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Passageiro do Mal
Original:Passenger
Ano:2026•País:EUA
Direção:André Øvredal
Roteiro:Zachary Donohue, T.W. Burgess
Produção:Gary Dauberman, Walter Hamada
Elenco:Jacob Scipio, Lou Llobell, Melissa Leo, Joseph Lopez, Miles Fowler, Alan Trong, Devielle Johnson, James William Clark, Tony Doupe, Charles Leggett, June Clemons, Bonni Dichone

Com uma passagem rápida pela estrada das estreias cinematográficas, sem muito alarde e sem um trailer que não vá além de uma amostra do prólogo, Passageiro do Mal (Passenger, 2026) — e o troféu “Do Mal” para os piores títulos traduzidos vai para… — é um road movie assombrado, uma ideia interessante de transpor o subgênero casas assombradas para um veículo, dirigido por André Øvredal, que você deve conhecê-lo pelos filmes O Caçador de Troll (Trolljegeren, 2010), A Autópsia (The Autopsy of Jane Doe, 2016), Histórias Assustadoras para Contar no Escuro (Scary Stories to Tell in the Dark, 2019) e o subestimado Drácula – A Última Viagem do Demeter (The Last Voyage of the Demeter, 2023). Em Passenger, ele promove um thriller fantasmagórico que às vezes lembra a parte interessante de Olhos Famintos (Jeepers Creepers, 2001).

Na trama de Zachary Donohue e T.W. Burgess, após um começo “engraçadinho” com a dupla Daniel (Alan Trong) e Lucas (Miles Fowler), o público conhece os personagens principais, o casal Maddie (Lou Llobell) e Tyler (Jacob Scipio), que acaba de pedir demissão do emprego para o sonho de viver na estrada, sem consultar acertadamente sua companheira. Incerta desse novo percurso, seja através de um suspiro para o carpete clichê “Home Sweet Home” ou para um aniversário de uma criança numa moradia fixa, a garota esboça seu descontentamento até quando recebe a proposta de casamento e fica com a aliança revirando pelos dedos até deixá-la cair e ter a “brilhante” ideia de tentar recuperá-lo enquanto dirige velozmente e à noite numa estrada escura. Em grande parte dos filmes do estilo, algum animal poderia cruzar o caminho, ocorrer um atropelamento de uma pessoa desorientada, pedindo ajuda, ou qualquer acidente que conduziria a outras tragédias. Não é o caso. Maddie perde levemente o controle, mas o que chama a atenção é o veículo que a ultrapassa, com o motorista do prólogo, permitindo que o infernauta saiba seu destino.

Quando o casal decide parar para ajudar o veículo acidentado, Maddie é atraída por estranhos arranhões e o pedido de ajuda de Lucas, antes de ser findado por alguma entidade que o acompanhava. Amaldiçoados “por terem parado pra ajudar“, algo que a cartilha dos viajantes (ou o “The Hobo Code”) condena, inicialmente Maddie entra no jogo da assombração, ouvindo batidas do lado externo, vendo o veículo se afastar solitariamente depois que sai de uma academia — em uma bela sequência em tomada única — até por fim o avistamento do tal demônio, um passageiro intruso maltrapilho e que gosta de brincar com suas vítimas antes de matá-las.

Algumas respostas podem vir de outra motorista de vans, Diane Larson (a vencedora do Emmy e do Oscar, Melissa Leo, em apenas duas cenas), que alerta Maddie da maldição, sugerindo uma possibilidade de sobreviver ao passageiro maldito. A paranoia de Maddie será por fim compartilhada com Tyler em uma sessão de cinema no mato, em uma cena até interessante, levando-os a evitar rondar pelas estradas à noite e parar por qualquer razão em busca da Igreja de São Cristóvão, envolta em cadáveres de acidentes, embora algumas situações arriscadas sejam inevitáveis, aproveitando a ingenuidade do casal.

Se o infernauta ignorar alguns lugares-comuns do gênero, como Tyler conseguiu correr com o ferimento na perna, pode ser que se divirta com Passageiro do Mal. É um passatempo ao estilo episódio “monstro da semana” de Supernatural, que, embora não traga sustos ou arrepios, também não irá incomodar. Vale a carona, se você não esperar que o destino final traga surpresas, além de uma sensação agradável com a música “The Passenger“, do Iggy Pop, nos créditos finais.

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