Jukebox do Inferno – Uma Jornada Classic Rock pelo Cinema Fantástico

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“If you’re into evil, you’re a friend of mine” – AC/DC, Hells Bells

As trilhas sonoras do cinema quando bem conduzidas frequentemente são parte tão importante do sucesso de uma produção quanto a qualidade da direção, das atuações e dos roteiros. A combinação destes fatores bem afinados se torna tão matadora que tem o poder de marcar toda uma geração. Como não se lembrar das seminais trilhas dos italianos Enio Morricone e Nino Rota para os filmes Três Homens em Conflito e O Poderoso Chefão, respectivamente? Até os infelizes que jamais assistiram na vida reconhecem!

Contudo hoje não vamos falar sobre trilhas incidentais, mas sobre a importância das canções no cinema fantástico, a força que elas têm de tornar as passagens mais interessantes e gravar eternamente uma cena na memória do espectador, algumas são tão fundamentais que se tornam praticamente uma parte do elenco, tais como nos filmes 1408 (We’ve Only Just Begun do The Carpenters) e Os Estranhos (Mama Tried de Merle Haggard).

A união de sons e imagens as vezes é tão intensa que desta forma fica difícil desassociar, por exemplo, as músicas Little Green Bag de George Baker, The Man Comes Around do saudoso “Homem de Preto” Johnny Cash e More and More de Webb Pierce das antológicas aberturas de Cães de Aluguel, Madrugada dos Mortos e Viagem Maldita, respectivamente. O rock clássico é certamente o gênero musical que deu a maior contribuição para o gênero fantástico, através de peças sonoras ímpares combinadas com imagens feitas para assustar, enojar e, principalmente, divertir o público. E este tributo aqui no Boca do Inferno não poderia ser mais oportuno, afinal, nas palavras de Raul Seixas, O diabo é o pai do Rock.

Faixa 1 – Horror e Classic Rock, Uma Estreita Relação

Não é de hoje que o entroncamento entre as avenidas “Classic Rock” e “Cinema Fantástico” é usado com sucesso; a relação é estreita há muito tempo e gera inspiração mútua. Por exemplo, uma banda britânica em 1969 chamada Earth estava procurando um novo nome, devido à existência de um conjunto homônimo nos Estados Unidos. Foi quando notaram que do outro lado da rua do local de ensaio desta banda havia um cinema que estava exibindo um filme do diretor Mario Bava. O título deste filme virou também o novo nome da banda, que seria conhecida dali para frente como Black Sabbath – que em minha humilde opinião possui a faixa de rock mais sinistra de todos os tempos, a própria canção que leva o nome da banda.

Outro exemplo é uma das inspirações de para a música The Number of the Beast (do álbum homônimo do Iron Maiden de 1982, só que você já sabia disso, no mínimo) foi o filme A Profecia 2, e que tal a narração de Apocalipse c.13-v.18 de um “quase” Vincent Price na abertura da mesma faixa? É dito e sabido que os Irons queriam o próprio ator para fazer a voz, mas na época seu cachê era demasiado alto para os bolsos dos integrantes e ficaram com um sósia – ao invés disso, Vincent fez um “rapzinho” em Thriller de Michael Jackson, mas esta já é uma outra conversa. A propósito, os caminhos do Iron Maiden e do italiano Dario Argento se cruzaram através da música Flash of the Blade (do álbum Powerslave, 1984) usado na trilha de Phenomena (1985) e a música e o single Bring Your Daughter… to the Slaughter foi composto e gravado por Bruce Dickinson como trilha para A Hora do Pesadelo 5: O Maior Horror de Freddy e posteriormente lançado no disco No Prayer for the Dying de 1990.

