![]() O Porão da Rua do Grito
Original:O Porão da Rua do Grito
Ano:2022•País:Brasil Direção:Sabrina Greve Roteiro:Sabrina Greve, Michelle Ferreira Produção:Geórgia Costa Araújo, Luciano Patrick Elenco:Chris Couto, Carol Marques da Costa, Giovanni de Lorenzi, Nycolas França, Giovanni Gallo, Marina Ginesta, Eliana Guttman, Beatriz Morelli, Douglas Simon |
Como amante de cinema e do gênero de horror, fico sempre empolgada quando encontro alguma produção brasileira que eu ainda não tenha assistido. Com o longa O Porão da Rua do Grito não foi diferente. Sentei para assistir, mas confesso que foi quase um esforço sobre-humano.
A história se passa num casarão antigo e assombrado, localizado em São Paulo. Dois irmãos criados pela avó vivem ali desde que seus pais morreram em um incêndio.
Com pouco mais de 1h30min, a história se arrasta num emaranhado confuso e tedioso.
Não posso dizer que contém spoilers, os acontecimentos vão surgindo, sem pé nem cabeça, e nada que eu diga aqui poderá tornar o filme mais interessante. Nenhum acontecimento é explicado, nem mesmo a criança que “vive no porão“, supostamente sem o conhecimento das outras pessoas.
Quem será a criança? Ela está viva ou morta? É fruto da imaginação do Jonas (vivido pelo insosso Giovanni de Lorenzi, Ferrugem, 2018)?
O elenco não consegue desenvolver minimamente uma química familiar. Enquanto Jonas se mostra apegado à casa e constantemente revoltado, a irmã Rebeca (Carol Marques da Costa, Pier, curta de 2023) aparece e desaparece, sem acrescentar muito à trama capenga.
Talvez eu seja um pouco mais lenta que a maioria das pessoas, pois cheguei ao final do filme sem saber quem era a criança e, se em algum momento foi explicado, deve ter sido enquanto eu cochilava.
Por mais que eu queira apoiar o nosso cinema nacional, fica difícil com longas-metragens como esse.
Após ter perdido o meu tempo, não posso deixar de dar a minha opinião para que os nossos infernautas não tenham de passar pela mesma decepção.
Ainda que com alguma tensão e violência, a pouca profundidade dos personagens, a falta de química familiar e a clara tentativa de copiar produções estrangeiras… teria sido muito mais gratificante ver a coragem da diretora em se lançar a uma simples e eficaz história de um casarão assombrado de São Paulo, com tantas lendas urbanas e fatos curiosos para se contar.





