Romina (2018)

Romina
Original:Romina
Ano:2018•País:México
Direção:Diego Cohen
Roteiro:Diego Cohen
Produção:Adriana Ortega
Elenco:Francisca Lozano, Roberto Beck, Walter Bercht, Victor Bonilla, Diego Cohen, Arantza Ruiz, Eduardo Negrete

A única boa ideia do péssimo longa mexicano Romina acontece nos primeiros cinco minutos, quando desperta uma expectativa animadora de um trabalho diferenciado. Após a introdução-clichê, onde a personagem título é interrogada pelo ocorrido durante o acampamento às margens do Lago de Cristal (que criativo!), surge um cenário de morte e violência, com a apresentação dos cadáveres de vários jovens, desfigurados e cobertos de sangue. Ao saber que praticamente todos os personagens irão morrer, num aparente violento slasher, você – por alguns segundos – imagina que verá uma produção com uma narrativa invertida até entender a motivação dos crimes. Infelizmente, logo após essa introdução, o filme volta ao tradicional mas com altas doses de chatice e amadorismo.

Um grupo de amigos, em conversas triviais e pouco interessantes com a câmera acompanhando-os do lado de fora de um carro em movimento, planeja alguns momentos de diversão na mata. Arturo (Roberto Beck), Rámon (Walter Bercht), Ezequiel (Victor Bonilla), Diego (Oliver Nava), Ximena (Arantza Ruiz) e Celia (Claudia Zepeda) querem apenas relaxar na natureza, falar bobagens e encher a cara. Mas, não estão sozinhos. Uma outra estudante, Romina (Francisca Lozano), está acampando do outro lado do lago, atiçando os meninos que, além de observá-la sem roupa e durante o banho no lago, resolvem partir para uma ação agressiva.

Na manhã seguinte, com o veículo inutilizado, só resta aos jovens tentar sobreviver aos ataques, na construção do que fora visto nas cenas iniciais. Ainda que tenha mostrado as vítimas no começo, até desperta uma leve dúvida de como aquilo irá se desenvolver, mas o resultado é extremamente decepcionante. Mortes em off, câmera discreta nos atos e até mesmo nos ataques. Um rapaz está andando pela mata, desaparece, e depois é visto preso, amordaçado a uma árvore. Como aquilo aconteceu? Use a sua imaginação, porque todas as vítimas terão destinos parecidos.

A câmera de Diego Cohen evidencia o amadorismo, ainda que o elenco tenha até se mostrado um pouco esforçado. Poucos posicionamentos se destacam como na cena do carro, embora seja arrastada em demasia. Há falhas no som (o barulho das pedradas e a trilha incidental são muito ruins), nos efeitos de maquiagem (é facilmente perceptível os olhos pintados de preto no que deveria ser um sinal de ausência deles) e até na composição das mortes (repare na respiração de um dos “cadáveres” na cena inicial). Romina não se destaca como uma Angela, de Acampamento Sinistro, e nem como a violentada Jennifer, de A Vingança de Jennifer. Aliás, a partir de uma certa revelação final, não fica claro se era uma intenção desde o começo cometer os crimes ou se foi um ato de vingança.

Com exemplares melhores no México, principalmente em seu passado de riquezas cinematográficas, Romina está bem distante de merecer uma indicação. Basicamente, está do lado oposto do lago cristalino, silenciosa e solitária.

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Marcelo Milici

Marcelo Milici

Fundou o Boca do Inferno em 2001. Formado em Letras, fez sua monografia sobre o Horror Gótico na Literatura. É autor do livro "Medo de Palhaço", além de ter participado de várias antologias de horror!

10 comentários em “Romina (2018)

  • 14/10/2018 em 10:14
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    Zuado demais, ainda está na Netflix esse filme KKKKKKK, tiraram muita coisa boa de lá para deixar essa coisa ruim ae.

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  • 02/09/2018 em 03:06
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    Acabei de ver e vim procurar sobre o filme pra saber se era só eu que tinha achado um lixo.. Meu Deus que filme escroto, fiquei até com tonteiras de ver 10x a câmera descendo e levantando á TODO momento, roteiro péssimo e atores piores aindas, maquiagem bosta, não tem como descrever o quão ruim é esse filme.

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  • 14/08/2018 em 10:09
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    Credo, filme irritante, chato, mal feito, sem lógica, sem noção, pior que teatro escolar… só um retardado poderia assistir e gostar. Me arrependo de não ter lido as criticas antes de tentar assistir.

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    • 27/08/2018 em 01:39
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      Ridículo. Quem foi o retardado q criou isso? Pra q fui assistir a está merda? Tinha q ser mexicano.

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      • Silvana Perez
        27/08/2018 em 11:19
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        O filme é ruim mesmo, Flávia, mas eu não generalizaria assim. O cinema mexicano tem uma caralhada de coisa boa 😉

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  • 06/08/2018 em 05:39
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    Filme sem realidade, sem impacto de um filme de terror!

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  • 03/08/2018 em 13:53
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    Um filme horroroso no sentido mais literal da palavra. Atores de 5° categoria, extremamente canastrões e inexpressivos. Os dialogos pré-adolescentes dos personagens sao enervantes e infinitos. As cenas de mutilaçoes e mortes sao infantis e tao mal feitas que chega a sangrar os olhos do incauto expectador que se aventurou a assistir este ridiculo filme.
    Cenas desconexas, roteiro infantil, efeitos especiais lamentaveis e atores mediocres. Quer mais? Assista essa pérola cinematografica chamada Romina…Mas depois nao diga que nao avisei. Nota -0

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  • 30/07/2018 em 22:51
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    Eu assisti esse filme hoje, porém detestei. É bem como você disse: no início parece interessante, porém fica uma coisa repetitiva e sem atrativo algum. Não mostra as mortes, nem como as pessoas são capturadas, fora que não há como entender, especificamente, qual é o objetivo da menina: vingança ou simplesmente prazer em matar.

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  • 23/07/2018 em 10:17
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    Assisti isso ontem, avançando é lógico.
    Perdi minutos preciosos de meu tempo.

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