![]() Resident Evil: Requiem
Original:Resident Evil: Requiem Ano:2026•País:Japão Desenvolvedora:Capcom•Distribuidora: Capcom |
Um motivo de excelência para visitar Raccoon City mais uma vez responde pelo título Resident Evil: Requiem, mais recente episódio da franquia dos infectados pelo T-Vírus e pela bagunça apocalíptica proporcionada pela Umbrella Corporation. Depois de atravessar toda a franquia de jogos e produções, incluindo o elogiado novo longa de Zach Cregger, me vi mais uma vez envolto em quebra-cabeças, uma mansão misteriosa, cidade em ruínas e fugindo dos experimentos de um laboratório destruído. A Capcom acertou um tiro na cabeça dos fãs ao proporcionar uma mistura de ação, perseguição e horror como nunca se viu antes.
Lançado em fevereiro deste ano, Resident Evil: Requiem traz a analista do FBI Grace Ashcroft (Angela Sant’Albano / Shihori Kanjiya), filha da protagonista de Resident Evil Outbreak (2003), Alyssa Ashcroft (Jane Perry / Kikuko Fujimoto), sendo colocada numa missão de investigação de mortes estranhas, causadas por mutações do vírus que ficou conhecido como Síndrome de Raccoon City (RCS). Sem se recuperar do trauma da perda, ela é obrigada a retornar para o Hotel Wrenwood, exatamente o local onde sua mãe faleceu, num percurso por uma cidade movimentada e chuvosa, construída em gráficos impressionantes e cheios de detalhes. Assim que recupera um CD de dados escondido pela mãe, ela é sequestrada pelo vilão-mor, Victor Gideon (Antony Byrne / Yutaka Aoyama), um ex-cientista da Umbrella Corporation que busca cumprir a vontade de seu falecido fundador, Oswell E. Spencer (James Clyde / Ryūsei Nakao).
Enquanto isso, Leon S. Kennedy (Nick Apostolides / Toshiyuki Morikawa), um velho conhecido dos jogos desde Resident Evil 2, infectado pela Síndrome, também estava na área investigando e viu o momento em que Victor levava Grace carregada, e espalhou a contaminação pela cidade, obrigando Leon, um personagem mais envelhecido do que em outras aparições, a ir ao resgate, seguindo as instruções de Sherry Birkin (Eden Riegel / Maaya Sakamoto), uma agente da DSO que ele resgatou da destruição de Raccoon City quando ela era criança. Ele chega ao Centro de Cuidados Crônicos Rhodes Hill, um hospital-mansão imenso, enfrentando infectados na tentativa de reencontrar Grace.
Assim, o jogo alterna entre os personagens, sendo que a garota começa o jogo apenas procurando se esconder, conseguindo itens que podem ajudá-la a se defender das ameaças. E é nela que reside os momentos de horror que eu mencionei, quando ela precisa fugir de monstrengos como a denominada Girl, um experimento errado que percorre os corredores, fugindo de raios de sol. Cada aparição traz arrepios como o de Amanda Ripley em Alien Isolation, precisando se esquivar, andar sem fazer barulho e tentar combates com armas de fogo e facas quebradas. Na jornada de Grace, ela encontra Emily (Emma Rose Creaner / Misa Segawa), uma garota cega que foi capturada e é alvo de experimentos. Com o mapa, ela precisa adquirir chaves, realizar desafios, encontrar objetos importantes, descobrir pistas, senhas de cofres e salvar Emily das ameaças.
Já Leon é mais combativo, irônico, e tem a missão de descobrir a importância de Grace para Victor, salvá-la do ataque de infectados e outras criaturas antes que a doença avance em seu corpo. Depois de muitos desafios em Rhodes Hill, ainda há uma cidade em ruínas para investigar, produzir bombas, invadir os esgotos, perseguir de moto Victor, atirar em cães do inferno e investigar o que seria a arma biológica Elpis, criada por Spencer. Durante toda essa longa aventura, além de Victor, Leon também terá pela frente Zeno (Craig Burnatowski / Shunsuke Takeuchi), um agente do sindicato do crime Connections bastante parecido com o velho conhecido Albert Wesker — confesso que achei que era o próprio, habitando um novo corpo, até pela desenvoltura para se esquivar dos tiros.
Se os gráficos são excelentes, o que dizer da jogabilidade? Quem já conhece os jogos verá muita semelhança com o acesso ao inventário, recarregar armas, e buscar pontos de salvamento. Aqui há variadas armas, possibilidade de melhorá-las e adquirir itens, e até utilizar o que encontrar pelo caminho, como machados e lanças deixadas por monstros, toneis e botijões. É possível mesclar itens para construir outros como balas de revólveres e ácidos corrosíveis, conseguir ervas e injeções vitais, coletar sangue infectado para produção… Você pode jogar com a visão em primeira pessoa ou vendo o personagem para saber seu estado de saúde, pode facilitar ou dificultar sua jornada, de acordo com sua disposição para avançar pelo jogo. E há momentos bem legais como o do combate em um telhado de vidro, precisando tomar cuidado para não cair com os infectados e quebrando o chão para a queda deles.
Com vários cenários e possibilidades, incluindo dois finais diferentes (um mais “preguiçoso” e outro que envolve um chefão monstruoso), Resident Evil: Requiem pode ser considerado o “jogo definitivo” para os fãs de Resident Evil. É claro que esse universo ainda pode ser bastante explorado em continuações ainda mais ousadas e eficientes. Vale muito a experiência!






