3.8
(9)
Cujo (1983)
Agora existe um novo nome para o terror
Cujo
Original:Cujo
Ano:1983•País:EUA
Direção:Lewis Teague
Roteiro:Don Carlos Dunaway, Lauren Currier, Stephen King
Produção:Daniel H. Blatt, Robert Singer
Elenco:Arthur Rosenberg, Billy Jayne, Christopher Stone, Clare Nono, Daniel Hugh Kelly, Daniel N. Blatt, Danny Pintauro, Dee Wallace Stone, Ed Lauter, Jerry Hardin, Kaiulani Lee, Merritt Olsen, Mills Watson, Robert Behling, Robert Elross, Sandy Ward, Terry Donovan Smith

O popular escritor Stephen King, autor de dezenas de livros de sucesso de horror, também é um dos que mais possui histórias adaptadas para o cinema. Ainda no início dos anos 80, um de seus primeiros trabalhos literários transformado em filme foi Cujo (Cujo, 1983), a partir de seu livro homônimo escrito dois anos antes, com direção de Lewis Teague, veterano cineasta nascido em 1938 e responsável por filmes como Alligator – O Jacaré Gigante (80) e Olhos de Gato (85), este também baseado na obra do mestre do horror moderno.

Cujo é o nome de um imenso cão da raça São Bernardo, aquele conhecido por suas características de resgate e salvamento de pessoas em regiões ermas, e com a imagem associada ao fato de levar um pequeno barril no pescoço.

O cachorro é o animal de estimação de um garoto chamado Brett Camber (Billy Jayne), que vive num sítio nas proximidades de uma pequena cidade do interior no norte dos Estados Unidos, em Castle Rock, no Estado do Maine (local onde se passa a maioria das histórias de King). O garoto mora com sua mãe, Charity (Kaiulani Lee), uma mulher infeliz no casamento com Joe (Ed Lauter), um mecânico de automóveis egoísta que só está preocupado com seus interesses pessoais, deixando a família para segundo plano.

Ao perseguir um coelho pelo mato, Cujo acaba entrando com a cabeça numa caverna infestada de morcegos doentes, onde um deles morde seu nariz e lhe transmite a terrível raiva. Aos poucos, o anteriormente dócil cachorro vai se transformando num monstro assassino, com os olhos vermelhos, babas e gosmas escorrendo pela boca, e com o pelo todo sujo e manchado de sangue, num aspecto extremamente ameaçador.

Cujo (1983) (3)

Enquanto isso, a ação volta-se paralelamente para uma família comum formada pelo casal Vic Trenton (Daniel Hugh Kelly), um publicitário bem sucedido mas que está enfrentando uma crise no trabalho, e pela bela Donna (Dee Wallace Stone), uma esposa adúltera que está tendo um romance com um marceneiro que presta serviços para a família, Steve Kemp (Christopher Stone). Eles ainda tem um filho pequeno, Tad (Danny Pintauro), que insiste em dizer que seu armário oculta um monstro imaginário.

Após a ocorrência de uma série de eventos coincidentes, a mãe e seu filho acabam tornando-se prisioneiros em seu próprio carro do raivoso cachorro, ávido por sentir o sabor de suas carnes na boca gosmenta. Os proprietários do sítio estão fora de casa, com Charity Camber indo visitar sua irmã com o filho Brett, e com Joe indo gastar o dinheiro ganho numa loteria numa viagem para Boston com o amigo Gary Pervier (Mills Watson), onde na verdade eles foram brutalmente atacados por Cujo antes de viajarem. Já Vic Trenton descobre a traição de sua esposa e decide fazer uma viagem de negócios, e Donna aproveita a oportunidade para levar seu carro com problemas mecânicos para o sítio de Joe, na intenção de consertá-lo.

A partir daí, o cachorro doente e assassino passa a ameaçar violentamente Donna e seu filho Tad, obrigados a ficarem presos em seu próprio carro quebrado, isolados num sítio distante e sem ninguém para socorrê-los, tendo ainda o agravante do menino sofrer de crises respiratórias que colocam ainda mais sua vida em risco, além do imenso cão tornar-se cada vez mais insano e agressivo com o passar do tempo e principalmente em reação ao barulho dos gritos de suas vítimas desesperadas. Enfatizando a tagline promocional do filme, reproduzida no início desse texto, realmente Cujo faz por merecer seu nome associado ao terror, pois todas as cenas envolvendo sua participação como um cão assassino enlouquecido são de tirar o fôlego e causar pesadelos. Basta imaginar a terrível transformação de um animal de estimação inicialmente manso para uma criatura enraivecida e descontrolada, avançando mortalmente com os dentes afiados contra o pescoço de seus donos e todos que o cercam, passando de o melhor amigo do Homem para seu maior carrasco.

Cujo (1983) (2)

A longa sequência de claustrofobia em que uma mãe e seu filho estão presos dentro do próprio carro com pane mecânica, isolados e sem ter como fugir, sendo ferozmente vigiados o tempo inteiro e atacados por um cão que quer matá-los, é o grande destaque do filme, reservando ótimos momentos de tensão e suspense (aqueles em que o cão choca-se violentamente contra a porta do carro, na tentativa insana de entrar em seu interior, e arrebentando sua própria cabeça contra a superfície sólida do veículo são especialmente perturbadores).

As cenas de mortes são poucas, mas carregadas de intensa violência de um animal enfurecido rasgando a carne de suas vítimas. Com seu pelo todo ensanguentado e sujo de lama, e sua boca expelindo fluídos gosmentos, sua aparência assustadora contribui significativamente para associá-lo à figura de uma monstruosa fera assassina.

