As 16 Melhores Adaptações de Stephen King para o Cinema

Stephen King sempre esteve na mídia: seu nome está sempre em evidência nos cinemas, em filmes para a TV e séries. Mas em 2017, com a fraca e frustante adaptação de A Torre Negra e o belíssimo It – A Coisa, estamos presenciando uma enxurrada de filmes e séries inspiradas em seus livros e contos. The Mist e o sensacional Mr. Mercedes foram transformados em séries; Jogo Perigoso está prestes a ser lançado pela Netflix;  os contos 1922 e Que Sofram as Criancinhas são as próximas adaptações. JJ Abrams (fã declarado de King) encabeça Castle Rock, um projeto ambicioso que irá explorar e conectar o universo do mestre King.

Com base nesse rico universo e aproveitando o aniversário de 70 anos do autor, neste dia 21, selecionamos As 16 Melhores Adaptações para o Cinema e que provam que o Rei já serviu para excelentes inspirações! Confira:

16. A Metade Negra (The Dark Half, 1993)

Não poderia faltar na lista de melhores adaptações do Mestre, um filme dirigido por outro Mestre, George Romero. Em A Metade Negra, Romero deixa de lado os zumbis e narra a história do escritor Thad Beaumont (Timothy Hutton), que “enterra” seu pseudônimo George Stark após sofrer chantagens, sobre revelações do mesmo. Porém George Stark ganha vida e ameaça a Thad e sua família, para que entregue um novo livro. Essa história funciona como pano de fundo para uma referência ao próprio King, sobre o processo de escrever, e se “transformar” para assim fluir sua criatividade de acordo com a personalidade do momento.

15. Na Hora da Zona Morta (The Dead Zone, 1983)

O canadense Cronenberg contribuiu com sua adaptação do livro Na Hora da Zona Morta, uma trama envolvente acerca de Johnny Smith (Christopher Walken, ótimo), um professor literatura que fica cinco anos em coma após um acidente. Quando retoma à consciência, Johnny passa a ter o dom (ou maldição) de prever acontecimentos futuros, e passa a viver em um dilema sobre interferir ou não em suas previsões. Cronenberg entrega um filme menos visceral de seus trabalhos anteriores (Scanners e Videodrome), em uma adaptação sensível e bem fiel ao livro.

14. A Maldição (Thinner, 1996)

A Maldição (1996)

Uma obra menor do King, mas com um enredo instigante. Billy Halleck (Robert John Burke), um advogado obeso, começa a emagrecer rapidamente após uma maldição de um cigano. No começo ele acha ótimo, mas seu otimismo vira desespero quando vê que aquilo não vai parar. O diretor Tom Holland, conhecido por roteirizar O Brinquedo Assassino, dá um clima agonizante, e constrói um final desconcertante para esta respeitosa adaptação.

13. Lembranças de um Verão (Hearts in Atlantis, 2001)

Lembranças de um Verão é uma das poucas adaptações onde não li o livro ou o conto original. Trata-se de uma bela história sobre a amizade entre o vidente Ted Brautigan (Anthony Hopkins) e Bobby Garfield (Anton Yelchin, ainda criança), dirigido por Scott Hicks. É claro que teremos conflitos referentes a amizade entre os dois, mas ao lado de Ted, Bobby aprende lições que levará para a vida toda.

12. Christine, o Carro Assassino (Christine, 1983)

Christine (1983)

Carros são garotas”, dizia Leigh Cabot (Alexandra Paul), namorada do atrapalhado Arnie (Keith Gordon), que literalmente se apaixona por Christine, um(a) Plymouth Fury que tem vida própria e vai destruir quem ficar em entre ela e Arnie. Mesmo deixando de lado um ponto importante da narrativa do livro, Carpenter pega o que tem de melhor: a relação entre Arnie e Christine; construindo esta inusitada história de amor de maneira palpável, em um ótimo e divertido filme. Esta adaptação tem a marca carimbada do diretor John Carpenter, tanto na direção quanto na maravilhosa trilha sonora.

Obs: de Bônus, segue um clip que Carpenter realizou recentemente com a música tema do filme, dando nova vida a Christine.

