E se o terror maior não estiver na tela, mas no silêncio entre duas vozes ao telefone? Fede Álvarez pegou esse conceito e o levou até o limite: sem atores para filmar, sem cenários, sem iluminação, e ainda assim entregou algo que aperta o estômago de um jeito que a maioria das produções com orçamento dez vezes maior não consegue. O que se vê aqui é pouco. O que se sente é muito.Leia Mais

Imperfeito nos pontos em que toda obra ousada costuma ser, ainda assim é um filme que entende profundamente o gênero que habita e o leva a sério. E quando o terror é tratado com essa convicção, o resultado não é só eficaz. É memorável.Leia Mais

Socorro! não possui a mesma sagacidade e acidez do filme de Ruben Östlund, mas seu enredo, dotado de algumas boas cenas de humor, violência e escatologia, realiza desvios de rota tão surpreendentes em determinados momentos que o saldo final faz essa turbulenta viagem ter valido a pena.Leia Mais

Miss Violence expõe as possibilidades e os limites de um certo tipo de cinema austero. Demonstra como a estética de distanciamento pode ser aplicada a material extremo sem sensacionalismo barato. É um filme que merece ser visto, discutido, debatido, mas também questionado rigorosamente sobre a ética de sua própria forma.Leia Mais

Com o infernauta já calejado de tanto rebobinar fitas encontradas, é apenas mais um produto do estilo, sem apresentar novidades ou empolgar, não justificando sua passagem pelos cinemas brasileiros. De toda forma, pode ser que o mistério desperte seu interesse em visitar Shelby Oaks, nem que seja para alimentar os lobos que rondam o lugar.Leia Mais