![]() Piranha
Original:Piranha
Ano:1978•País:EUA Direção:Joe Dante Roteiro:Richard Robinson, John Sayles Produção:Roger Corman, Jon Davison Elenco:Bradford Dillman, Heather Menzies-Urich, Kevin McCarthy |
Marcando a união entre dois grandes nomes do cinema fantástico americano, o lendário produtor Roger Corman (que segundo o site americano IMDB produziu mais de 380 filmes) e o diretor Joe Dante (que no futuro realizaria Gremlins, Grito de Horror e Viagem Insólita), Piranha segue à risca todas as regras da cartilha dos filmes B sobre animais geneticamente modificados: orçamento minúsculo, roteiro absurdo, elenco pouco inspirado, efeitos toscos, sangue, produtos químicos e muito oportunismo.
Na verdade, Piranha é uma espécie de refilmagem barata e não-autorizada de Tubarão, de Steven Spielberg – que curiosamente não processou ninguém por plágio, muito pelo contrário, declarou publicamente que entre todas as cópias de Tubarão que viu, a versão de Joe Dante era a que mais tinha gostado. Alguns anos depois Spielberg e Dante estariam juntos em um dos filmes mais divertidos da década de 80: Gremlins (1984).
Foi “necessário” uma dupla de roteiristas geniais, os americanos Richard Robinson e John Sayles, para reescrever e “aprimorar” o roteiro de Tubarão, substituindo o tubarão pela piranha e a água salgada pela doce. Mas independente de qualquer ironia e de qualquer oportunismo, Piranha saiu-se muito bem nas bilheterias, tornando-se um pequeno clássico do gênero, rendendo ainda continuação direta ainda mais nonsense, dirigida por ninguém menos que James Cameron, onde as piranhas além de extremamente inteligentes ainda voavam. Em 1995, o próprio Corman investiria numa refilmagem caça-níquéis para a TV americana. Em 2009 o francês Alexandre Aja (Alta Tensão) dirigiu um novo remake, que também ganhou uma continuação em 2012; tudo isso sem contar algumas imitações bizarras como Mega Piranha (2010) e Piranhaconda (2012).
Piranha (o “original”) tem início quando dois mochileiros invadem uma estação de pesquisas supostamente abandonada. Dentro das instalações, o casal tem a incrível ideia de nadar sem roupas em um dos tanques – na verdade um criadouro de peixe carnívoros. Tempos depois, Maggie McNamara, uma detetive particular, inicia uma busca na região atrás dos jovens desaparecidos. Com a ajuda de Paul Grogan, um morador local, ela chega até o centro de pesquisas, onde encontra um colar e uma mochila que indicam que os jovens passaram por ali. A detetive desconfia que o casal possa ter se afogado num grande tanque de água localizado na entrada da estação. A principio, parece ser uma boa ideia esvaziar o tanque para verificar se os corpos estão no fundo. Mas o que eles não imaginavam é que estavam libertando um enorme cardume de piranhas no rio que corta toda a região.
Resta a detetive McNamara e Grogan avisar as autoridades e impedir o pior: que o cardume de piranhas assassinas escape para o mar (sim, estas piranhas sobrevivem em água salgada). Contudo, não são os peixes os únicos problemas enfrentados pelos detetives, que precisarão encarar a polícia, o exército e um inescrupuloso empresário, dono de um parque aquático recém inaugurado.
No elenco, destacam-se as rápidas participações dos veteranos Kevin McCarthy (Invasores de Corpos, 1978) e Barbara Steele (de A Máscara de Satã e Calafrios). O casal principal, formado por Bradford Dillman e Heather Menzies não demonstra muita química – porém nada que comprometa, principalmente no contexto trash da produção.
Um grande mérito de Piranha foi ter revelado alguns grandes talentos. Além do diretor Joe Dante, o então novato técnico em efeitos especiais Rob Bottin assumia a responsabilidade de dar vida as pequenas assassinas submarinas. Bottin trabalharia no futuro em produções de peso como Enigma do Outro Mundo e Robocop. Em Piranha, devido as limitações do orçamento, os efeitos são discretos; ou seja, raramente vemos os pequenos monstros. Já a trilha sonora, composta pelo italiano Pino Donaggio (de Carrie – A Estranha e Grito de Horror) é apenas uma variação inferior ao tema composto por John Williams para Tubarão.
Enfim, todas as deficiências são relevadas quando encaramos Piranha como um legítimo e eficiente filme B, rodado em apenas 3 semanas, com um orçamento de 800 mil dólares. Nesta perspectiva, o longa que projetou Joe Dante ganha a dimensão de clássico do gênero, simpático, bem humorado e divertido.




Muito legal este filme, é um clássico sem dúvida nenhuma.
Sem sombra de dúvida, é a primeira Jaws-Rip-off.
A trama é simples, agrada aqueles que adoram Filmes B e gostam de ver sangue espirrado na tela.
Em seu segundo filme, Joe Dante, com a ajuda do roteirista estreante John Sayles, criou um pequeno do cinema, que é difícil de classificar em qual gênero pertence, Terror, Suspense, Ficção, Trash… enfim. Não dá mesmo pra dizer.
É um filme perfeito, onde tudo funciona, inclusive os efeitos especiais.
O ponto alto é sem, duvida, o massacre no parque de diversões, onde as piranhas mostram sua fúria contra os banhistas. O sangue jorra na tela na medida certa; os cadáveres são jogados na nossa cara de maneira brilhante e o pânico dos atores é impressionante.
O melhor disso tudo é que o filme conta com dois grandes nomes do Terror: Kevin McCarthy e Barbara Steele. Uma pena que a participação de McCarthy seja reduzida, mas Barbara entra em cena para compensar. A atriz está absolutamente brilhante no papel da cientista parceira de McCarthy.
Enfim… “PIRANHA” é o filme que surgiu na época certa, quando as Jaws-Rip-offs estavam em onda da melhor forma possível. Uma pena que o gênero foi destruído na década de 90…
E o pior é que recentemente, ganhou um Remake péssimo e grosseiro, com nudez exagerada e atrizes pornô. Pelo menos, as cenas sangrentas valem a pena… O mesmo não pode se dizer da sequencia desse remake, que consegue ser mais grosseiro que o primeiro!
Melhor mesmo é assistir esse e o segundo, “PIRANHA 2 – ASSASSINAS VOADORAS” (1981), de James Cameron e Ovidio G. Assonitis; e talvez, dar uma espiada no primeiro Remake (1995), e ESQUECER O SEGUNDO REMAKE E A CONTINUAÇÃO!!!!!
“PIRANHA” É UM CLÁSSICO DOS ANOS 70.
gosto desse,e amo o remake.