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E não deveria continuar este artigo sem ao menos citar os filmes Heavy Metal do Horror estrelado(?) pelos rock stars Ozzy Osbourne (ex-Black Sabbath) e Gene Simmons (KISS), Massacre (Slumber Party Massacre 2, 1984) que contempla um antagonista metaleiro com uma broca gigante no final do braço da guitarra, o clássico guilty pleasure The Rocky Horror Picture Show, um musical estiloso e insano calçado no rock’n’roll que é reverenciado até hoje e Welcome to my Nightmare de Alice Cooper, um misto de show, teatro e cinema da Hammer, contando inclusive com a presença de Vincent Price.

Além disso, poderia ficar desfiando uma quantidade imensa de linhas e linhas sobre a quantidade de músicas importantes que são inspiradas por filmes, todavia por ser um assunto vasto o suficiente para encher um livro, este não é o foco. Vamos fazer a via oposta e falar sobre os temas que ficaram famosos graças às produções de horror – e vice-versa, porque não, afinal se não fosse um disco de vinil do Dire Straits não teríamos uma das cenas mais divertidas de Shaun of the Dead.

Particularmente o primeiro caso que me vem a cabeça é People are Strange do cultuado The Doors (lançado no segundo álbum da banda, Strange Days, de 1967) regravado por Echo & the Bunnymen. Usado na abertura do igualmente cultuado Garotos Perdidos lançado vinte anos depois, as estrofes parecem perguntar: num mundo tão estranho, quem é normal? Nada mais adequado a proposta da produção dirigida por Joel Shumacher. A regravação foi lançada como single e chegou ao posto 29 das paradas britânicas. O disco com a trilha sonora completa (que também inclui músicas interpretadas por INXS e Roger Daltrey do The Who) também foi um grande sucesso comercial e ficou 39 semanas nas paradas estadunidenses.

Outro nome carimbado por sua fama ter se consolidado graças ao horror é o multi-instrumentista Mike Oldfield. Talvez você não associe o nome à pessoa, mas o som certamente sim. Foi sua composição de rock progressivo chamada Tubular Bells (lançada no disco homônimo de 1973) que deixou o filme O Exorcista consideravelmente mais aterrorizante. Este beneficiamento mútuo fez Tubular Bells, o disco, ficar por nada menos que 279 semanas nas paradas britânicas e vender cerca de 15 milhões de cópias mundialmente.

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É um tanto óbvio que uma das músicas mais longas da história (absurdos 48 minutos e 57 segundos divididos em duas partes) não poderia entrar inteira no disco da trilha do filme, portanto a Warner pegou um pedacinho de pouco mais de 5 minutos para o lançamento. Além de sua inserção mais conhecida, Tubular Bells também fez parte das trilhas de Mulher Nota 1000, Todo Mundo em Pânico 2 (na paródia do próprio Exorcista) e Black Christmas.

Esta eterna associação entre uma banda e um filme aconteceu de maneira similar com Guns’n’Roses e O Exterminador do Futuro 2. Contudo, ao contrário da crença popular, a faixa You Could Be Mine (lançada no disco Use Your Illusion II, 1991) não era originalmente o tema principal do filme de James Cameron, porém o fato de a produção estar pontuada com referências a banda foi uma jogada obvia de marketing que Cameron recrutasse o quinteto para escrever uma música.

Reza a lenda que Arnold Schwarzenegger fechou o acordo da música em um jantar com a banda em sua própria casa, e o som se tornou tão popular que o próprio Scharza participou do vídeo de You Could Be Mine, mas que por problemas de ordem de licenciamento não pôde estar no DVD de clipes “Welcome to the Videos” de 1998. Outro hit que também foi usado no filme e caiu como uma luva no personagem do Governator é Bad to the Bone de George Thorogood (1982), música que já havia sido usada anteriormente nas cenas iniciais e nos créditos finais de Christine – O Carro Assassino.