11. O Aprendiz (Apt Pupil, 1998)

O Aprendiz (1998)

Um dos contos mais bizarros e instigantes do mestre, adaptado por Bryan Singer e com Ian McKellen no elenco. Ian é Kurt Dussander, um criminoso nazista, que se esconde nos EUA. Seu vizinho, o jovem Tood (Brad Renfro), descobre sobre o passado de Dussander, iniciando um jogo de chantagens entre o jovem, e o velho criminoso. O enredo segue em tensão constante, e os papéis se invertem sobre quem está em vantagem nesse jogo de manipulações, conduzido pela frieza dos protagonistas acerca do assunto, retratando a maldade humana, de uma maneira assustadoramente incômoda.

10. Trocas Macabras (Needful Things, 1993)

Outra adaptação que não li a obra original, mas me chamou a atenção por uma história diferente do que tudo que era ralizado na época em termos do gênero terror, em uma trama original, divertida e, como diz o título, Macabra. Um recém chegado a uma pequena cidade abre uma loja, onde você conquista tudo o que deseja, mas tem que dar algo em contrapartida. Destaque para a atuação de Eddie Harris como o xerife da cidade e para Max Von Sydow, como a “encarnação” do demônio (ou talvez o próprio). Direção de Fraser C. Heston.

9. O Nevoeiro (The Mist, 2007)

O Nevoeiro (2007)

Frank Darabont nasceu para adaptar King – suas três adaptações estão nesta lista. Todo o clima pessimista, desolador e claustrofóbico do conto está ali, onde um grupo de pessoas ficam presas em supermercado quando um nevoeiro cobre uma pequena cidade, trazendo, junto com ele, bizarras criaturas. Uma bela homenagem de King para o escritor Lovecraft, onde o nevoeiro é um pano de fundo para o comportamento humano que se revela cruel, quando menos se espera.

8. O Cemitério Maldito (Pet Sematary, 1989)

Cemitério Maldito (1989)

As vezes a morte é melhor”, Crava Jud Crandall (Fred Gwynne) para o novo vizinho, o jovem médico Louis Creed (Dale Midkiff). A nova casa fica às margens de um rodovia movimentada, responsável pela morte de vários animais de estimação na região. Acima do cemitério de animais, onde as crianças da região enterram seus companheiros, há um cemitério indígena que pode mudar o curso da morte. Louis tem que lidar com a morte em vários sentidos, seja em com fazer com que sua pequena filha entenda o sentido da mesma, ou seja como ele mesmo deve lidar; já que ela começa a rondar sua família de forma trágica. O filme, dirigido por Mary Lambert, tem uma sensibilidade ao retratar os momentos de perda de forma triste a angustiante sem soar piegas. E consegue também criar maravilhosas cenas de horror. Destaque para as cenas com Zelda (irmã moribunda de Rachel Creed), que fez parte dos pesadelos de muitos espectadores do filme.

7. Conta Comigo (Stand by Me, 1986)

Filme que esteve na companhia de muitos nas Sessões da Tarde entre as décadas de 80 e 90. Uma história que sempre considerei uma auto-biografia de King, onde quatro amigos saem em uma aventura para procurar o corpo de um garoto desconhecido. Belo e até triste retrato sobre a amizade entre quatro jovens que acompanhamos e sabemos que, ao longo do desenvolvimento da trama, vão trilhar caminhos diferentes. O futuro de cada um vai da esperança à falta dela na mesma proporção. É fácil se identificar com os personagens, cada qual com suas frustrações, e a maneira como cada um é afetado por elas. Uma bela e singela adaptação de Rob Reiner.

6. À Espera de um Milagre (The Green Mile, 1999)

Darabont de volta nesse belo drama sobre John Coffey, interpretado magistralmente por Michael Clarke Dunkan – seu personagem, um homem com uma mentalidade inocente e infantil, tem o dom da cura, é acusado injustamente pelo assassinato de duas garotinhas e condenado à cadeira elétrica. Do outro lado está Paul Edgecomb (Tom Hanks, excelente), que acredita em John, mas nada pode fazer para ajudar. O filme mostra que pode sim existir humanidade em criminosos, muitos reconhecendo sua culpa e aceitando o destino; levando a refletir sobre a pena de morte, sem parecer maniqueísta em nenhum momento.

5. Carrie, a Estranha (Carrie, 1976)

O primeiro livro de King a ser adaptado, e que deu a guinada na carreira do autor. Uma garota que sofre com a repressão religiosa da mãe, e com a crueldade do bullying no Ensino Médio, descobre seus poderes telecinéticos (estes que a mãe considera uma maldição). Carrie (Sissy Spacek) tenta a todo tempo entender o que está acontecendo com ela, mas está perto de explodir. Brian de Palma consegue retratar toda a violência física e psicológica sofrida por Carrie, e os motivos para o literal banho de sangue na sequência final.

