Justiça Artificial (2026)

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Justiça Artificial
Original:Mercy
Ano:2026•País:EUA
Direção:Timur Bekmambetov
Roteiro:Marco van Belle
Produção:Robert Amidon, Timur Bekmambetov, Majd Nassif, Charles Roven
Elenco:Chris Pratt, Rebecca Ferguson, Kali Reis, Annabelle Wallis, Chris Sullivan, Kylie Rogers, Jeff Pierre, Rafi Gavron, Kenneth Choi, Jamie McBride, Ross Gosla, Mark Daneri, Haydn Dalton, Michael C. Mahon, Noah Fearnley, Konstantin Podprugin

Justiça Artificial (Mercy, 2025) poderia ter a inspiração de Philip K. Dick, se considerar seu estilo de ficção tech noir visionário, tendo como exemplo Minority Report: A Nova Lei (2002). A diferença é que o longa de Steven Spielberg está envolto em excessos e ainda tem Tom Cruise em suas já conhecidas atuações físicas; e Justiça Artificial está mais para o estilo estático de Buscando… (Searching, 2018), explorando a tecnologia das multi telas em um futuro que acelera os processo de julgamento e execução. Tem a direção de Timur Bekmambetov (Abraham Lincoln: Caçador de Vampiros, 2012), a partir de um roteiro de Marco van Belle, tendo no elenco o protagonismo de Chris Pratt e Rebecca Ferguson.

Ambientado em 2029, em Los Angeles, o longa apresenta um mundo em que a inteligência artificial é responsável pelo julgamento e condenação de crimes graves. Nesse cenário em que todas as evidências ficam em nuvens e são facilmente acessadas pela juíza virtual Maddox (Ferguson), o detetive Chris Raven (Pratt), um amplo defensor da tecnologia, desperta na cadeira de julgamento — uma espécie de cadeira gamer —, onde ele pode controlar com as mãos o que quer ver, além de socilitar a busca de imagens e depoimentos para se defender. Ele foi preso, sob acusação de ter assassinado a própria esposa, Nicole (Annabelle Wallis), precisando provar sua inocência em apenas 90 minutos.

Com todas as evidências contra — sangue encontrado nas roupas, vídeo que o mostra chegando em casa alterado —, sua probabilidade de culpa está em 97,5% e ele precisa descer para 92% para evitar uma execução. Em sua investigação por telas e relatos, ele descobre que Nicole estava saindo com um homem, Patrick Burke (Jeff Pierre), com quem confessava seus problemas no trabalho, como produtos químicos desaparecidos. Em busca de um motivo, Chris revisa um churrasco com os colegas de Nicole, acessa problemas financeiros de um colega dela, enquanto pede o apoio na rua de sua parceira Jacqueline ‘JAQ’ Diallo (Kali Reis), fazendo uso de veículos voadores e drones.

A dinâmica do longa de Bekmambetov é bem intensa. Como o tempo que resta para Chris acompanha o do filme, todas as situações forçadamente acontecem dentro desses 90 minutos, incluindo um sequestro e perseguição pelas ruas. A montagem de Dody Dorn, Austin Keeling e Lam T. Nguyen é bem ágil pela proposta, contando com interessantes recursos visuais e a interpretação nem um pouco robótica de Ferguson, mesmo sendo uma personagem virtual. Chris Pratt mostra uma faceta mais emotiva, justificando expressivamente o desespero de seu personagem a cada descoberta e a sensação de “beco sem saída“. E é curioso pelo fato do personagem dele não usar uma vestimenta de herói de filmes de ação, tendo problemas em seu caráter ao ponto do infernauta, em dados momentos, torcer para um final que justifique sua condenação.

Sem a profundidade de um texto de Dick, Justiça Artificial apresenta um futuro curioso e que poderia ser explorado em outras produções, até mesmo em uma série. Mesmo não sendo um mundo novo, seria interessante entender melhor a ação da SWAT de 2029 e como ela se relaciona com as tecnologias, além de propor tramas de suspense e investigação. De todo modo, vale a pena conhecer esse longa de Bekmambetov para quem aprecia telas e tem curiosidade por um filme de ação estático. Está disponível na Amazon Prime.

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