Time Has Come Today do The Chambers Brothers é mais uma música que ganhou múltiplas interpretações apocalípticas e que por isto poderia figurar em praticamente todos os filmes sobre o fim dos tempos e/ou de zumbis. Gravada em 1966 e ficando cinco semanas nas paradas com sua versão reduzida – a versão original tem 11 minutos e a que a maioria conhece tem 3 minutos – o hit foi usado com êxito em Bad Dreams (1988), Montado na Bala (2004) e Zodíaco (2005).

Faixa 2 – AC/DC, Toto e Queen – Exclusividade

O autor Stephen King é particularmente um exímio rockeiro frustrado e já declarou seu amor ao gênero musical através de inúmeras citações em suas obras e em pelo menos um conto (“You Know They Got a Hell of a Band” em Pesadelos e Paisagens Noturnas), como dono de estações de rádio no Maine e como guitarrista da banda Rock-Bottom Remainders, formada exclusivamente por escribas de livros. Falando rapidamente da banda, para terem um nível da qualidade de sua música, outro escritor e integrante Dave Barry (vencedor do Pulitzer) define que os Rock-Bottom Remainders “tocam música como o Metallica escreve livros”.

Enfim, o principal exemplo do que estamos falando neste artigo aconteceu quando Mr. King resolveu dirigir seu primeiro e único filme (amém), Comboio do Terror, convidou a banda AC/DC para compor a trilha sonora. O resultado gerou o disco Who Made Who de 1986 com três músicas inéditas: A faixa título e as instrumentais “D.T.” e “Chase the Ace”. Ainda que os australianos passassem por uma fase instável (tinham acabado de amargar um fracasso comercial com Fly on the Wall do ano anterior), o disco vendeu muito bem e alcançou platina quíntupla nos Estados Unidos e, apesar de ser tecnicamente um disco de trilha sonora, os fãs passaram a considerar o disco como um “greatest hits”, pois os australianos sempre foram resistentes a lançar uma coletânia. E assim passou a fazer parte da discografia da banda – como já havia acontecido duas vezes com o Pink Floyd, através dos discos Obscured by Clouds e More. Muitos anos depois, o AC/DC lançaria outro disco de trilha sonora, desta vez para Homem de Ferro 2, contudo sem nenhuma faixa composta especialmente para o filme ao contrário de Comboio do Terror.

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Foi também em uma produção baseada na obra de Stephen King que surgiu a composição menos “ramônica” do The Ramones, a faixa Pet Sematary do filme homônimo – que estranhamente não está no álbum de trilha sonora, mas sim em Brain Drain de 1989. Renegado por muitos fãs hardcore é irônico que a faixa tenha se consagrado como um dos mais importantes sucessos comerciais da banda de punk rock atingindo a quarta posição das paradas de singles da Billboard e colocando o álbum full-lenght na maior posição já atingida pelos Ramones (# 122). Inclusive o conjunto foi responsável pela maior reverência musicada ao filme O Massacre da Serra Elétrica, através da letra de Chaisaw de seu debut de 1976. Alguém que escreve versos como “Texas chainsaw massacre, They took my baby away from me, But she’ll never get out of there, She’ll never get out of there. I don’t care” merece no mínimo nosso respeito e admiração.

Voltando um pouco no tempo para 1980, o filme Flash Gordon teve sua trilha sonora quase inteira composta pelo quarteto britânico Queen, porém ao contrário do AC/DC apenas o single “Flash’s Theme” foi de grande sucesso, chegando ao topo das paradas na Áustria, já que sem muito apelo comercial o disco completo não vendeu mais de 600 mil cópias nos states (se acham a cifra grande, o disco anterior da banda lançado no mesmo ano, The Game, vendeu 4.4 milhões de cópias só nos Estados Unidos).

A emblemática película Duna do diretor David Lynch também colocou uma banda de classic rock encarregada de sua trilha sonora, neste caso os americanos do Toto. O álbum com a trilha foi lançado duas vezes: junto com o filme em 1984 e em uma versão estendida em 1997, porém ambas estão atualmente fora de catálogo e não foram representativos em termos de vendas.

