Mulher-Maravilha Absoluta Vol. 2: Como Minhas Mães Me Fizeram (2026)

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Mulher-Maravilha Absoluta Vol. 2: Como Minhas Mães Me Fizeram
Original:Absolute Wonder Woman Vol. 2: As My Mothers Made Me
Ano:2026•País:EUA
Páginas:208• Autor:Kelly Thompson, Hayden Sherman, Matías Bergara •Editora: DC Comics

Triunfante após o difícil confronto contra o monstruoso Tetracida, a Mulher-Maravilha do Universo Absoluto da DC se estabelece como a protetora de Gateway City, mas sua suada vitória irá lhe trazer novos desafios que a levarão para fora da cidade que agora é seu “território”.

Veronica Cale, uma funcionária do alto escalão do governo dos Estados Unidos, não está satisfeita com o fato da amazona guerreira ter triunfado contra o Tetracida, enquanto o exército americano falhou. Misteriosa, ela parece demonstrar algum conhecimento sobre a magia e o sobrenatural, decidindo enviar a Doutora Veneno até Gateway City. Usando a mesma frequência hipnótica que o Tetracida usava para paralisar suas vítimas, Doutora Veneno causa um pouco de problemas, mas é impedida pela heroína. Nisso, Diana recebe da vilã uma informação importante: há mais uma amazona no mundo dos homens, e ela estaria presa num local chamado Área 41.

Sem averiguar a fundo a veracidade da informação ou se isso seria uma armadilha, Diana não pensa duas vezes antes de invadir o local. E o que de início parece uma instalação governamental, na verdade se revela um enorme labirinto mágico, e como na maioria dos mitos sobre labirintos, há um poderoso Minotauro rondando os corredores do local. Aqui, a personalidade gentil da Mulher-Maravilha mais uma vez vem à tona, pois apesar de ser uma guerreira, ela inicialmente prefere fazer qualquer sacrifício antes de partir para o combate físico. E, com isso, ela acaba ganhando a confiança do Minotauro, que de hostil no início, mostra que na verdade está no labirinto não como guardião do local, mas sim protegendo uma amiga (que é uma sereia) dos planos da autointitulada rainha da Área 41, Clea, que também se identifica como a última sobrevivente do povo de Atlântida.

Se no primeiro volume na batalha contra o Tetracida vemos Diana misturando combate físico com uso de magias como a feiticeira que ela é, na Área 41 a Mulher-Maravilha é obrigada a superar os vários desafios que lhe surgem com sua inteligência, com o cérebro valendo mais do que os músculos. O roteiro de Kelly Thompson deixa a história intensa sem a necessidade de tornar todos os conflitos uma pancadaria constante. A arte de Hayden Sherman segue excelente, principalmente ao mostrar as diferentes e estranhas criaturas que estão presas na Área 41, novamente criando monstros que parecem saídos de um conto de horror cósmico. Além disso, as páginas que mostram os diferentes ambientes do local e seus perigos são belíssimas.

Fechando o volume, temos uma curta história situada no passado, onde Diana tem que enfrentar uma estranha criatura com o corpo feito de pura eletricidade. Na história temos uma importante interação de amazona com uma divindade grega, aliás, algo que também acontece na história do labirinto, expandindo um pouco mais a presença de seres superiores e qual a relação deles com as amazonas.

Mulher-Maravilha Absoluta Vol. 2: Como Minhas Mães Me Fizeram segue o alto nível do primeiro volume, trazendo novos desafios, além de termos Diana interagindo mais com outros seres fantásticos. O final do volume ainda deixa um gancho para os volumes seguintes, com as maquinações de Veronica Cale apenas começando e mostrando a personagem como uma grande antagonista da história, com os próximos passos muito bem planejados. Fãs da DC muito provavelmente vão gostar muito do desfecho do segundo volume de Mulher Maravilha Absoluta, que nos deixa ansiosos para os próximos monstros, encontros (ou reeheroinasncontros) e confrontos que virão.

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