntamente com órgãos e outras partes de corpos devorados. O 3D realmente funciona com o gênero fantástico, embora sejam poucas produções que saibam usar a técnica para divertir e impressionar o público, como Dia dos Namorados Macabro 3D e Premonição 5. Quando Alexander Aja preparava o seu Piranha 3D, os eufóricos roteiristas já trabalhavam nos argumentos de produções similares para aproveitar a onda!
Assim, notícias sobre filmes envolvendo tubarões assassinos passaram a ser comuns na internet e revistas de cinema. Bait e Maré Negra são exemplos de que as câmeras ainda ficarão submersas por muito tempo, exibindo o desespero e corpos sarados. Na mesma categoria está Terror na Água 3D, que estreou nos cinemas brasileiros em 4 de novembro, sob o comando do falecido David R. Ellis (Premonição 2, Premonição 4, Serpentes a Bordo, Celular – Um Grito de Socorro, Asylum).
O filme parte de uma premissa absurda – tubarões em um lago? – para apresentar um festival de clichês onde nada funciona: seja o roteiro repleto de mordidas, a trilha sonora pouco atrativa, a montagem estilo clipe e o elenco que segue a galeria de estereótipos do gênero. São tantas falhas, ampliadas pela tecnologia 3D, que fica difícil entender como esse filme alcançou os cinemas! Aliás, pode-se dizer sem medo de errar que Terror na Água é a maior bobagem de 2011! Basta acompanhar as evidências:
Após a cena de ataque inicial – que tenta surpreender com um sustinho idêntico ao ocorrido em Piranha -, o público conhece os protagonistas da produção: o jogador de X-Box Gordon (Joel David Moore, de Avatar) e seu colega de quarto Nick (Dustin Milligan, de Seres Rastejantes e Efeito Borboleta 2) que discutem com ânimo a possibilidade de passar um final de semana na casa de campo da belíssima Sarah (Sara Paxton, de A Última Casa). Nick segue a cartilha do bom garoto, preocupado com estudos, enquanto nutre uma paixão pela garota, mesmo sabendo que ela não se envolve com homens há cerca de três anos. Malik (Sinqua Walls, da série A Vida Secreta de um Adolescente Americana) é o atleta do grupo, mas tenta fugir das convenções de seu personagem ao assumir sua paixão pela namorada Maya (Alyssa Diaz, da série The Nine Lives of Chloe King), a quem pretende pedir em casamento durante o final de semana. Para finalizar, há a gatinha Beth (Katharine McPhee, de A Casa das Coelhinhas), por quem Gordon se sente atraído, e o modelo Blake (Chris Zylka, de Piranha 3DD), que gosta de passar protetor solar no pênis (!!!).
Até chegarem ao local determinado – que David R. Ellis faz questão de mostrar o caminho inteiro em edição de videoclipe -, o grupo pára num posto de gasolina, onde conhece os caipiras Dennis (Chris Carmack, de Efeito Borboleta 2), que guarda um passado em comum com Sarah, e o bêbado Red (Joshua Leonard, bem mais gordo do que quando esteve em A Bruxa de Blair). Algumas briguinhas, troca de elogios, e a viagem termina num passeio de lancha até a casa de Sarah, com a perseguição fajuta do xerife Sabin (Donal Logue, de A Morte e a Vida de Charlie). Com as peças apresentadas no tabuleiro, há alguns momentos de diversão até o primeiro ataque: enquanto fazia acrobacias numa prancha, Malik é atacado por um tubarão veloz e tem o seu braço arrancado.