A banda de punk The Cramps – que tem uma história própria de inspiração no horror B em seu estilo e letras – é mais uma que se deu bem ao compor uma música especifica para a trilha de um filme. Surfin’ Dead que entrou na trilha de A Volta dos Mortos-Vivos em 1985 foi afortunado o suficiente a ponto de disparar o conjunto para participar de outras trilhas como em O Massacre da Serra Elétrica 2 e Quando Chega a Escuridão, nada mal para uma banda que em busca do sucesso havia tocado anos antes em um hospício na Califórnia.

Outros casos notórios de compositores de rock clássico que se aventuraram nas trilhas sonoras ficam com os tecladistas britânicos Rick Wakeman (ex-Yes) em A Vingança de Cropsy (1981) e na “revisão” da trilha de O Fantasma da Ópera (1925) e Keith Emerson (do ELP) em Murder Rock de Lucio Fulci (1984), Inferno de Dario Argento (1980) e Godzilla: Final Wars (2004).

Faixa 3 – Creedence Clearwater Revival e Blue Öyster Cult – Dois Casos de Estudo

Se existem duas bandas que merecem um destaque maior neste artigo a ponto de ganhar um capítulo a parte, estas são as americanas Creedence Clearwater Revival e Blue Öyster Cult, tanto pela qualidade de suas composições individualmente quanto suas aplicações em importantes produções do cinema fantástico.

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As letras de John Fogerty para o Creedence Clearwater Revival chegam a ser Hours Concours quando se associam filmes de horror com rock clássico. Primeiro, a música feita sob encomenda para lobisomens e vampiros, Bad Moon Rising. Lançada no álbum Green River de 1969, o disco foi considerado Top 100 na lista dos 500 mais importantes de todos os tempos da revista Rolling Stone e esta faixa específica foi usada pela primeira vez em Um Lobisomem Americano em Londres (1981) despontando depois em The Midnight Hour (1985) e Blade (1998).

Born on the Bayou, faixa de Bayou Country (1969), foi usada na abertura de O Retorno do Monstro do Pântano de 1988 (e mais recentemente em Os Mercenários de Sly Stallone), Fortunate Son está presente no remake de Sob o Domínio do Mal (2004) e o clássico mor da banda, Have You Ever Seen the Rain foi aplicado com excelente impacto dramático em um episódio da primeira temporada de Dexter. Nesta leva até a inofensiva Midnight Special (disco Willy and the Poor Boys, 1969) é tratada como quase outra personagem de Twilight Zone: The Movie (1983).

A segunda banda, Blue Öyster Cult, também tem um tema definitivo para os filmes de horror: (Don’t Fear) The Reaper do platinado disco Agents of Fortune de 1976. A música sobre a morte disfarçada de balada romântica foi usada pela primeira vez em Halloween (1978) de John Carpenter, e depois novamente em Halloween H20 (1998) e no remake de 2007 dirigido por Rob Zombie (esqueçam que Love Hurts do Nazareth toca neste filme também, Ok?). Fora da franquia, o som foi usado na abertura da minissérie Dança da Morte (1994) baseado no mesmo livro de Stephen King, Otis – O Ninfomaníaco (2008) e regravações da mesma fizeram parte das trilhas sonoras de Pânico de Wes Craven e Os Espíritos (ambos de 1996) de Peter Jackson.

Ainda que (Don’t Fear) The Reaper seja o grande sucesso comercial do quinteto, a banda sempre flertou com o fantástico em suas letras. As músicas E.T.I. (Extra Terrestrial Intelligence) que trata de alienígenas (dãããã) e a homenagem ocidental aos “Kaijus” (filmes japoneses sobre monstros gigantes), Godzilla do disco Spectres (1977) – que ficou extremamente popular após o game Guitar Hero – são bons exemplos disso.

