3.1
(9)

A Mansão
Original:Le manoir
Ano:2017•País:Bélgica, França
Direção:Tony T. Datis
Roteiro:Marc Jarousseau, Dominique Gauriaud, Bernardo Barilli, Jurij Prette
Produção:Sidonie Dumas
Elenco:Marc Jarousseau, Nathalie Odzierejko, Ludovik Day, Jérôme Niel, Mister V, Vincent Tirel, Vanessa Guide

Existem filmes que flertam entre dois gêneros. No caso do terror, os exemplos mais comuns para produtos híbridos acontecem com Comédias e Ficção Científica. No primeiro caso é possível destacar A Volta dos Mortos-Vivos, 1985, enquanto no segundo temos Alien, o Oitavo Passageiro, 1979. O segredo do sucesso para estes filmes híbridos é atingir o equilíbrio perfeito entre os gêneros. Infelizmente nem sempre este balanço acontece de forma correta e em alguns casos o próprio roteiro traz um resultado fraco.

O filme belga A Mansão, 2017, se propõe a ser um filme híbrido entre Terror e Comédia, mas infelizmente não se sai bem em nenhum dos dois gêneros. A trama acompanha um grupo de amigos durante uma noite de ano-novo em um casarão antigo no meio do nada na Bélgica. É mostrado no prólogo que o endereço não é dos mais seguros. Os personagens são os mais estereotipados possíveis e demora muito para que coisas estranhas acontecem.

Os amigos percebem lá pela metade do filme que algo não está dentro da normalidade, como no caso em que encontra um dos rapazes morto e pendurado pelo pênis (isso mesmo, o corpo foi encontrado com o membro amarrado em uma corda que suspende o corpo do chão). O grupo tenta fugir, mas logo percebemos que a casa está repleta de armadilhas que impedem qualquer tentativa de fuga.

O roteiro assinado por oito mãos, Marc Jarousseau, Dominique Gauriaud, Bernardo Barilli e Jurij Prette, até tenta propor a mistura entre Terror e Comédia, mas tudo acaba sendo bobo e desinteressante e resta ao público acompanhar as mortes e as discussões sem graça entre os amigos. Um dos poucos momentos de tensão que o roteiro consegue trazer é durante algumas das primeiras aparições do “responsável” pelo mistério em uma construção visual interessante. Pena que o ritmo se perde e a justificativa é mais do que forçada.

Nas tentativas de fazer o público rir, sobram momentos vexatórios de ruins capazes de provocar risos mais por constrangimento. A direção de Tony T. Datis não consegue sair de cima do muro e não acerta em nenhuma das opções. Trata-se do primeiro longa dele, que antes dirigiu o curta Zéro e alguns clipes como Wide Awake, de Kate Perry.

Além do roteiro fraco, da direção que não vai além do trivial e do elenco exagerado para dar conta de personagens caricatos, outro problema do filme é o ritmo. Praticamente não se tem nada de terror, ou de interessante, nos primeiros 50 minutos de um total de 1h40 e as tentativas de comédia são fracas. O filme também segue indefinido entre uma trama de casa assombrada e slasher. A Mansão está no catálogo do Netflix. Curiosamente o mesmo está na categoria de comédias. Caso você esteja entediado e sem nada para fazer e queira assistir a um filme, melhor procurar por outra opção. Este vai terminar como mais um feito apenas para você perder seu tempo.

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Média da classificação 3.1 / 5. Número de votos: 9

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5 Comentários

  1. Puta que pariu que filme ruim, um desvio de personalidade do diretor, comedia que não existe ou terror nulo

  2. Eu me interesso por filmes de terror/suspense fora do eixo americano, então fui ver A Mansão. De terror não tem nada, foi comédia o tempo todo rsrs. Eu até que gostei, mas só pelo fato de ser um tipo de filme que gosto: poucos personagens, um mesmo cenário, um suspense e momentos cômicos.

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