Críticas

El Espanto Surge de la Tumba (1973)

Uma história repleta de clichês e situações absurdas que justamente por isso garantem o entretenimento bizarro!

El espanto surge de la tumba (1973) (2)

El espanto surge de la tumba
Original:El espanto surge de la tumba
Ano:1973•País:Espanha
Direção:Carlos Aured
Roteiro:Paul Naschy
Produção:Modesto Pérez Redondo
Elenco:Paul Naschy, Emma Cohen, Víctor Alcázar, Helga Liné, Cristina Suriani, Betsabé Ruiz, Luis Ciges, Julio Peña, María José Cantudo

“França, meados do século XV. Quando a superstição e a ignorância controlavam toda a Europa, homens e mulheres acusados de bruxaria eram executados na fogueira, na forca ou por lâminas afiadas. A peste, a mais devastadora das pragas, e a guerra, com todas as calamidades em seu rastro, não são tão temidos quanto o poder sombrio de Satanás, e de sua sinistra corte de demônios e bruxos.”

O espanhol Paul Naschy (pseudônimo de Jacinto Molina Álvarez) nasceu em 06/09/1934 em Madri, e faleceu em 30/11/2009 aos 75 anos, sendo considerado um nome cultuado relacionado ao cinema de horror, com uma infinidade de créditos como diretor, roteirista e ator. El Espanto Surge de la Tumba (conhecido também pelo título inglês Horror Rises From the Tomb) é mais uma de suas várias bagaceiras preciosas com roteiros bizarros e todos os elementos do horror da época da inquisição européia.

Dirigido por Carlos Aured, inicia-se na França de 1454, onde um casal é condenado à morte por prática de magia negra. Alaric de Marnac (Paul Naschy) é executado por decapitação e sua cabeça é enterrada longe do corpo, e sua companheira Mabille De Lancré (Helga Line) é morta após ser torturada pendurada de cabeça para baixo numa árvore. Antes de morrerem, eles lançam uma maldição para seus executores, o próprio irmão Armand de Marnac (também Naschy) e Andre Roland (Vic Winner), dizendo que seus corpos morreriam, mas seus espíritos continuariam vivos buscando por vingança contra seus descendentes.

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Mais de quinhentos anos depois, dois casais de amigos, Hugo de Marnac (novamente Naschy) e a namorada Sylvia (Betsabe Ruiz), e o pintor Maurice Roland (também Vic Winner) e a bela Paula (Cristina Suriani), decidem participar de uma sessão espírita comandada pela médium Madame Irina Komarova (Elsa Zabala). Eles recebem uma mensagem que desperta a curiosidade em encontrar a cabeça decepada de Alaric de Marnac, enterrada em terras próximas das ruínas de um antigo mosteiro, atualmente pertencentes ao descendente Hugo. Lá chegando, eles se juntam ao caseiro que cuida da propriedade, e que mora no local com suas duas belas filhas, Chantal (Maria Jose Cantudo) e Elvira (Emma Cohen), sendo que esta última tem um caso amoroso com Hugo.

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Juntos, todos eles lutam para sobreviver dos ataques brutais de Alaric de Marnac, que consegue reviver da tumba junto com sua companheira, e utiliza seu poder satânico para controlar as pessoas e transformá-las em zumbis assassinos, além de beber seu sangue e comer seus corações.

El Espanto Surge de la Tumba é o típico cinema bagaceiro divertido, com uma sinistra trilha sonora gótica de órgão, mortes com significativo grau de violência e sangue, ambientes tétricos envoltos em névoa, corpos que saem de caixões, zumbis deformados caminhando lentamente em busca de suas vítimas, uma cripta em ruínas com atmosfera de gelar o sangue, um talismã mágico capaz de combater as forças demoníacas, a impagável expressão facial de Paul Naschy com seu olhar hipnotizador no melhor estilo imortalizado pelo vampiro “Drácula”, belíssimas mulheres semi nuas desfilando para o abate, e uma história repleta de clichês e situações absurdas que justamente por isso garantem o entretenimento bizarro.

Entre as curiosidades, podemos citar:

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* É mencionado no filme o conhecido demônio Astaroth, que foi o nome de um fanzine de horror que editei entre 1995 e 2008, sendo que utilizei como inspiração uma referência de outro filme, Uma Filha Para o Diabo (To the Devil a Daughter, 1976).

* El Espanto Surge de la Tumba é o nome do terceiro disco da banda de metal extremo “Dorso” (Chile), lançado em 1993, com letras inspiradas em filmes de horror.

* Foi filmada uma sequência em 1983, Latidos de Pânico, escrito, dirigido e atuado pelo multi funcional Paul Naschy.

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2 Comentários

  1. MORCEGO.

    É um filme ótimo, pô!

  2. Antonio

    Gostei da crítica. Procurarei mais também sobre a banda “Dorso”.

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