![]() Máquina de Guerra
Original:War Machine
Ano:2026•País:UK, Austrália, Nova Zelândia, EUA Direção:Patrick Hughes Roteiro:Patrick Hughes, James Beaufort Produção:Rich Cook, Patrick Hughes, Todd Lieberman, Greg McLean, Alexander Young Elenco:Alan Ritchson, Stephan James, Blake Richardson, Esai Morales, Jai Courtney, Alex King, Keiynan Lonsdale, Jack Patten, James Beaufort, Joshua Diaz, Jacob Hohua, Daniel Webber |
Há quem compare Alan Ritchson com Arnold Schwarzenegger pela estrutura física e carisma — a comparação havia sido feita anteriormente com Jason Momoa, principalmente depois que ele interpretou Conan, em 2011. Enquanto Ritchson já se mostra um ator promissor para papéis que exigem mais do que a força, Schwarzenegger sempre foi o canastrão simpático, e ainda demonstrou bastante versatilidade em sua longa carreira. E ambos fizeram um filme sobre soldados enfrentando um alienígena, com as devidas proporções em ameaça e importância. Máquina de Guerra (War Machine, 2026) tem a direção de Patrick Hughes, que, curiosamente, comandou Schwarzenegger em Os Mercenários 3 (The Expendables 3, 2014), e teve um grande lançamento na Netflix em 6 de março, alcançando o topo de visualizações no mundo por cinco semanas.
Com um roteiro de Hughes e James Beaufort, o longa começa com uma típica cena de trauma para o herói e que você já viu isso até em Ace Ventura: enquanto estava em missão no Afeganistão, ele ignora mais uma vez a insistência de seu irmão (Jai Courtney, de Animais Perigosos) para que se alistem como rangers do Exército, no momento em que são atacados por talibãs, matando todos do esquadrão. Somente o personagem sem nome de Ritchson sobrevive, além de seu irmão em estado grave, com uma grave lesão no joelho. Ele carrega o corpo dele por todo o deserto, mas desmaia a poucos metros da base, o que ocasiona sua morte.
Passados dois anos, com uma Estrela de Prata, ele finalmente se alista para participar do programa RASP, com finalidade de ingressar como ranger. Numerado como 81, ele passa por uma bateria de testes físicos e traz dúvidas sobre sua condição psicológica para o Sargento-Mor Sheridan (Dennis Quaid) e para o Primeiro-Sargento Torres (Esai Morales) ao quase se afogar numa piscina por insistir em ir além de sua capacidade de resistência. Contudo, o teste final acontece em uma missão simulada em que um esquadrão deve destruir um avião e resgatar o piloto, tendo 81 como o líder do grupo, ainda que tenha adotado uma postura lacônica.
Todos os testes são intercalados com notícias sobre a destruição de um asteroide e quedas de destroços no planeta. Logo encontram uma nave, bem diferente da que imaginavam, e tentam destrui-la, mas ela se transforma numa arma de guerra ambulante com capacidade de escanear formas de vida e atirar explosivos circulares. Sem ter como atacar o inimigo por estarem com balas de festim, eles precisam se abrigar na mata e se atentar ao movimento da bússola, cujo magnetismo se altera diante da ameaça próxima. A luta pela sobrevivência colocará os soldados em diversas situações de perigo, como a travessia de um rio, e devem buscar um acampamento próximo para comunicar à base e tentar se defender com o que encontrarem pelo caminho.
Os bons efeitos especiais na movimentação e as particularidades do inimigo insistente contribuem para que Máquina de Guerra se torne mais interessante. É claro que toda a trama é envolta em redenção, com evidências do sofrimento interno do personagem, e 81 terá a oportunidade de fazer o que havia tentado com o irmão. Como Predador (Predator, 1987), o herói terá que descobrir uma forma de se camuflar, além dos pontos fracos da ameaça tecnológica, em um teste bem mais agressivo do que o proposto na missão. Como o infernauta não espera em nenhum momento que 81 irá sucumbir à ameaça, resta se divertir com o heroísmo exacerbado e aquelas “mentiradas” (do meme do pai vendo filme na TV) que um longa do estilo pode proporcionar.
Com um final alongado e gancho para continuação — e, pelas notícias e sucesso do filme, irá acontecer —, Máquina de Guerra é um entretenimento pipoca de pouca profundidade, numa típica diversão de domingo à tarde. Por não surpreender, mesmo com as qualidades técnicas e bom elenco, a boa aceitação vai depender de como você está disposto a encarar mais uma ameaça alienígena no encalço de um soldado, distante daquela atmosfera oitentista de personagens peculiares e sem a boa trilha sonora de Alan Silvestri.