Precisando de ajuda, eles tentam levá-lo ao hospital, mas são atacados por outra criatura e o veículo é completamente destruído. Presos no local, a única saída será pedir ajuda para Dennis e Red, tendo que enfrentar outros problemas até mais ataques e situações de perigo diminuírem o elenco. Como todo filme do estilo, há os vilões, responsáveis pela presença das criaturas no lago com um plano tão imbecil e cheio de furos que torna difícil qualquer tentativa de simpatia pelos personagens. Sim, não há apenas um tubarão, mas vários, de espécies diversas, sem modificação genética como em Do Fundo do Mar para justificar tanta fome e fúria. Os animais são ágeis, agressivos e famintos, bem diferentes de suas características normais vistas em filmes mais confiáveis como Mar Aberto e Pânico em Alto-Mar. A impressão que a produção passa é que eles voam, são mais rápidos que uma lancha e sempre mortais. Se em certo momento, arranca o braço de um personagem, mais deixa o membro no local e o próprio sai nadando de lá, em outro, basta colocar os pés um segundo no lago para eles atacarem.
A primeira desculpa para a presença de vários tubarões no lago está relacionada aos furacões que podem tê-los deslocados para o local. Mais tarde, descobrimos que três pessoas conseguiram capturá-los, levá-los ao lago e até guardá-los em jaulas (!!!) com câmeras de vídeo presas a seu corpo (!!!). Enfim, é muita fantasia para um filme do estilo natureza x homem! Até mesmo as piranhas pré-históricas de Aja são mais convincentes do que essa história sem pé nem cabeça escrita por Will Hayes e Jesse Studenberg.
Isso sem contar os clichês básicos, com o vilão contando seus propósitos inteiros antes de agir para dar tempo de uma reação, os tubarões que desaparecem quando os mocinhos estão na água nos momentos mais importantes e a cena final, copiada completamente de Piranha 3D. Desde os cinco minutos iniciais, o público já sabe quem irá sobrar e até a ordem das mortes, sem precisar pensar muito. Nem o xerife roqueiro salva esse filmeco de David R. Ellis, feito nas coxas, com censura PG-13 para alcançar um público maior. Aff…
– Bom, pelo menos, os efeitos especiais são convincentes, né?, você poderia perguntar. Nem isso! O CGI é de péssima qualidade, deixando evidente que são criaturas artificiais, desenvolvidas em computador. Basta ver a cena dos tubarões-tigre, quando fica claro que são monstrinhos mal feitos, produzidos num estúdio vagabundo. O 3D também não cumpre seu papel, apostando na profundidade das cenas submersas e nos tubarões que saltam como gatos em filmes de terror de casas assombradas. E nos momentos que o gore deveria prevalecer, a câmera covarde afasta o espectador do choque de ver alguém perder a cabeça ou ser devorado vivo.
A censura mais branda evitou até mesmo a aparição de uns peitinhos para divertir o público masculino. Não há nada que possa impedir que o filme seja exibido em breve na Sessão da Tarde, com as crianças rindo do tubarão-martelo morto por um homem sem-braço. Aliás, o filme tem até um cachorrinho salva-vidas que deve ter escapado da franquia Free Willy para trazer um alívio cômico na cena mais importante. É difícil imaginar quanto tempo ele ficou nadando até sua participação em um ato heroico.
Enfim, por essas e muitas outras que Terror na Água 3D não deve ser recomendado para o público que visita o Boca do Inferno. O filme está mais no nível de Pânico no Lago 2 e 3 ou as inúmeras sequências de Anaconda do que para um filme com tubarões em 3D ao estilo Spielberg. Com roteiros ruins assim, é melhor mesmo sair da água e correr para as colinas! Pelo menos lá, os inimigos não estão tão deslocados…







Que lixo de filme! É um verdadeiro desperdício de tempo assistir a uma porcaria dessas!
Lixo.
Eu nem prestei atenção nos efeitos especiais, o pior é que ele não ousa em momento algum. Tudo acontece do jeito que se espera, tem um monte de personagem que não serve nem para ter uma morte decente, não tem nenhum pingo de sangue, enfim, o tipo de filme que vc esquece antes mesmo de acabar. É triste saber que pessoas que já conseguiram entrar na indústria se “esforçam” tanto para fazer algo bom.
se ignorarmos todos os exageros e absurdos desse filme até que dá pra se diverti um pouco.eu sei, é ruim,mas tem coisa pior,eu acho.