![]() A Conquista do Planeta dos Macacos
Original:Conquest of the Planet of the Apes
Ano:1972•País:EUA Direção:J. Lee Thompson Roteiro:Paul Dehn Produção:Arthur P. Jacobs Elenco:Roddy McDowall, Don Murray, Ricardo Montalban, Natalie Trundy, Severn Darden, Hari Rhodes, Lou Wagner, John Randolph, Asa Maynor |
Realizado um ano depois de A Fuga do Planeta dos Macacos, esta continuação é ambientada 20 anos depois dos acontecimentos do filme anterior, no ano de 1991. De acordo com as previsões do roteiro, o mundo será acometido por um vírus que irá matar todos os animais de estimação, restando ao Homem usar os macacos para esse fim. No entanto, os animais acabam sendo preparados para servir de escravos, tendo que realizar serviços domésticos e públicos para evitar que sejam açoitados e agredidos.
A sociedade não sabe – há aqueles que desconfiam -, mas o filho de Cornélius e Zira está vivo e ficou sob os cuidados de Armando (Ricardo Montalban, de Corra Que a Polícia Vem Aí!), o dono do circo. César (interpretado por Roddy McDowall) é a única criatura falante e por esse motivo se torna uma ameaça ao futuro do Planeta, sendo obrigado a evitar qualquer forma de comunicação enquanto exerce as funções determinadas pelo seu pai humano.
Quando Armando é torturado e, para salvar César, se joga de um edifício, o macaco assume um lado vingativo, preparando os animais para uma revolta contra os humanos. Ele orienta as criaturas para roubar armas e, aos poucos, agir com rebeldia contra seus donos. Com a ajuda de um humano, MacDonald (interpretado por Hari Rhodes, da série Missão Impossível), que nutre uma simpatia pelas criaturas, lembrando o passado de escravidão dos negros, César lidera uma batalha sangrenta pelas ruas, numa guerra violenta pela conquista do planeta.
Dirigido J. Lee Thompson (comandou também o quinto filme) e roteiro novamente de Paul Dehn (A Megera Domada), A Conquista do Planeta dos Macacos é o filme mais violento da série. Além de contar muitas mortes e até tortura dos macacos, o longa trabalha mais a tensão e os preparativos da guerra do que os diálogos e frases de efeito – embora o monólogo de César na cena final também possa ser considerado um momento clássico da franquia. A direção de Thompson acerta ao dar leves toques na câmera que dão a impressão de realidade: um recurso bastante comum em filmes de guerra como na invasão à praia de O Resgate do Soldado Ryan, por exemplo.
É interessante notar a mensagem sobre a contradição da realização de uma guerra numa resposta à violência. Enquanto acordos políticos não foram capazes de resolver as diferenças, César não encontra outro meio de combater o preconceito e as torturas que não seja através de uma batalha sangrenta pela soberania da raça. O repúdio à guerra deve ser sempre levado em consideração, mas como conquistar a liberdade sem fazer uso da luta armada? A resposta genial é mostrada no futuro – exatamente no final do segundo filme – quando a sociedade descobre que numa guerra não há vencedores…
Entre as curiosidades, está o reaproveitamento de cenários e roupas de outras produções da época como Viagem ao Fundo do Mar e Cidade Sob o Mar e as séries O Túnel do Tempo e Terra de Gigantes, que forneceram os equipamentos de tecnologia mostrados no filme – isso faz deste o longa mais barato da série. Embora o filme mais violento da franquia, muitas cenas foram cortadas para evitar uma censura R, como uma que ocorreria na abertura, quando seria mostrado policiais atirando num macaco e depois seu corpo seria apresentado todo coberto de sangue e deixando sinais evidentes de abuso. É também o primeiro filme da série em que a belíssima Natalie Trundy aparece com maquiagens de macaco – já que nos outros filmes ela fez papel de humana. A atriz interpreta Lisa, o interesse amoroso de César, papel que ela repetiria na continuação A Batalha do Planeta dos Macacos.





