
![]() Eles Vão te Matar
Original:They Will Kill You
Ano:2026•País:África do Sul, EUA, Canadá Direção:Kirill Sokolov Roteiro:Kirill Sokolov, Alex Litvak Produção:Dan Kagan, Andy Muschietti, Barbara Muschietti Elenco:Zazie Beetz, Patricia Arquette, Myha'la, Paterson Joseph, Tom Felton, Heather Graham, Gabe Gabriel, James Remar, Darron Meyer, Brandon Auret |

Eu, como mulher, adoro ver filmes em que somos empoderadas. Lutando, matando sem dó nem piedade, sem frescura. Nada de chorar ao quebrar uma unha, aquela coisa batida da representação da fragilidade feminina. Porém, não gosto quando esse poder vem estereotipado. Mulheres que se veem obrigadas a lutar para sobreviver, seja para se defender de maridos ou pais abusivos, ou porque foram abandonadas quando crianças, não porque possuem um instinto mais apurado de psicopatia, mas por não lhes restar escolha. Já está virando clichê esse papel.
Pode conter spoilers
Na história, uma jovem chamada Asia Reaves (Zazie Beetz, Coringa: Delírio a Dois, 2024) aceita um emprego como criada no The Virgil, um imponente e misterioso arranha-céu em Manhattan, Nova York. Logo no início do filme, vemos a protagonista em uma situação dramática com sua irmã mais nova, Maria Reaves (Myha’la Herrold, Morte Morte Morte, 2022), e o pai de ambas. Na confusão, as irmãs acabam se separando.
Há uma passagem de tempo de dez anos. Corta para uma noite de chuva torrencial, e vemos novamente uma já não tão jovem Asia à porta do famigerado edifício, tocando a campainha e sendo recebida pela governanta, Lily Woodhouse (Patricia Arquette, Stigmata, 1999). Após apresentar a nova empregada a alguns moradores, Lily conta um pouco da história do prédio à nova funcionária, deixando de fora alguns detalhes sórdidos, como o fato de o edifício ser um templo para Satanás, por exemplo, e faz um tour inocente pelo andar dos empregados, levando-a até seu quarto para que “descanse” e se “apresente” ao trabalho no dia seguinte.

É claro que nada é o que parece, e a noite de sono da jovem é interrompida, obrigando-a a lutar desesperadamente por sua sobrevivência. O que seus algozes não esperavam era que ela estivesse preparada para lidar com a situação.
Para mim, foi difícil assistir ao longa sem pensar em Ready or Not (2019) ou, voltando alguns anos, em Kill Bill (2003/2004). A cena do corredor verde e amarelo pode até não ter nada a ver, mas me remete a O Iluminado. E o garoto chamado Damien? Piada pronta.
Comparações e clichês à parte, a trilha sonora funciona muito bem nos momentos de luta e tensão. Para quem gosta de gore, o filme é um prato cheio! Muito sangue, jorrando em exagero. As cenas de membros decepados são cativantes. O diretor Kirill Sokolov é daqueles à moda antiga. O sangue, as próteses e os elementos de horror corporal foram construídos fisicamente com marionetes e maquiagem para criar o “realismo”, utilizando CGI somente na pós-produção para refinar as sequências, com a intenção de criar situações mais exageradas, elevando o tom da comédia de horror surreal.

O Virgil foi inspirado nos nove círculos do Inferno da obra clássica A Divina Comédia, de Dante Alighieri. Apesar de não explorar profundamente essa visão, o edifício foi concebido com nove andares, e vemos as personagens passarem apressadamente por cada um deles, dando destaque apenas para o da Luxúria.
Ponto positivo: o olho perseguidor, impagável! As cenas de luta também funcionaram bem para mim. Gosto delas coreografadas; isso dá uma certa elegância, até mesmo a um filme com tanta bagaceira como este. Ponto negativo: a criatura sobrenatural, com aquela cabeça de porco tosca e nojenta, totalmente artificial.

De um modo geral, o elenco esteve bem, ainda que alguns tenham tido menos destaque, já que ressuscitaram ou se recompuseram menos vezes. Para os fãs de Harry Potter, tivemos o Kevin Sullivan de Tom Felton. A atriz Zazie Beetz não deixa nada a desejar como protagonista. Myha’la Herrold, no papel da irmã mais nova, teve seus momentos. Heather Graham perdeu um olho, mas não perdeu a piada na pele de Sharon Vanderbilt. E Paterson Joseph deixou o sabor do chocolate de Wonka para trás, vivendo o insosso Ray Woodhouse.
Não podemos dizer que Eles Vão Te Matar é um filme ruim, mas também não é nenhuma obra-prima. Não há inovação nem grandes surpresas. Apesar disso, o longa funciona como aquelas comidinhas de conforto que aquecem o coração sem muitas pretensões. Para uma tarde de domingo, tem seus pequenos encantos.


achei divertido
Tentou copiar Casamento sangrento, mas entregou uma versão péssima!!!!
Filme mediano.
Tem pelo menos uma dúzia de filmes iguais a esse .
Achei bem chato
Adorei! Vou com certeza assistir!