Cujo foi lançado no mercado brasileiro de DVD no início de 2004, distribuído em bancas a preço popular, encartado na revista DVD Collection ano 2, número 15, da Editora Van Blad. O disco traz apenas o filme em formato de tela Fullscreen e legendas em português, sem nenhum material extra.

Seguem algumas curiosidades. Numa cena podemos ver o desenho animado Scooby-Doo, criado em 1969 pela dupla William Hanna e Joseph Barbera, sendo exibido na televisão para a audiência do garoto Tad. Outra curiosidade é que o filme teve locações nas cidades de Mendocino, Petaluma e Santa Rosa, no Estado da California, conforme informa os créditos de agradecimento dos produtores nos letreiros finais. A atriz Dee Wallace Stone, personagem principal de Cujo, nasceu em 1949 e foi casada com Christopher Stone (que coincidentemente fez o papel de seu amante Steve no filme). Ela foi creditada sem o sobrenome Stone, e seu marido morreu em 1995, vítima de um ataque cardíaco. Sua filmografia é bastante significativa dentro do gênero fantástico, tendo atuado em filmes como Quadrilha de Sádicos (77), Grito de Horror (81), E.T. – O Extraterrestre (82), A Hora das Criaturas (86), Popcorn (91), Os Espíritos (96), Abominável (06), Prisioneiro do Demônio (06), A Praga (06), Halloween – O Início (07) e A Casa do Diabo (09). Já o veterano ator Ed Lauter, nascido em 1940, tem quase 120 filmes em seu currículo, e entre eles, Tropas Estelares 2 (2004), continuação do sucesso do cinema em 1997 e lançado em DVD no Brasil, onde faz o papel de um general.

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10 Comentários

  1. Provavelmente Cujo É Um Ótimo Filme Mas A Atriz Que Fez A Personagem Donna Disse Que Seria Uma Péssima idéia De Fazer Uma Nova Refilmagem Desse Filme.

    Ela Disse Que Se O Cão Fosse Feito Em CGI Ou Talvez Ciborgue Os Fãs Não Iriam Gostar.

    Eu Iria Adorar Se Fosse Em CGI.

  2. Acabei de ver no canal Paramount Chanel da Net, bom filme.

  3. Merece as 5 estrelas, simplesmente por ser um Stephen King clássico

  4. alguem sabe onde posso ver esse filme, ja procurei na net mais nao encontro

  5. Tive o primeiro contato com esse filme ao ver a capa do VHS: uma casinha de cachorro no meio de um cemitério, com dois olhos vermelhos surgindo da portinha. Aquilo me deixou apavorado pra caramba.
    Anos depois – onze anos atrás – vi o DVD em uma banca e me espantei ao saber que se tratava de um filme de STEPHEN KING, o grande Mestre do Terror, a quem eu admirava havia anos.
    Não pensei duas vezes… peguei meu dinheiro no dia seguinte e comprei. Na época, pensei porque fiz isso, porque ao ver o filme, fiquei com muito medo daquilo. Aquela fúria animalesca sem controle, o pânico do menininho, o sangue, os ataques realistas demais, o clima de tensão… Tudo.
    Curiosamente, o filme não veio com classificação na contracapa, mas sem duvida, seria 18 ANOS. Porque, falando francamente, só pessoas maiores de 18 conseguiriam ver esse filme – as cenas são extremamente violentas, o sangue jorra a todo momento e o visual de Cujo é simplesmente diabólico.
    Porém, não dá também de admirar o filme. É de longe, uma das mais tensas adaptações de Stephen King, ao lado de tantas outras. Em certos momentos, você não sabe se para de assistir ao filme, ou se continua, porque quer saber o aquele São Bernardo maldito vai fazer, quem ele vai matar. Talvez aqueles que gostam de ver sangue jorrando fiquem decepcionados com o pequeno numero de cenas de morte, mas, eu confesso que são perfeitas e não precisam de mais nada. Você acredita realmente que Cujo está atacando aquelas pessoas, mordendo, arrancando pedaços de seus corpos e depois as devorando. É tudo impressionante.
    Da mesma forma que aconteceu com filmes de cães assassinos daquele período – destaque para “A Longa Noite de Terror” (1972) – você se pergunta como tais cenas foram feitas, ao mesmo se esquece porque quer vê-las até o fim.
    CUJO é um filme altamente tenso, assustador e surpreendente, recomendado para aqueles que gostam de sangue, de tensão e principalmente, de Stephen King. Por outro lado, aqueles que não gostam de nada disso, podem passar direto.
    Obs: costumo dizer que o Cujo é o primo malvado de Beethoven, o adorável São Bernardo daqueles filmes.
    Ao lado de Bruce, de Tubarão, Cujo tem seu lugar guardado no ranking dos Vilões Animais do Cinema.
    Curiosidade: STEPHEN KING não gosta do livro, mas gosta desse filme.
    Eu pessoalmente não li o livro, mas gosto desse filme.
    UM PEQUENO CLÁSSICO DE STEPHEN KING.

  6. Li a crítica desse filme há alguns anos aqui no site e, impulsionado pelos elogios lidos, fui atrás dele. Bem, devo dizer que foi uma das poucas vezes que me decepcionei. Trata-se de um filme apenas razoável em meu ponto de vista. Possui seus méritos, é verdade, mas não tem nada de mais. Eu daria no máximo 3 caveiras

  7. Eh um filme mediano. Nao merecia 5 caveiras.

  8. MUITO BOM,MAS FAZ TEMPO QUE ASSISTI ELE,POR ISSO NEM LEMBRO MUITO BEM DELE,QUERO REVER ELE.

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