Faixa 4 – Supernatural – Um Ode ao Horror e ao Classic Rock

Ainda que tenha havido momentos isolados no cinema e na TV que colocaram o Classic Rock em evidência – como uma participação especial do KISS em um divertido episódio da terceira temporada de Millenium para aproveitar o lançamento do disco Psycho Circus – nenhuma abordagem tinha o gênero musical como elemento cenográfico tal qual Supernatural em que o “barulho” tem parte bem significativa do sucesso do seriado.

Fruto do cérebro perversamente criativo de Eric Kripke, se você não viveu num casulo nos últimos seis anos sabe que o personagem Dean Winchester, interpretado pelo ator Jensen Ackles, possui uma coleção impagável de músicas de classic rock e heavy metal em fitas K-7 no porta-luvas de seu Impala 1967 preto.

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A identificação é tão grande que não apenas são usadas como trilha incidental, mas também nos títulos dos episódios. Cito como exemplos In My Time of Dying, Swan Song e Houses of Holy (Led Zeppelin), Crossroad Blues (clássico blues de Robert Johnson), Born Under a Bad Sign (Jimi Hendrix), Folsom Prison Blues (Johnny Cash), Sympathy for the Devil e Exile on Main Street (Rolling Stones).

Mas não para por aí, as referências prosseguem com o número elevado de nomes falsos usados pelos irmãos: Ted Nugent, Padre Simmons e Padre Frehley (KISS), Billy Gibbons e Frank Beard (ZZ Top), Robert Plant e Jimmy Page (Led Zeppelin novamente), Agentes do FBI Tyler e Perry (Aerosmith) e Detetive Bachman e Detetive Turner (Bachman Turner Overdrive) são apenas alguns exemplos a música nos roteiros do seriado.

E como não poderia ser diferente, não ousaríamos deixar de fora os sons de Supernatural. O classic rock do seriado é usado sempre de maneira inteligente e encaixando perfeitamente no contexto do roteiro ou da mitologia da série, a ação fica mais empolgante quando os primeiros riffs de música pesada começam a reverberar pelos alto-falantes da televisão. Honras pelo gosto magnífico a supervisora musical da série, Alexandra Patsavas, esquecida em 99% dos reviews já feitos sobre a série.

Citar a quantidade de bandas que já fizeram parte das trilhas dos episódios é exaustivo de tão numerosos, porém podemos citar entre os destaques: Asia, The Animals, Bad Company, Boston, Cheap Trick, Def Leppard, Focus, Free, Grand Funk Railroad, Journey, Lynryd Skynyrd, Poison, Queensrÿche, Ratt, Rush, UFO e claro, Kansas, pois seu maior hit Carry on my Wayward Son já virou tradição em todo episódio de fim de temporada.

Querem um exemplo bacana? Confiram neste link uma passagem da season finale da terceira temporada – cujo episódio aliás tem o mesmo nome de um disco de Ozzy Ousborne, No Rest for the Wicked – em que Sam e Dean estão cantando – pessimamente, cabe dizer – uma musica do Bon Jovi do tempo que ele era rockeiro de verdade (Dean não poderia ser mais preciso em seu diálogo, “Bon Jovi rocks, on occation”):

E como já disse em parágrafos anteriores e torno a repetir, esta propaganda tem benefícios mútuos: as aplicações destas músicas ajudam a aumentar a popularidade do seriado; o público mais jovem é apresentado ao que há de mais puro no Rock’n’roll e os discos das bandas citadas aumentam suas vendas.

Pois bem, vocês agora já sabem um pouco da história, e mesmo tendo certeza absoluta que muita coisa ficou de fora, os mais nostálgicos já se fizeram lembrar como é oportuna a conexão entre sons e imagens para gerar uma emoção. Nada de modismos e bandinhas felizes: Se for um velho Rock’n’roll, um tanto melhor. Sabendo que enquanto o verdadeiro rock viver e o horror viver esta simbiose vai gerar muitos frutos, me despeço nos vocais de Steve Grimmet: See You in Hell my Friends!

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