4. It – A Coisa (It, 2017)

Esta nova adaptação, ou remake de uma minissérie, está agradando a gregos e troianos. Dirigido pelo argentino Andy Muschietti (Mamá), ele desenvolve bem o clima oitentista de aventura, sem deixar de lado o lado mais pesado da história. Pessoalmente preferia a adaptação nas mãos de Cary FuKunaga (True Detective e Beasts of no Nation), que imagino daria um tom mais sombrio a produção, mas não deixo de enaltecer o belo trabalho de Muschietti. It já é o filme do gênero de terror que mais faturou em sua estreia, e parafraseando os colegas Matheus Ferraz (que usou o termo para As Senhoras de Salem) e o Marcelo Millici, “vimos o nascimento de um novo clássico”.

3. O Iluminado (The Shining, 1980)

King pode não gostar, e claro que entendo o lado dele, porém, O Iluminado é considerado por muitos a melhor adaptação e um dos melhores filmes de horror de todos os tempos. A visão assustadora de Kubrick sobre a obra de king, a bela atuação de Jack Nicholson como Jack Torrance, são conduzidos magistralmente pelo diretor, criando sequências icônicas e constante clima desolador e pessimista a cerca da família ilhada no Overlook hotel.

2. Louca Obsessão (Misery, 1990)

Louca Obsessão (1990)

Interpretação magistral de Kathy Bates como Annie Wilkes, a fã número 1 do escritor Paul Sheldon, que salva a vida do mesmo após um acidente; passando a “cuidar” do mesmo enquanto se recupera. Porém, descobertas a cerca do futuro de Misery (personagem principal dos livros de Sheldon), desencadeiam uma série de acontecimentos na relação entre fã e escritor. A direção ficou a cabo de Rob Reiner, já citado em Conta Comigo.

1. Um Sonho de Liberdade (The Shawshank Redemption, 1994)

Novamente Darabont adaptando um King que não escreve só terror, mostrando que tem talento também para histórias sensíveis, sem deixar de retratar o lado sombrio dos seres humanos. Tim Robins é Andy Dufresne, acusado injustamente (sim, mais um inocente na prisão) pelo assassinato de sua esposa. Andy sofre com a politicagem e picaretagem dentro da prisão e tem que aprender a se defender diante da violência (física e psicológica) que sofre enquanto cumpre sua pena. A amizade com Red (Morgan Freeman) o ajuda suportar o longo período que ficaria ali, e talvez, quem sabe um dia, conseguir sair.

Infelizmente, tive que deixar outras adaptações que adoro de fora: A Janela Secreta, Chamas da Vingança, Cujo, Às Vezes Eles Voltam, Colheita Maldita, são exemplos de filmes que poderiam perfeitamente estar nessa lista. Mas o importante é que um escritor tão talentoso para o gênero como o mestre King mereça sempre estar em destaque.

O Boca do Inferno deseja ao mestre felicidades nesta data especial, com mais histórias a serem contadas e adaptações sensacionais. Vida Longa ao Rei.

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Ivo Costa

Ivo Costa

Estudante de Cinema, fez parte do Juri Popular do Cinefantasy em 2011. Além de crítico do Boca do Inferno, atua como diretor e roteirista de curtas-metragens.

6 comentários em “As 16 Melhores Adaptações de Stephen King para o Cinema

  • 24/09/2017 em 18:29
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    Esqueceram de “A hora do lobisomem”?

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    • 25/09/2017 em 21:24
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      Olá Vladimir, não esqueci não, foi difícil deixar de fora, mas tinha que selecionar apenas 16…

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  • 22/09/2017 em 19:47
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    Esperava ver na lista “Tempestade do século”, muito melhor que “A maldição”.

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    • 25/09/2017 em 21:23
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      olá Bruno, também gosto muito de Tempestade do Século, porém como foi concebida como uma mini-série pra TV, ficou de fora na seleção que final, que se baseou em adaptações para o cinema

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  • 21/09/2017 em 14:50
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    Adorei a matéria, mas trocaria Lembranças de um Verão (muito chatinho) por Eclipse Total (esse sim um filmaço!)

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    • 21/09/2017 em 20:22
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      realmente faltou eclipse total nessa lista

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